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Alcateia em Extinção?

O Rugby Português atravessa uma crise momentânea ou crónica? Há espaço para crescer num país dedicado, em grande medida, ao Futebol? Causas, Consequências, o futuro ameaçado pelo presente.

Começamos o texto por uma nota pessoal: quando conversei pela 1ª vez com a Rugby World Magazine, sobre o rugby português, não tinham a noção que tínhamos trocado por mais de uma vez de seleccionador (e equipa técnica) desde o tempo de Tomaz Morais. Não tinham qualquer ideia que tínhamos atravessado nos últimos 9 anos por 6 técnicos nacionais. Fiquei algo pasmado, mas não totalmente surpreendido, porque sabia que um dos nossos maiores problemas foi sempre a falta de trabalho a nível de marketing e de showbizz (é necessário para "engordar" a modalidade). Perdemos o Mundo após 2007, ano que marcará para sempre o rugby português, pois foi a única aparição dos Lobos no Campeonato do Mundo da modalidade. Nessa altura foi a loucura, o frenesim, as centenas (senão alguns milhares) de miúdos que nos dois anos seguintes correram aos clubes para experimentarem o rugby, tendo 8 ou 18 anos (ou mesmo ainda mais) e "enchendo" os clubes com novos sócios, pais, atletas e fãs da modalidade. Ao fim de 8/9 anos não soubemos trabalhar bem esse aspecto, no geral. Mas a culpa não é toda dos clubes, aliás a grande parte não é dos Cdul's, Agronomia's, Direito's, Cascais's etc. A culpa é do todo o composto do rugby Nacional, onde nem os jornalistas portugueses dedicados ao rugby escapam. Temos de fazer uma leitura total dos acontecimentos e observar os problemas de forma detalhada.

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE RUGBY

A entidade máxima que regula o rugby nacional teve um processo muito delicado entre 2007 a 2016. Três direcções diferentes: entre 2005 a 2010 Dídio Aguiar liderou os destinos dos portugueses, levando os Lobos ao Campeonato do Mundo (tem o seu mérito no processo), o que foi um caso único na nossa História; 2010, Carlos Amado da Silva, ex-presidente de Agronomia (um dos grandes líderes do clube, que conseguiu projectá-lo para outro patamar) sucede a Aguiar numas eleições que foram résvés Campo de Ourique, com o "agrónomo" a ser eleito presidente, cargo que "perdeu" em 2015; e em 2015 chegou Luís Cassiano Neves (o treinador que levou o CDUL a regressar aos títulos de Campeão ao fim de quase 20 anos), que ganhou as eleições por 5 votos a Amado da Silva, deixando Francisco Martins na última posição. A última corrida às urnas foi pobre, e o demonstrativo disso foi o debate entre as listas em Coimbra, que não teve honra, classe ou qualidade para "mexer" com as pessoas do rugby. Três direcções que entre elas dividiram treinadores: Tomaz Morais, talvez o grande responsável pelos Lobos terem sido mundialistas, esteve no cargo entre 2001 a 2010, altura em que chegou Errol Brain. A substituição deveu-se a vários problemas e questões, mas em grande parte pelo falhar do Campeonato do Mundo de 2011 (de forma directa)... se quisermos podemos adicionar o desgaste emocional (sempre foram 9 anos no cargo) que o seleccionador enfrentou durante todo esse período. Porém, Morais manteve-se na Federação assumindo o cargo de Director Técnico para as Selecções, cargo deixado somente no ano de 2015.

Carlos Amado da Silva | Expresso

Errol Brain, antigo internacional Maiori e ex-jogador do Blues e Chiefs, chegou a “todo o vapor” para mudar a forma de jogar e actuar dos Lobos. Alguns jogos bons, mas as derrotas acabaram por chegar algo que se tornou num "espinho" muito perigoso para o futuro do neozelandês. Em 2013, Carlos Amado da Silva toma a decisão de afastar Brain, levando a uma discussão total entre Federação, clubes, jogadores e antigos internacionais. Cada lado com a sua razão, sem se lembrarem do mais importante: Rugby! Errol Brain revelou numa entrevista que: "Nunca senti apoio a 100 por cento do presidente da FPR(...). A equipa sentia o ambiente negativo e torna-se praticamente impossível os jogadores concentrarem-se em jogar râguebi.", avançando com a ideia de interferências junto ao trabalho da equipa técnica.

Errol Brain | Publico

Depois veio o festival de seleccionadores, com a chegada de Francisco Sousa (antigo jogador do GD Direito e técnico do mesmo), João Luís Pinto e Olivier Barragnon. O 1º não encontrou a estabilidade idealizada, entrando em choque quer com jogadores ou administradores, o que levou a um adensar de uma trama sem igual. O P3, um dos poucos bons órgãos de comunicação social do rugby tentou obter respostas mas sem resultados práticos apontando a teoria (algo “sólida”) que o projecto de Frederico Sousa, a médio prazo, passava pelo apuramento para o Mundial de 2019 e nunca o de 2015, algo que ia contra as ideias pré-concebidas de Amado da Silva. João Luís Pinto pouco tempo teve para ganhar "raízes" e após alguns jogos foi obrigado a dizer adeus ao comando técnico.

Por fim, chegou um momento, no mínimo caricato, quando o presidente da Federação aponta em 2015 para o novo homem forte do rugby português, Olivier Barragnon. Um desconhecido absoluto para as terras da alcateia, antes de assumir o cargo era responsável por uma Academia de Alto Rendimento de Toulouse. Ganhou destaque pelo seu trabalho nas camadas jovens, chegando a treinar a selecção sub-18 da França. A ideia, e não está nada de errado com ela, era fazer uma ponte entre Portugal e os luso-descendentes franceses, como Mike Tadjer, Samuel Marques, Aurelien Béco, Julian Bardy, entre tantos outros. Não só com os jogadores, mas com os clubes, uma vez que as equipas francesas precisam de um projecto viável, para garantir que o seus atletas não saíssem prejudicados em algum momento. Se tudo corresse bem, esses portugueses poderiam dar outro nível ao rugby nacional, com novas técnicas, qualidades e realidades, obrigando os de cá a tentar igualar (dentro do razoável) o nível deles... porém, tudo saiu uma "asneira" total e no espaço de meses Barragnon foi obrigado a sair do cargo (a viagem a Hong Kong para um torneio Internacional ou a viagem ao Quénia foram, no mínimo, situações “tristes”). 

Olivier Barragnon | Expresso

A ideia teve o seu ponto de ruptura quando as lides do rugby nacional se aperceberam que o técnico francês não estaria em Portugal na maior parte do tempo, fazendo todo o seu trabalho em França... foi o último "prego" no "caixão" federativo de Carlos Amado da Silva, já que depois Luís Cassiano Neves assumiu o cargo de Presidente da FPR.

O novo presidente tem créditos afirmados no rugby Nacional, já que como técnico liderou a revolução cdulense levando-os ao título de Campeões algo que lhes fugia desde 1990. Formado em direito desportivo, pareceu ser o “sangue” novo necessário para uma revolução na Alcateia, isto para as elites nacionaisPrimeira decisão? Escolher novo seleccionador, recaindo numa forte equipa técnica completada por Ian Smith (ex-Gloucester na foto) e João Pedro Varela (ex-seleccionador sub-19 de Portugal). Porém, já começaram as polémicas e controvérsias, com o "corte" de relações (praticamente) com os jogadores que estão em França. Nos últimos jogos, desde a Geórgia, Roménia, Alemanha, Espanha ou Rússia, só tivemos o "direito" de ter Tadjer e Vaz, somando os jovens portugueses a jogar na esfera internacional (transferidos para França ou Ingaterra em 2015) que jogam na PROD2, como Francisco Domingues, Pedro Ávilla e Volodymyr Grikh. Isto significa que 98% das últimas convocatórias foram baseadas nos jogadores a disputar o Campeonato Nacional Português. Ora, antes do jogo frente à Alemanha (terminou 50-27 a favor dos germânicos), Luís Cassiano Neves concedeu uma entrevista ao Público no qual respondeu a uma série de questões. Uma delas foi a situação de Julien Bardy ou José Lima, dois atletas que disputam o TOP14 e PROD1 respectivamente. Nas palavras do actual presidente da FPR, afirmou que,

"A porta da selecção nacional não está fechada a nenhum jogador, mas temos de compreender que o nível competitivo e, por inerência, a realidade e o contexto financeiro em que se inserem os jogadores profissionais são muito particulares e muitas vezes condicionam a sua disponibilidade. Entendemos isso, mas também temos a obrigação de perceber que, no passado, a dependência de jogadores cuja disponibilidade para a selecção é limitada acabou por provocar prejuízos à selecção e ao seu projecto de continuidade.".


Luís Cassiano Neves | Publico

Quando o jornalista do Público indagou e aprofundou a questão a cerca dos que "estão lá fora" a resposta foi:

"As pessoas têm de saber que não houve nenhuma decisão técnica de dispensa para jogadores como o Julien, o Lima, o Béco, o Francisco Fernandes, entre outros. O que há, por parte desses jogadores, é indisponibilidade para neste momento representarem a selecção.".

Todas as outras selecções usam jogadores que jogam fora do seu país natural, um fenómeno que já atingiu a África do Sul, Nova Zelândia ou Austrália. A Geórgia, a selecção que muito gostamos de usar como evocação de um exemplo perfeito, tem 85% dos atletas da Selecção a jogar fora, principalmente em França... o que isso valeu aos Lelos nos últimos 10/15 anos? Subida na performance, obtenção de técnicas mais desenvolvidas, um conhecimento maior a cerca do jogo e de como os outros o praticam, evolução na capacidade física (não basta ser "grande e forte", há que saber trabalhar todos os aspectos físicos) e um tremendo sentido de colectivo, que é levado ao ponto mais alto. E o que ajudou mais à Geórgia? Ter um técnico que está desde 2011 a guiar os Lelos algo que garante um trabalho muito consistente e equilibrado, não existindo a questão de "ter que nos apurar para o próximo Campeonato do Mundo", pois o grande objectivo era ascender a um nível de qualidade técnico-táctica tão superior que obrigasse, num futuro, as Seis Nações a aceitar um novo membro (uma discussão que ganha cada vez mais "vozes").

Milton Haig, não é só seleccionador ou Head Coach da Geórgia, mas guia também todas as academias de Rugby da Geórgia (ler artigo da Stuff: goo.gl/8tYRxl), com uma ligação saudável de partilha de conhecimentos com clubes georgianos, algo que nunca imperou em Portugal. Se a administração de Amado da Silva estava mais preocupada em "recrutar" jogadores estrangeiros para representarem a selecção, caso de Joseph Gardener (actualmente está envolvido com a NFL como kicking coach) ou Conrad Stickling (à altura que representou a Selecção Nacional já estava numa caída abrupta de forma) e pela tentativa de convencer os luso-descendentes a representar a selecção sem um projecto sólido que conseguisse convencer os clubes franceses a libertar (sem pressões) os seus jogadores, a de Luís Cassiano-Neves procura outro plano. Esse projecto passa por construir uma nova geração, clonando as ideias e fórmulas que levou aquela geração de Joaquim Ferreira, Luís Pissarra, Paulo Murinello, Rui Cordeiro, entre tantos outros ao Mundial de 2007... mas estamos em 2015, o Mundo está diferente, o desporto está diferente e o Rugby, está ainda muito mais diferente. Fecharmo-nos em "copas" e tentar criar no nosso "umbigo" uma nova selecção que terá que atravessar momentos difíceis (a descida de divisão, voltar a lutar pela subida, conseguir depois a manutenção, etc) que obrigará a ter uma fé inabalável nos atletas.

Milton Haig | Rugby World

Nada nos diz que alguns desses jogadores não abandonem a modalidade ou o país (nada nos diz que Nuno Sousa Guedes, um dos nossos "diamantes, saia do País ou que Bruno Rocha ou Bruno Medeiros deixem de estar em condições para continuar a jogar) e que provoque a necessidade de ir buscar novas "ferramentas" para arranjar o problema que se criou. É um peso universal nos ombros destes novos atletas. E esta exclusão da Selecção dos atletas que jogam em França não é questionável? Não há um plano para conversar com os clubes franceses e tentar arranjar uma parceria saudável para os dois lados? Ou é demasiado esforço (económico e humano) para uma Federação que parece não querer abandonar o amadorismo? Ninguém pede a inclusão de todos os atletas luso-descendentes, pelo contrário, quer-se uma análise cuidada aos vários casos, para conseguirmos mais Bardy's ou Tadjer's e menos Gardener's ou Stickling's, que abandonaram o projecto mal o futuro do rugby português começou a desaparecer. Vivemos numa era em que a vídeo-análise é um must de qualquer departamento, federação, clube ou academia desportiva, especialmente no rugby ou futebol.

O Planeta Desportivo fez questão de contactar o máximo de atletas luso-descendentes para percebermos algumas questões entre as quais: se estavam interessados em representar a Selecção durante esta fase? Se foram contactados pela presente Federação?

Eric dos Santos, Yannick Ricardo, Thibault de Freitas, Adrien Timóteo, Charly Morais e Tony Martins - entre outros, alguns anónimos -, foram alguns dos jogadores que tiveram esta abertura. Todos os testemunhos foram escritos ou conversados em francês, tendo feito a tradução dos mesmos (em caso de interesse poderão consultar os documentos através de um pedido ao autor do texto). Nota: há mais atletas que foram contactados mas devido ao tempo de saída do artigo não conseguimos incluir todos os testemunhos.

Tony Martins (12 internacionalizações por Portugal), jogador do USRP (des Romans), formação que alinha na Fed1 francesa (3ª divisão), quando questionado se tinha recusado representar a selecção ou se tinha sido pressionado para não jogar pela mesma confirmou que,

Eu nunca recusei uma chamada à Selecção. Quando representei o Limoges (época anterior) só por uma vez o meu clube pediu para que eu descansasse para preparar um jogo importante. Para mim jogar pela Selecção portuguesa é importante… foi o país em que o meu pai nasceu. É um prazer e um orgulho vestir a camisola… nunca irei recusar por Portugal.”

Mike Tadjer e Tony Martins | Facebook do Jogador

Uma pergunta (que efectuamos a todos os inquiridos) que tivemos de efectuar era relacionada com pagamentos. Anthony Martins foi claro, em relação a exigências,

“Nunca exigi qualquer valor monetário para jogar por Portugal. Nunca iria aceitar tal coisa. Só pedi/pedia o reembolso das minhas viagens entre França e Portugal. Só peço que a Federação seja imparcial e honesta... não pode culpar os luso-descendentes da divisão quando nós não fomos chamados para ajudar e jogar nestes jogos mais importantes.“.

Yannick Ricardo (9 internacionalizações), chegou a jogar em Portugal, pelo SL Benfica durante a temporada de 2009-2010. O médio de abertura está a representar o Cahors XV (Fed 2), numa temporada que está a correr bem à formação da região da Borgonha, disponibilizando-se para conversar com o PD. Perguntámos a cerca do seu tempo na Selecção portuguesa, se voltará a competir pela mesma e se alguma vez exigiu algum tipo de valor monetário:

“Nunca recusei representar a Selecção… pelo contrário, e como prova disso foi o facto de ter arranjado problemas com o treinador do Castanet (2010-2013) na altura. Não peço nada à selecção… é verdade que, no passado, recebi pagamento para a viagem, alojamento e algum dinheiro para gerir a minha estadia aqui. O bilhete para ir para o Quénia fui eu que tive de avançar com o dinheiro, tendo só recebido o reembolso três meses depois. Portugal diz-me muito, gosto muito de ir aí, tenho saudades e é onde actualmente vivem os meus avós. Claro que estou disposto a jogar, quero ajudar a selecção nos jogos do Campeonato da Europa C!”.

Yannick Ricardo | Facebook do Jogador

Yannick, quando questionado a cerca das relações da FPR com os clubes que representou, o abertura confirmou um cenário, minimamente, preocupante:

“Nenhum contacto foi estabelecido entre a federação e meu clube. Sempre que representei a selecção fui criticado, não por aceitar a chamada, mas pela forma como operaram tudo com o clube(s), pois era só há última que se dava um contacto da Federação. Se fizessem uso dos jogadores a alinhar em França o nível da equipa aumentaria e, acho, que o do campeonato também… para isto correr bem, há que terminar com a diferença entre os que estão em Portugal e os que estão fora, somos todos portugueses. Ouvi dizer que Luso-descendentes só jogam pelo dinheiro… Não sei se sabem mas sempre que fui jogar por Portugal tive de tirar uma licença de ausência no trabalho (o que não é fácil). Tive de fazer sacrifícios para representar a Selecção… e vou voltar a fazê-lo, de boa vontade.”.

Thibault de Freitas, 3ª linha que alinha no Lavaur (Fed1 está a lutar pela subida de divisão), foi outro dos inquiridos disponíveis a responder ao nosso questionário. Mantivemos as mesmas ideias, perguntando se por alguma vez tinha recusado vestir a camisola dos Lobos,

“Nunca recusei representar Portugal! O meu clube anterior fez pressão para que não jogasse, mas no fim deixava-me sempre ir jogar pela Selecção. Nunca pedi qualquer compensação por representar… ficas a saber que só a seguir ao jogo com a Espanha (em 2015), é que soube que recebíamos por jogar por Portugal. Não sei se ficaram por me pagar algo, mas acho que não. Normalmente éramos reembolsados (viagens) algum tempo depois.”.

Thibault Freitas | Facebook do Jogador

Voltarias a representar Portugal? O que achas que falta à FPR e à Selecção?

“Em relação à primeira questão, digo que é uma honra jogar por Portugal, especialmente pelo meu pai e avós. A minha avó, que tem 78 anos, reuniu tudo o que apanhou sobre os Lobos e enviou-me para mim. Seria com grande orgulho que receberia uma nova chamada à selecção. Em relação à segunda, tenho algumas ideias… Acabar com esta guerra entre luso-descendentes e jogadores que jogam em Portugal. Para voltarmos a sonhar a ir a mundiais ou jogar melhor, precisamos de todos. Ao jeito da Roménia ou Geórgia, temos de trabalhar melhor as bases do rugby (defesa, breakdown ou passes) do que acharmos que é só pela questão física (endurance ou resistência) que perdemos os jogos. Temos muito a ganhar com jogadores como o Bardy, Lima, Tadjer, Beco ou Alves, todos experientes e que jogam noutro nível.”

Houve algum contacto da FPR com os clubes de Thibault? Não, nunca se deu tal “coisas”:

“Nunca houve qualquer contacto ou conversa com os clubes por onde passei, seja o Castres, Castanet ou Lavaur.”.

Eric dos Santos, 2ª linha do Biarritz (um dos históricos de França), teve tempo para discutir e debater algumas questões e ideias. Com uma dezena de internacionalizações o avançado disse que:

Nunca deixei de representar Portugal quando fui chamado. Os meus clubes sempre deixaram-me representar a selecção. Isto apesar de a Federação nunca ter conversado quer com Mont de Marsan ou o Biarritz. É um orgulho jogar por Portugal, os meus pais são portugueses, e eu desde de pequeno ia a Portugal de férias, no qual aprendi a língua e costumes. É um prazer e honra saber que tenho raízes portuguesas! E quando cantei o hino Nacional, foi único e fantástico.”.

Eric dos Santos alguma vez exigiu o pagamento de um “salário” para jogar pela selecção?

“Nunca pedi nenhuma contrapartida financeira par alinhar pela Selecção. A Federação só me garantiu o normal, que era o pagamento da viagem (que poderia ser de avião, comboio ou outro meio de transporte) e estadia. Em relação a bónus de jogos… só aceitava quando o recebia. Joguei vários jogos sem receber nada e não tenho problemas que seja assim.”.

Eric dos Santos | Facebook do Jogador

Ao jeito dos seus “colegas” de profissão em França, Eric deu uma opinião em relação ao que nos falta:

“Penso que falta um projecto de jogo adequado ao campeonato que jogamos. Penso que temos que trabalhar muito os alinhamentos, formações ordenadas e rucks porque vemos que quando jogamos contra a Geórgia, Roménia ou Espanha temos dificuldades nestas zonas de jogo. Neste 6 Nations B, se temos uma boa conquista, e temos um pack forte, podemos fazer a diferença. O melhor exemplo é a Geórgia que tem avançados muito forte e que fazem o seu jogo a partir disso, conseguem fazer jogo a jogo com equipas de nível mundial assim. O que é pena, é que temos jogadores que jogam em muito bom nível em frança mas não o chamamos. Os pilares em Portugal poderiam aprender das técnicas deles.”.

Adrien Timóteo, centro do Tricastin (Fed1), que alinhou por Portugal frente ao Quénia, também se juntou ao elenco de luso-descendentes para conversar. As perguntas óbvias, do se gosta de jogar Portugal, se alguma vez recusou ou pediu dinheiro em troca, foram respondidas desta forma,

Em relação a recusarnunca o fiz. Sempre estive disponível para jogar por Portugal. Não joguei mais, por causa das lesões (que foram algumas infelizmente). Para além do mais, nunca pedi nada da Federação por vestir a camisola. Simplesmente que pagassem as viagens e estadia para me juntar ao grupo. Quando fomos ao Quénia foi falado que íamos receber um prémio de jogo, mas nunca recebi tal prémio.”.

E que sentimento tem por Portugal?

“É um sentimento de orgulho imenso. A minha família vive toda em Portugal, e quando eram jovem trouxeram-me a camisola da selecção. Como sabes eu nasci em França, mas ia passar todas as férias de verão a Portugal… foi um sonho representar Portugal.”.

Adrien Timóteo (centro) | Facebook do Jogador

Em relação a coisas a mudar, Timóteo foi muito claro,

“Acabar com a falta de profissionalismo da estrutura federativa. Conseguirmos trazer pessoas que têm experiência e conhecimento de fora, com créditos firmados. Criar uma boa estrutura da Federação, da liga e da Selecção. Formular projectos e relações com os clubes daqui, para conseguirmos sair com mais facilidade para juntar-nos ao grupo que está em Portugal… transparência acima de tudo.”

Charly Morais, centro do Oloron, foi dos mais conversadores. Com duas internacionalizações, garantiu que,

“Nunca recusei ir à Selecção. Sempre foi um prazer e orgulho conseguir estar no grupo dos Lobos. O meu clube abriu sempre as portas para jogar por Portugal… nunca me deu problemas nesse sentido. Nunca iria pedir dinheiro por jogar… a única coisa em que eramos ajudados, era no pagamento total de viagens, alimentação e alojamento… o normal para qualquer jogador que vive fora.”

Voltavas a alinhar por Portugal?

“Portugal, as minhas raízes, o meu orgulho que é um monte de sentimentos para mim. Quando temos a oportunidade e a honra de receber uma chamada para jogar rugby pelo teu seu país deve ser nosso objectivo conseguir ser melhor no campo e fora dele, para promover o rugby Português. Estou pronto para fazer os esforços necessários para me tornar disponível, o meu clube também está pronto para me libertar. É impensável ver Portugal disputar o torneio C 6 Unidas com o potencial que tem, para além dos jogadores de alto nível que temos. Eu quero ajudar os Lobos vou fazer os esforços desportivos necessários para ajudar. Seja na preparação física, os treinos e nos jogos eu sempre tive e tenho o desejo de ajudar a recuperar a equipe nacional de Portugal.”.

Charly Morais | Facebook do Jogador

Houve alguma conversa entre a Federação e o teu clube? Tens ideias para o futuro de Portugal no rugby?

Não há parceria com o meu clube actual ou meu clube anterior. Seria importante para Portugal usar os atletas que jogam em campeonatos profissionais e não só. Há um grande grupo de jogadores portugueses que jogam em França que estariam prontos para jogar com Portugal. Estes jogadores jogam Top 14, Pro D2, Federal 1, que estão campeonatos de alto nível, na minha opinião. Com a sua participação Portugal poderia competir pelo 1º lugar nas 6 nações, e elevaria o nível da equipe nacional. Acho que devemos multiplicar reuniões e convocações para evoluir o Rugby Português. Os cursos e excursões podem permitir que uma equipa trabalhe em conjunto. Espero que a FPR evolua na direcção certa, porque a concorrência é feroz entre países europeus e alguns países que são concorrentes directos, além de terem evoluído para ter uma equipe competitiva. Através de uma selecção nacional, que reúna os melhores jogadores, que jogam pela Europa toda. A Roménia, Geórgia, Espanha são selecções fortes porque usam todos os atletas disponíveis para jogar.”

De forma anónima, falámos com um jogador que nunca mais foi chamado à Selecção, que nos indicou algumas respostas curtas e precisas sobre este “estado d’arte” da ligação entre a FPR e França:

“É um orgulho e sonho representar sempre a selecção portuguesa. Os meus pais nasceram lá, e sim quero voltar no futuro. Era importante que a federação tivesse um projecto, uma linha contínua e lógica de grupo, juntando vários jogadores durante estágios e torneios amigáveis. Não deve existir a diferença de quem nasce lá (em Portugal) e quem está aqui (França). Nunca exigi qualquer dinheiro extra da Federação… pagaram-me só a viagem e a estadia, assim como o bónus por vitória de jogo… algo que era transversal a todos os jogadores. Nunca recusei uma chamada, ainda espero vir a ser chamado.".
 
XV Luso-Descendentes

Como o Planeta Desportivo demonstrou, vários luso-descendentes estão dispostos a prestar o seu corpo e mente à Selecção Nacional, querem sentir-se responsáveis por Portugal... o que nós podíamos ganhar em tê-los junto de nós, seja durante uma ou três semanas. O problema não é ser ultrapassado em resultados pela Alemanha ou Espanha, é o facto de elas conseguirem ter todas as “armas” que nós podemos dispor a qualquer momento, desde que haja um projecto sólido da Federação com todos os outros intervenientes... e quando dizemos com, é em termos de colectivo, uma "equipa" e não um que impera e tem de exigir tudo dos outros, para depois arranjar formas de estar isenta de possíveis erros que vão existir sempre.

Carl Murray votlará aos Sevens? | Rugby World

Outro assunto importante de reflectir é a questão dos nossos Linces. Setembro de 2015 marcou uma nova era para a selecção de 7's, com as mudanças profundas dos atletas a escolher. Perdemos Bernardo Cardoso, Nuno Guedes, Duarte Moreira, Diogo Miranda, David Mateus, Gonçalo Foro, José Lima, Tomás Noronha, José Vareta, entre outros. A saída de Guedes foi das mais gritantes, já que era um dos novos super valores a nível do HSBC Sevens World Series, que ganhou interesse pelos comentadores internacionais (especialmente após aquele ensaio do empate frente à Nova Zelândia). Questiona-se o porquê destas saídas, em modo geral, terem acontecido? E Carl Murray que já regressou de lesão não deveria estar envolvido na selecção? Ou como Guedes e Moreira, o tempo de Murray já findou na Selecção de 7’s? Todo o peso de uma "revolução" caiu nos ombros de Pedro Leal e Adérito Esteves, com o novo técnico, António Aguilar, a ter que "sobreviver" aos resultados menos positivos. Éramos uma das selecções mais vibrantes e alucinantes do Circuito Mundial, apesar de termos terminado em 2014/2015 no penúltimo lugar. E agora?

Estamos a lutar pela não descida com a Rússia, um dos nossos maior rival nesta vertente. Mas então, o que se passou com Portugal 7's? Porque é que estes jogadores abandonaram os Linces? Nuno Guedes, Bernardo Cardoso, Tomás Noronha, José Vareta estão entregues aos Lobos (não querendo tirar mérito ou qualidade, estes três seriam  inputs fundamentais para os Linces), enquanto outros simplesmente desapareceram das listagens. Existiu algum problema com a Federação? Foi opção profissional de cada um? O fracasso no apuramento para os Jogos Olímpicos foi uma das razões? Um Universo de questões (que dificilmente serão respondidas) que imperam nas cabeças dos vários adeptos que seguiam, e seguem, a nossa selecção de 7's. Não é justo pedir resultados e um esforço superior a uma selecção que é, na sua maioria, composta por jovens, como Vasco Ribeiro, Fábio Conceição, João Dias, David Carvalho etc, a que se juntaram alguns atletas com mais experiência. Têm de ganhar tempo de jogo e experiência para atingirem um nível superior. Não podemos realizar competições internacionais paralelas ao Mundial de 7’s com uma selecção mais jovem (como 7 do Presidente que foi a Espanha jogar durante Setembro-Outubro), lançando assim bases para o futuro?

Os Linces a dominar | Rugby World

Em suma, mantemos a senda de direcções federativas de pouco “jogo de cintura”, a tentarem criar “guerras de burgo”, estando sempre sob o jugo de algum clube ou elite (continuamos a “brincar” com o mundo das elites no rugby, achando que a modalidade só está reservada para alguns), o que cria, desde logo, uma cisão entre a maioria da população da oval portuguesa. Não será altura de termos uma relação saudável com os clubes, e não um controlo obsessivo de uns sobre os outros?

O Adeus às Seis Nações "B" | Luís Cabelo Fotografia

SELECÇÕES JOVENS

Nem tudo é mau no que toca à nossa Federação de Rugby. As selecções jovens estão a crescer a um ritmo alucinante e parece-nos que são uma das bases (não deve ser a única) para um futuro em grande do rugby português. Com os nossos técnicos a reunirem capacidades de topo, os nossos atletas de sub-17/18 parecem, também, estar a crescer e a ganhar novas "asas". O rugby português foi sempre marcado pela incrível raça e espírito de luta/união, que fazia-nos uma das formações com melhor defesa da Europa B.

O ataque foi sempre uma questão mais delicada, já que requeria um trabalho brutal da avançada ou um passo de génio dos 3/4's, caso de Diogo Mateus ou Pedro Leal. Agora, sabemos ter a bola nas mãos e atacar com a mesma, realizar jogadas de excelente entendimento e de um requinte técnico tremendo. É natural vermos, agora, jovens com 18 anos como membros da equipa sénior (não quer dizer que não acontecia no passada, mas no geral era uma situação mais complicada) caso de Vasco Ribeiro (AISA) ou José Cabral (GDD), jogadores que estiveram envolvidos no Campeonato do Mundo "B" na época passada. Em termos de competições, marcámos alguns pontos: Campeonato da Europa Elite de sub-18 2015, Portugal teve uma estreia complicada com a Inglaterra, mas depois veio a surpresa. Portugal-Escócia, um jogo disputado em condições difíceis, acabou com uma vitória portuguesa nos "penalties" (no rugby são escolhidos um número de atletas que vão atirar aos postes), após um 0-0 no final do tempo de jogo.

Não são lobinhos, são mesmo Lobos | João Peleteiro Fotografia

O que isto significou? Uma não descida à Divisão inferior, algo que nunca tínhamos conquistado na nossa História do Rugby português. A situação foi tão "grave", que a Escócia (acabou relegada) e as restantes "irmãs" da Grã-Bretanha recusaram-se a participar no Europeu deste ano, pois a equipa dos highlanders teria que disputar a divisão B. Portugal em 2016, somou o 3º lugar no Campeonato de Europa, como podem ver os artigos e resumos do torneio lançados pelo Planeta Desportivo (ver goo.gl/YDGhMc ou goo.gl/cUsuuv). Isto significa que os nossos jovens tinham e têm capacidades fenomenais, derrotando em 2015 a tal Escócia, uma selecção que só disputa o Campeonato do Mundo de Rugby desde o seu início (1987). Em 2015, outra boa novidade foi a participação de Portugal sub-20 no Campeonato do Mundo da especialidade (B), onde jogámos frente às Ilhas Fiji (34-19), Geórgia (19-11) e Uruguai (37-26) na fase de grupos. Note-se que apesar de termos perdido os três jogos, devíamos ter ganho aos fijianos (das prestações mais fracas em campeonatos do Mundo) ou à Geórgia (não ficámos atrás em nada da equipa georgiana). Depois na discussão pelo último lugar, jogámos frente a Hong Kong, e somámos uma vitória por 47-21.

Isto são só dois sinais muito positivos em relação às nossas selecções jovens, e de tal forma que alguns dos nossos atletas já partiram para outras paragens (Grikh está no Perpignan por exemplo), abrindo a possibilidade a um desenvolvimento das suas capacidades. Mas houve algo que ajudou a este crescimento que ninguém aponta: a inclusão de jovens atletas nas equipas seniores. Com a falência do campeonato sub-23 e a falta de rigor no de sub-18 (não deixam de ter a sua importância) somado ao facto dos clubes já não terem a capacidade financeira de recrutar atletas estrangeiros (antes tínhamos um contingente alargado, com Hafu's, Gardener's, entre outros, agora contratamos de forma esporádica) tiveram de incluir os melhores (e não só) atletas da sua formação nos treinos dos mais "velhos". O que isto permitiu? Crescimento da capacidade física e motora, assim como perceberem qual o nível em termos de capacidade física que tinham de estar para conseguir ganhar pela velocidade, rapidez, força ou destreza aos jogadores mais velhos. A equipa de Agronomia ou do Direito são exemplos disso mesmo (assim como vários outras, seja o CDUL ou o Cascais ou o Belenenses). Nos "advogados" é uma prática recorrente desde 2000 (e antes), o que garantiu terem estas gerações que lhes têm permitido conquistar inúmeros títulos nos últimos 20 anos.

Manuel Cardoso Pinto e Guilherme Covas (Agronomia) | Filipe Monte Fotografia

Nos "agrónomos" a crise económica foi resolvida com a "nata" da casa, apostando nas suas camadas jovens (embora só nos últimos anos) assistindo a cada vez mais atletas entre os 18 e 21 anos a completar o plantel sénior - Manuel C. Pinto, revelação do torneio de sub-18 já se estreeou pelo plantel sénior com um ensaio frente ao CF "Os Belenenses". Isto num primeiro momento ajuda ao crescimento e engrandecimento das selecções de sub17, 18, 20 ou 21, todavia o que vem depois complica. Rui Carvoeira, na conversa com o PD após a sessão de apresentação do Campeonato da Europa sub-18 apontou um factor que estava e está a contribuir para não atingirmos outro patamar: a falta de competitividade e competição.

Ou seja, as selecções de jovens (sejam regionais ou nacionais) precisam de ter um plano anual de actividades e não de acontecimentos esporádicos. É necessário arranjar jogos e reuniões de equipa de forma mais constante e consistente, para os próprios atletas unirem-se de forma mais natural e dos técnicos tomarem noção do que falta ou o que precisa de ser melhorada quer na equipa ou no próprio atleta. Em Inglaterra, França ou Geórgia, se quisermos, durante todo o ano há sempre jogos para as academias de formação contra equipas mais "adultas", há sempre treinos especializados, existe a necessidade de estágios de equipa de forma mais recorrente, etc. Isto garante para o futuro uma linha estável da national pool, incentivando aos "miúdos" que a Selecção e o país se preocupa com eles, da mesma forma que eles se preocupam com a pátria. É necessário a FPR investir nas selecções regionais, abrindo uma competição no final de cada ano para jogos entre as mesmas, como se fez no passado a nível sénior. Não só uma competição no final, mas assim como jogos contra equipas de Espanha ou de Portugal durante o ano… é fundamental para ganhar “calo” e conhecimento, para atacarem de outra forma as competições internacionais.

Rui Carvoeira... o futuro de Portugal? | João Peleteiro Fotografia

CAMPEONATOS NACIONAIS

Um foco de discussão dos últimos 5 anos foram as supostas remodelações do Campeonato Nacional de seniores. A Federação liderada por Carlos Amado da Silva, tentou operar uma autêntica "revolução" na liga, de forma a encontrar uma solução para o tal "desnível". Maioria dos clubes não gostou das tentativas de remodelação e levou mesmo a uma cisão com a FPR. A última ideia passava por conceber um campeonato de 12 equipas, divididas em dois grupos de 6, em que a A era composta pelos 6 melhores clubes nacionais, e a B com os 4 restantes da antiga Divisão de Honra e mais dois da 2ª divisão (no rugby português a 2ª divisão equivale à 1ª). As equipas da A e B não jogariam durante o ano entre si, mas só no final do mesmo para se apurar as descidas e subidas. Qual era a ideia? Era garantir às 6 principais equipas jogos de maior intensidade, concebendo, ali, um grupo ideal para "alimentar" a Selecção Nacional. Talvez o ideal, para Amado da Silva (e alguns presidentes de clubes de Lisboa) era mesmo só ter nas 6 as equipas de Lisboa, deixando o CDUP, CRAV, AAC ou RCMontemor/RCLousã no grupo dos mais fracos. Num primeiro momento pouparia a "carteira" dos clubes de Lisboa em termos de deslocações ao Norte ou Sul do país... deixando o problema para os outros que não são da capital. A ideia de Amado da Silva (que é algo mais complexa mas podem consultar no artigo de Manuel Cabral
) acabou por "morrer" quando perdeu as eleições em 2015, e para já, mantem-se a actual estrutura.

GD Direito o campeão actual | Miguel Rodrigues Fotografia

Existe um desnível quando metemos o CDUL-CRAV (ambos no máximo das suas forças), mas isso acontece em diferentes ligas europeias (exemplo: os Saracens derrotaram os Sale Sharks por 41-06 ou o Exeter Chiefs deu 50-10 ao Worcester Warrirors)... é preciso ter paciência e apostar no crescimento das outras regiões que não só a da capital. Coimbra tem sorte em ter a Académia e Lousã (muito mérito de José Redondo, o grande obreiro desta equipa), com a Bairrada a crescer a grande pulso (bons jovens que se mantêm por lá, fiéis à sua missão de chegarem à 1ª divisão). E no Norte? Porto tem um clube da cidade, com Arcos de Valdevez a ter outra (que teve perto de descer divisão em 2014 por falta de meios económicos que lhes permitissem sobreviver na Divisão de Honra), com o Guimarães em ascensão (em 2013 era o Famalicão mas para já o projecto está a desintegrar-se) e o Braga (assume-se cada vez mais como um novo valor do rugby Nacional). Em 10 equipas da DH, temos 6 de Lisboa, enquanto que na 1ª Divisão temos 5 da Grande Lisboa (Sporting, Benfica, CR Técnico "B", RV Moita e São Miguel).

Demonstra que há um interesse maior em termos as equipas da capital em "voga" do que a FPR investir nas regiões - existe investimento, porém não é da mesma forma. É inexplicável como as ilhas dos Açores ou Madeira não terem rugby (neste momento na Madeira a Associação Madeira Rugby está a tentar relançar a modalidade) e que a FPR pouco fez nos últimos 8 anos para que tivéssemos o rugby como modalidade no país inteiro. Algarve tem neste momento o RC Loulé, o que obriga aos louletanos efectuar viagens semana sim, semana não, ao "Norte". CDUL e GD Direito têm, se quiserem, 50 atletas prontos para jogar pela equipa pelos seniores (os "universitários" o demonstraram na época passada quando disputavam o apuramento para a Challenge Cup). Os outros? É mais complicado, mas vão mantendo plantéis seniores estáveis e minimamente competitivos. Mas serão as nossas divisões interessantes? A DH tem em 50 jogos, 10 a 15 com uma intensidade máxima, com mais de metade a atingir uma qualidade de jogo aceitável e o resto passa muito pela "raça" e "garra". Na 1ª há uma maior igualdade entre classificados, com o Montemor e Évora a dominar, enquanto a equipa do RC Santarém deu um "pulo" gigantesco nos últimos dois anos (estão bem sedimentados no 3º lugar). A equipa do Sporting que tem tudo para atingir outro patamar, porém está a atravessar uma fase delicada da sua existência (salvaram-se da descida na penúltima jornada) e o Caldas RC, que não tem aguentado bem após a quebra de relações com a Groundlink (desde 2014… confirmou a descida de divisão em 2016), descendo de 1º para último em pouco mais de três anos.

E que dizer da 2ª divisão? É a competição que mais tem sofrido o desinteresse profundo da FPR, com só um par de clubes a ter capacidades para aguentar o calendário deficitário, que pode mesmo ir semanas a fio sem competição (há que clubes que jogam só a cada duas semanas ou mesmo mais... para depois terem 5 ou 6 jogos seguidos). Enquanto não tivermos três competições estáveis, vai ser impossível subir de patamar no rugby em geral. É preciso que os atletas estejam num good place, com técnicos bem competentes, apoiados pelas associações regionais, crescendo a um ritmo sustentável e não em altos e baixos, uma prática normal do rugby nacional. Solução?

Não existe uma fórmula "mágica" que resolva os problemas do passado de forma instantânea. Para termos uma selecção de topo (que se possa bater com a Geórgia, Espanha, Rússia, entre outras), é necessário termos um campeonato interessante, competitivo e equilibrado. CDUL e GD Direito atingiram um nível interessante nas últimas quatro temporadas (em parte graças à inclusão de dezenas de atletas nas selecções jovens e seniores), sendo necessário que a FPR tenha os outros clubes em situação igual... promover competições regionais no final de cada ano, desenvolver um campeonato de equipas "B's" (de valor) e ouvirem os problemas de cada clube, de forma igual não dando vantagem a clube A ou B por terem melhores condições económicas ou algum tipo de moeda de troca que os coloque num patamar superior que os seus iguais. Porque não reunir os treinadores das equipas da DH e 1ª, em sessões mensais para discutirem, entre eles, os problemas dos seus clubes, da DH e de propostas de solução? Não é ir ensinar o outro a fazer o “que eu faço”, é procurar ajudar e apresentar soluções para resolver dificuldades e problemas que vão surgindo a cada semana, a cada mês e a cada nova época.

Sporting-São Miguel um clássico da 1ª | Filipe Monte Fotografia

E os sub-23? O campeonato Nacional de juniores tem sofrido profundas alterações, que levantam sérias perguntas: qual é o objectivo da competição? Não se deveria extinguir a divisão sub-23 e transformar em equipas B's, criando uma competição das mesmas? Porquê é que se fazem estas perguntas? Bem, o campeonato sub-23 atingiu um nível fraco. O campeonato de sub-escalão sénior tem 7 equipas a competir, todas da capital excepto o CDUP (uma excelente base de formação... até porque é a única equipa do Porto), levando a folgas de semanas senão meses de algumas formações. Isto quebra totalmente com um processo de evolução e crescimento dos jogadores, especialmente dos meus jovens que precisam de ganhar "andamento" para atingir uma boa forma e, se quisermos, cabedal. Cada equipa pode ter um max. de 4 atletas acima de 23 anos a actuar a cada fim-de-semana, o que ajuda a atletas que vieram de processos de recuperação ou que não estejam a jogar na equipa principal a ganhar ou, pelo menos, a não perder a forma.

Porém, a tal fraca competição e calendário põe todo o projecto em questão. Porque não fazer o que se pratica em França ou Inglaterra, que existe uma divisão de equipas "B's" com o propósito de garantir jogos, forma e tempo de jogo aos atletas que não entram na equipa principal a cada fim-de-semana? Impondo certos limites de idades, com os jogos devidamente arbitrados e com garantias que os mínimos estão atingidos para não prejudicar os clubes. Se temos selecções jovens de qualidade, porque é que não podemos ter campeonatos de formação de igual qualidade? Os esforços totais dos clubes, técnicos e jogadores para darem um ar da sua graça nas competições de sub-16 ou 18, passam completamente ao lado de todos. Não temos um único órgão de comunicação que promova os jovens jogadores ou os treinadores, não sabemos (o público) quem são os atletas chaves da equipa X ou Y, nem quem marcou os pontos naquele fim-de-semana. Mas este é um assunto que atravessa todo o rugby nacional: a falta de promoção da modalidade. Não temos dados estatísticos de quem marcou ensaios, quem fez mais placagens, o melhor pontapeador, quem jogou por quem ou mesmo quem são os treinadores. O público em geral não tem acesso a esta informação... é preciso indagar os clubes e pedir informações, com só alguns deles a terem a paciência para dar a informação pedida. Os miúdos ligam a esta questão, torna tudo mais palpável e físico, não é só um resultado que aparece num site, seja da FPR ou de outro qualquer (falaremos dos meios de comunicação mais adiante).

É necessário que a seguir a cada jogo, os clubes em parceria com sites de informação partilhem informações de forma mais constante (por vezes aparece uma notícia no Record ou n'Abola, mas sem ser uma prática normal), para termos forma de promover os jogadores, treinadores e dirigentes da modalidade. Notem que Pedro Leal, capitão da selecção de 7's e um dos jogadores mais emblemáticos do rugby Nacional, concedeu uma entrevista ao Planeta Desportivo, abrindo "portas" para se conhecer não só o atleta mas também a modalidade. Este tipo de envolvimento permite ganhar destaque, incentivar o atleta a fazer melhor (a nível individual) e sentir que a sua equipa está no "mapa" das modalidades.

RUGBY FEMININO

O campeonato nacional de Femininos continua a sofrer vários problemas, principalmente no que toca ao número de atletas a alinhar em cada jogo. Enquanto a modalidade é jogada por XV, por cá estamos a jogar aos Tens, ou seja, dez jogadores por equipa (sem contar com os suplentes). Mais uma vez, a falta de competição pode ter resultados negativos no futuro. Para além do mais, o rugby de mulheres existe graças às atletas que fizeram muito para que existisse um mínimo de equipas e jogos por ano, mantendo o rugby vivo! É interessante ver que elas estão a fazer um esforço total para atingir uma marca que nem a nossa equipa de 7's masculina conseguiu: Jogos Olímpicos 2016! Temos um campeonato de 7's feminino "medíocre", já que carece de equipas suficientes para elevar o nível de esforço físico ou o desenvolvimento de técnicas e tácticas de jogo que só podem ser ganhas com mais minutos nas pernas. SL Benfica, Sporting CP, RC Loulé, GDS Cascais e CR São Miguel, são as 5 (!) formações que disputam o campeonato de Tens, que dura sensivelmente desde Outubro e só teve 6 jornadas.

Não são jogadoras, são jogadores de rugby | João Peleteiro Fotografia

Os 7's vão correndo de outra forma, com a participação de 28 equipas, que vai desde o Porto a Loulé de Lisboa à Lousã, algo que toca o país inteiro. Existe esta competição de 7's que decorre o ano inteiro, ao mesmo tempo que o de Tens, algo excelente... se uma das competições não estivesse em "falência" técnica. Existirá um desinvestimento, intencional, por parte dos dirigentes e instituições nos formatos de jogo mais alargados? Sabemos que temos uma valorosa e corajosa selecção feminina de 7's, não há dúvidas... porém fazer toda a modalidade "girar" em redor de uma selecção, não é o caminho a seguir. E se as coisas correm mal? E se não nos apurarmos para grandes competições no espaço de 2 anos? Não há que também ouvir as próprias atletas? Ou pelo menos tentar seguir (frisar o tentar) o modelo francês? Em França existe um campeonato de XV de grande qualidade (8 na principal divisão e depois mais 130 equipas a disputar a 2ª e a 3ª divisão francesa) que decorre de Setembro a Maio, para depois dar lugar entre Junho e Julho ao campeonato de 7's. A selecção francesa é uma das melhores do Mundo (3ª em 2014) e foi mesmo vencedora das Seis Nações (a última em 2014). Em jeito de curiosidade, a selecção de 7's reúne-se todas as semanas em Paris (2ª a 5ª) para treinarem, recuperarem e estarem sempre sob forte análise dos técnicos nacionais, são "devolvidas" aos clubes (6ª a Domingo) a fim de jogarem nas competições de XV (em caso de lesão ou de repouso o clube deverá obedecer às ordens da Federação, uma vez que a atleta tem um contracto assinado).

É verdade que existe todo um esforço financeiro muito forte para conseguir agilizar este processo todo, mas vale a pena já que saem todos os lados a ganhar. A Selecção tem uma equipa de topo, os clubes têm os atletas a serem bem trabalhados pelos técnicos nacionais (alguns dos melhores estão aí envolvidos) enquanto forma novas atletas para substituir, em caso de necessidade, as que estão ausentes nesses campos de treino e as atletas são protegidas, desenvolvidas e respeitadas por todos os "lados". E por cá? Continuamos a agir de um modo muito amador (tudo que é em exagero "mata"), com as atletas a aguentarem uma pressão gigante de todas as instituições e sem tirarem os lucros que deviam obter pelo seu esforço em representar a modalidade e o país. Há que existir um incentivo por parte da Federação em atrair mais raparigas e mulheres para a modalidade, dizer que o rugby quer e precisa todos os atletas (sejam homens ou mulheres) e desenvolver uma competição saudável e minimamente estável para o progresso das nossas rugbistas. Quando questionada por nós, Maria Heitor (atleta do Lille, equipa que está no 1º lugar do Campeonato francês de XV), com boa disposição respondeu a um pequeno inquérito: perguntámos se a atleta achava que o rugby feminino português teria futuro nos próximos tempos e se o apoio dado pela imprensa era suficiente, ao que respondeu

"Quero acreditar que o rugby feminino tem tudo para crescer em Portugal! Acho que a imprensa podia dar mais espaço ao rugby feminino porque terá sempre um impacto positivo visto que a modalidade ainda é pouco conhecida."

Por fim deixámos uma pergunta "espinhosa": se achava possível ou bem se atletas femininas, que a certa altura deixem de ter uma equipa para jogarem, fossem integradas num escalão masculino a fim de manterem a rodagem e o interesse pela modalidade (até conseguirem ter uma equipa para jogar),

"Acho bem aí a integração das mulheres, é mesmo a treinarem com homens. Pode ser uma forma de se manterem na modalidade. Eu pessoalmente não gosto de jogar com homens [risos].".

Maria Heitor ao serviço de Portugal | João Peleteiro Fotografia

ARBITRAGEM

A peça fundamental de qualquer jogo, e especialmente do rugby, as equipas de arbitragem. Em 2016, o rugby nacional tem ainda muito que evoluir no aspecto das arbitragens, seja no factor do desenvolvimento de capacidades dos próprios árbitros, no comportamento a ter para e com os juízes do jogo e nos mecanismos de ajuda ao trabalho dos mesmos. Para termos uma noção da realidade portuguesa, só nos jogos da Divisão de Honra é que temos a possibilidade de ter uma equipa de arbitragem completa, com o juiz da partida, mais dois auxiliares, permitindo uma melhor análise e controlo do jogo. Porém, nas divisões inferiores começa o problema: na 1ª divisão 90% dos jogos é apitado só pelo juiz principal, entregando a tarefa dos auxiliares a um jogador de cada equipa (que está limitado a marcar os foras e se a bola passou pelo meio dos postes, nada mais), o que dá azo a discussões, polémicas e críticas algo fortes... tendo o árbitro ajuizado bem ou mal o encontro. Na divisão inferior tem acontecido, não de forma frequente atenção, a ausência de qualquer membro da equipa de arbitragem o que claro pode ser um factor muito negativo no desenrolar do encontro. Esta prática pode ter acontecido nos últimos anos nos escalões dos sub-23 (sub-escalão sénior), sub-18 e sub-16, o que leva a críticas não aos árbitros mas a quem "gere" toda esta actividade.

É uma falha estrutural e administrativa tremenda, o que põe em cheque o rugby português. Paulo Duarte, árbitro internacional português, partilhou algumas palavras com a equipa do Planeta Desportivo: quando perguntado se os jogadores portugueses de alguma forma tinham pouco ou nenhum respeito pela acção dos juízes dentro de campo, P. Duarte respondeu que 

"Eu não, pessoalmente, mas existe ainda resistência em perceber que não se pode falar com o árbitro e que, ele, não vai mudar de decisão Na maior parte das vezes... acho que ainda existe, na nossa cultura do rugby, o sentimento de que o árbitro esta contra as equipas E é completamente o contrário, pois estamos lá para os deixar jogar, dentro do espírito das leis do jogo...".


Paulo Duarte a comandar os destinos do jogo | Luís Cabelo Fotografia

A abertura da discussão da "cultura de rugby", fez-nos questionar se em Portugal os atletas têm o conhecimento necessário para compreender as decisões tomadas em campo, ao que respondeu 

"Acho que temos grandes lacunas na formação de jogadores tal como de árbitros... Os jogadores não têm de saber obrigatoriamente todas as leis do jogo, mas têm de ter um conhecimento vasto do que podem fazer ou não... Mais que tudo de compreensão de quem são em cada momento, do que podem fazer e até quando... Basicamente direitos e obrigações.".

Abordámos ainda dois factores decisivos para o futuro da arbitragem em Portugal: a visualização de jogos e trabalho em conjunto. A primeira questão é algo que deveria ser quase obrigatório de acontecer, ou seja, a observação de um vídeo do que se passou no jogo para ajudar no crescimento dos juízes, assim como na partilha de experiências e informações do "porque é que tomaste aquela decisão" ou "Achas que havia outra forma de proceder", entre outras. Em relação a esta ideia, o juiz afirmou

"Sempre que os clubes nos disponibilizam o filme do jogo, fazemos essa análise. Ajuda claro, termos o acompanhamento dos observadores [elementos credenciados que analisam o jogo a partida da bancada], o que nos permite partilhar pensamentos. Mas mesmo sem vídeos, existem revisões sobre aspectos que achamos que correram melhor ou pior. A diferença é que nunca saberemos se acertámos ou errámos. Actualmente estamos trabalhar para aumentar o número de observadores por forma a garantirmos uma observação e avaliação mais concreta."

Há um longo caminho a percorrer? Há, sem dúvidas. Porém, já demos alguns passos bem interessantes no que toca ao trabalho em conjunto (clubes, jogadores, técnicos a partilhar experiências com árbitros):

"Existe há já alguns anos uma tentativa de aproximar os árbitros e os clubes... mas ainda está muito longe de ser o mínimo aceitável. Nas selecções, por exemplo, já conseguimos ter um trabalho minimamente estruturado e, mais que tudo, acompanhado, e não as antigas sessões avulso que se faziam e que em pouco evoluem para a competição.".

Por fim, Paulo Duarte teve um desabafo que nos pareceu preocupante, já que este factor pode caucionar (a médio prazo) o rugby português:

"Cada vez mais é difícil recrutar árbitros, tal como jogadores, delegados ao jogo, etc. Existe uma resistência enorme neste aspecto do jogo que impossibilita o recrutamento para a arbitragem. A verdade é que todos estão no rugby para se divertir e poucos querem se chatear, e infelizmente, a figura com mais "stress/pressão" é o arbitro, como já referi. O problema aqui é que não se trata da pressão normal do clubismo, é a falta de educação que se vive fora das quatro linhas... Existe alguma má educação que rodeia todo o ambiente do jogo em Portugal. Estou certo é que isto não faz parte do espírito e valores do rugby. Pior é quando essa atitude afecta os jogadores dentro de campo, crianças jovens e outros mais graúdos que se sentem nesse direito também, por verem os seus exemplos a faze-lo...".

Filipa Jales a revelação do rugby português | João Peleteiro Fotografia

E, continua, apontando uma possível solução para o rugby português:

"Hoje em dia há um abandono no rugby por lesões ou fim de carreira, até mesmo por falta de jeito... Essa massa de recursos poderia ser orientada para a arbitragem e infelizmente não o é. Hoje em dia há um "destemido" ou outro que tem a coragem de agarrar no apito... Mas a verdade é que não é o suficiente para aprovisionarmos árbitros para os jogos todos. Mas mais importante que o número é a qualidade! Muitas das vezes essa fica muito aquém do jogo que arbitram (é responsabilidade individual e de estrutura). Há muitos jogadores, que se afastam de rugby e seguem a sua vida, outros vão para a bacada, outros para treinadores... Para juízes do jogo, quase nenhuns!

Para já um bem-haja ao Paulo Duarte, Afonso Nogueira, Filipa Jales, Guilherme Temudo, João Costa ou Fernando Mendes (entre tantos outros) que vão-se mantendo no jogo, pelo jogo e para o futuro do jogo.

IMPRENSA

Um assunto que poucos dão importância... contudo, é fulcral para promover a modalidade entre não só quem está ligado ao rugby, assim como aqueles que não têm mínima noção de quem somos. Gostava de destacar a página de Manuel Cabral, Mão de Mestre 
que apesar de ter, por vezes, um discurso muito cáustico, negativo e polémico, é uma das bases fundamentais para termos acesso a dados de rugby (houve uma altura que os próprios administradores do site conseguiram fazer as tabelas de melhor marcador das ligas) e com uma opinião interessente de se ter em conta  (como já dissemos por vezes exagerada). Temos pouco mais: algumas páginas de facebook dos clubes (GD Direito, GDS Cascais, AIS Agronomia, Sporting Rugby, MRC Bairrada, entre poucas outras) que vão nos dando informações sobre os clubes, selecção ou algumas outras informações sobre o rugby português; a Review Sports, que muito se tem dedicado à divulgação dos jogos com os vídeos na íntegra (podem ver os highlights dos jogos, para os ter completos têm de pagar uma quantia de 3€); Miguel Portela escreve sobre rugby para a Visão, com uma opinião, também por vezes, pouco "simpática" ou "clara" o que moveu, recentemente, um pequeno despique (saudável) com adeptos do CDUL.

A Sporttv e os restantes jornais desportivos divulgam a modalidade passando alguns jogos (estamos reduzidos às Seis Nações) ou resumo da DH sénior (Record ou Abola), quase sempre com os mesmos protagonistas. Aqui reside, talvez, o maior problema já que ouvimos alguns comentários de pessoas não ligadas e ligadas à modalidade a cerca dos comentários aos jogos: pouco profissional, comentários desnecessários ou opiniões pouco claras. A jeito de exemplo, no jogo Roménia Portugal (em Fevereiro de 2016) os comentadores convidados pela Sporttv ao jogo em questão, criticaram durante 80 minutos a selecção Nacional, esboçando um "quadro" negro e sem futuro dos jovens jogadores (alguns momentos criticavam num tom demasiado jocoso para a situação em causa). Este tipo de postura tem um eco negativo para quem ouve a emissão, identificando o rugby português como uma modalidade "fraca", "sem futuro" e de "abaixo de amadores" (palavras recolhidas de alguns visualizadores desse jogo). É excelente que durante as emissões das Seis Nações tenham convidado (como desde sempre) vários antigos jogadores, técnicos, árbitros, entre outros, a fazer parceria no casting que cobre esses jogos. Falta é ter atenção e trato de como se comenta os jogos (a qualidade das emissões baixou drasticamente em quase todas as modalidades... excepto, por exemplo, na EuroSport) e de lutarmos para divulgar os nossos clubes, jogadores, técnicos, e todos os outros intervenientes do jogo.

Porém, a culpa não é só dos jornalistas ou dos meios de comunicação, é também dos próprios clube ou federação: falta de informações sobre os marcadores de cada fim-de-semana, que atletas alinharam pelas equipas, opinião dos treinadores, e outros dados. O Planeta Desportivo conseguiu, desde esta época, ter o GDS Cascais a divulgar esse tipo de informação para uma melhor descrição dos resumos semanais do Campeonato Nacional de Honra (GD Direito disponibiliza, sempre que pedido, essas informações). De resto, pouco ou nenhuns responderam ao repto o que acaba por ser uma situação contraproducente para a divulgação da modalidade (podemos não ser o principal órgão de divulgação em Portugal, mas podemos ser um dos vários canais para a notabilização da modalidade). Pedro Gonçalves, técnico da formação do St. Julians apostou nessa vertente e juntou-se à lista de cronistas mensais do PD, numa intenção de dar a conhecer a modalidade, com Portugal como cenário, propondo várias questões e ideias afectas aos clubes ou mesmo à Selecção, sempre num tom positivo e construtivo.

Quer o mundo da oval queira ou não, as campanhas de marketing, as notícias nos meios de comunicação social e a divulgação da modalidade atrai novos atletas que querem fazer parte de uma modalidade "rica", interessante e dinâmica. Última nota, que merece ser divulgada, é o trabalho sensacional dos vários fotógrafos do rugby nacional contando-se: Miguel Rodrigues, Filipe Monte, José Vergueiro, Luís Cabelo, João Peleteiro, Teresa Vitorino, António Muralha, entre outros tantos que podemos consultar na Rugby Photo Store por exemplo. À que conta do trabalho destes fotógrafos (tudo de forma gratuita e só para efeitos de divulgação) o rugby português tem uma "cara" para mostrar todas as semanas.

Miguel Rodrigues à direita | José Vergueiro Fotografia

JOGADORES

Não há outra volta a dar do que falar nos atletas que todos os fim-de-semanas expõem o seu corpo por um desporto que absorve muito da capacidade física e emocional. Os jogadores portugueses não têm sido bem tratados nos últimos anos. Há uma falta de compromisso? Sim, é possível que assim aconteça. Não existe aquela "corrida" aos treinos da primeira década de 2000, muito pelas (poucas) condições dadas a esses mesmos. Os clubes de Lisboa não se podem queixar (na generalidade) da sua base de atletas para a equipa sénior, apesar de já sentirmos, em alguns clubes reputados, menos jogadores nos escalões de formação. Já falamos nas questões dos clubes, da Federação, da crise financeira que acabou por arrastar o rugby para uma espécie de "pântano", ou das arbitragens que necessitam um apoio cada vez maior para continuarem a produzir juízes oficiais. O nível das equipas, a nível de jogo jogado caiu nos últimos 5 anos? Os números da Selecção podem, em parte, servir de argumento para essa tese. Passámos de 21º do Ranking Mundial em 2010 para 29º em 2016, com a possível descida à 3ª divisão do Rugby europeu, algo que será muito delicado de confrontar (veja aqui os rankings do agora e do passado).

CDUL-AAC | Luís Cabelo Fotografia

Somos piores jogadores que os nuestros hermanos? Se perdemos nestes dois jogos de 2015 e 2016 a nível de selecções, já entre clubes campeões, o GD Direito deu provas que não é bem assim como uma vitória incontestável frente ao VRAC, por 22-12 (decidiu o vencedor da Taça Ibérica). Continuamos a produzir, por outro lado, excelentes jogadores, como provam as saídas (com sucesso) de Francisco Domingues (Provence Rugby, PRO D2), Pedro Ávilla (ASM Clermont, Top14), José Lima (Carcassone, PRO D2), Tomás Appleton (Darlington Park, National League 1), são alguns dos atletas que foram tentar a sorte para outros campeonatos. Por cá, continuamos com bons frutos das últimas gerações, como Nuno Guedes (GD Direito), Sebastião Villax (CDUL), Miguel Macedo (CDUP), Pedro Héredia (AIS Agronomia), Tiago Fernandes (CF "Os Belenenses"), João Silva (AAC), Salvador Vassalo (GDS Cascais), entre as várias outras equipas que compõe a esfera do rugby nacional. Poucos conhecem a nossa realidade a nível de treinos: 3 vezes por semana (média), com ginásio (só nos últimos anos está a atingir o geral da população rugbista portuguesa) e recuperação "enfiados" em mais dois a três dias semanais... terminamos a nossa semana no sábado ou domingo com jogos. A maioria dos escalões já tem os tais três treinos semanais, o que dá desde logo uma profundidade interessante para as convocatórias da selecção.

Porém, não existe os tais gathering que Rui Carvoeira tinha apontado como processos fulcrais para termos grupos de Lobos fortes para o futuro. Há menos tempo dos jogadores para os treinos, ou menos compromisso, porque os clubes também não conseguem dar um projecto sólido aos jogadores... o GD Direito e CDUL, com uma miscelânea de elementos, conseguiram construir uma pool interna muito competente e eficaz. A AIS Agronomia dá passos certos para o futuro, com o lançamento de vários jovens na equipa sénior, que cativa desde logo os mais novos a acreditar que também serão capazes de atingir o mesmo nível (tirou alguma força aos agrónomos durante uns tempos, mas rapidamente estão a voltar aos níveis do passado). CDUP com uma escola (que conquistou vários títulos nos últimos 6 anos) muito interessante está a tentar a todo o custo se bater contra os outros (pena é os "êxodos" de jogadores a saírem do Porto a cada época). GDS Cascais, com um projecto diferente, já que têm uma base económica (GroundLink) que alimenta o clube, formularam um projecto que está a dar frutos (conseguiram em 2014/2015 ir ao final da Taça de Portugal) e que pode ser imparável se o interesse desse investidor se mantiver. Não é nos possível destacar todos os projectos, mas desde logo, afirmarmos que existe qualidade suficiente para garantir um futuro para o rugby nacional.

GDS Cascais-GD Direito | João Peleteiro Fotografia

O que falta então? Quase tudo... os jogadores têm de ter outro acompanhamento, têm de sentir-se motivados todas as épocas, precisam de estabilidade na Federação e estrutura do rugby Nacional. Está na memória de muitos, que os atletas portugueses pagavam da sua "carteira" viagens, equipamentos, entre outros elementos, durante largos anos (antes da chegada da época de Ouro dos anos dois mil), e que voltar a esta época não seria de toda produtiva. É óbvio que os atletas têm de ajudar os clubes, com quotas... mas não só! É na integração nas "escolas", no trabalho com o clube, no apoio nos estudos (quantos clubes promovem clubes de estudo para que os atletas possam ter um sítio para estudar e depois seguir para o treino), na participação em encontros com árbitros ou na participação em eventos do clube, que os atletas devem "pagar" o seu contributo à modalidade. É assim que se cria uma memória, um legado e uma linha "dura" que garanta num espaço de anos outra dimensão ao rugby português. Existe alguma arrogância entre os jogadores portugueses? Não há dúvida que sim, que continuamos a achar-nos melhores do que somos... mas isto pode ser uma vantagem e não um ponto negativo.

Este tipo de arrogância é "costume" muito por ser um comportamento de defesa perante os problemas que o rugby Nacional tem enfrentado. Quantos atletas, de boa qualidade, foram atirados para o lado quando chegou um estrangeiro ao clube ou Selecção, só porque era estrangeiro? Isto não terá afectado a moral dos jogadores portugueses? Também foi uma motivação extra, já que obrigava (aos que acreditaram plenamente nas suas capacidades) a esses mesmos atletas trabalhar mais e melhor para voltar ao lugar, que sentiam ser seu. A arrogância pode ser usada para engradecer as capacidades deles, para os obrigar a manterem-se (e a subirem) de patamar sempre que a sua equipa exigir.

PROJECTOS

Apesar da política de “terra queimada” na selecção sénior (XV e 7’s) e a gestão deficitária nas relações com clubes, jogadores, árbitros e apoiantes, Portugal tem dado passos de “gigante” em vários aspectos do “Jogo” em si. Vamos por partes, já que há vários projectos interessantes de abordar e por as mais variadas razões.

O Oh Gui, projecto levado a cabo pela Junta de Freguesia de Cascais e o GDS Cascais, uniram esforços para criar uma variante do rugby para jovens com deficiência e/ou institucionalizados. O Rugby adaptado deve ser uma variante explorada no âmbito de envolver mais pessoas, não só pelo rugby (e pela divulgação da modalidade) mas para dar espaço aos miúdos e jovens que gostavam de praticar a modalidade. Com início em 2012, o Projecto da JF de Cascais e o GDS, tem sido uma importante valor no “romper” barreiras ou dogmas, de que só os fisicamente aptos podem jogar rugby. De acordo com as informações dadas ao PD, o projecto pode (e deve) estender-se a nível Nacional, uma vez que a Federação está a dialogar com a Oh Gui, para atingir essa meta.

O Oh Gui! um projecto revolucionário em Portugal | Expresso

Depois em termos de reunir jovens, a Academia Pedro Leal (ver: http://goo.gl/RKkA8n), abriu outra “porta” aos atletas que queiram melhorar as suas capacidades técnicas, tácticas e psicológicas durante períodos sem jogo ou treino a nível de clube ou selecção. Fundada em 2013, por Miguel e Pedro Leal, esta Academia pode ser uma “casa” para vários atletas que desejem melhorar vários aspectos do seu jogo, sem ter que vestir a camisola de um clube X ou Y para isso. O objectivo passa mesmo por essa união de grupo, durante aquelas semanas de treino (Páscoa e Verão). Podem ler a nossa insight: XXX.

A Associação Rugby do Sul merece uma menção. Se consultarem a nossa reportagem sobre a selecção sub-18, na preparação para o campeonato da Europa do escalão, podem constatar a importância da ARS no desenvolvimento destes atletas. Ao fim de vários anos, os “frutos” daquelas reuniões de equipas, de protótipo de selecção, da luta pelos meeting, conferências e seminários, e tudo o que envolvia o rugby de formação (sub-14 para baixo) provaram-se fundamentais para resolver vários problemas dos nossos jogadores a nível jovem. Há 5 anos atrás os atletas com 18 anos tinham algumas dificuldades em ter a bola nas mãos, na realização de passe ou mesmo na visão de jogo… em 2016, os comandados de Rui Carvoeira e os de João Pedro Varela (Campeonato do Mundo “B” em 2015) demonstraram outras capacidades com a bola, algo que ficou “preso” na nossa retina. A ARS foi, é e será um projecto fundamental de continuar a existir, uma vez que é a organização que tem dado tudo por tudo em garantir aos “pequenos” jogadores todas as condições para que possam jogar rugby a cada fim-de-semana.

E que dizer do BeachRugby? A equipa que organiza o Figueira Beach Rugby, está de parabéns, uma vez que é um daqueles projectos formidáveis do nosso rugby. Hoje em dia podem “gabar-se” de ser o melhor torneio do Mundo da especialidade (isto confirmado pelas várias equipas que entre Junho a Agosto fazem um tour para determinar o campeão Mundial). Para 2016 vamos ter mais show, mais areia e mais competição. Esta vertente poderá ser uma forma de atrairmos mais jovens (e não só) jogadores para o desporto, uma vez que todas as melhores qualidades do rugby estão encaixadas num campo muito mais pequeno e com um tempo de jogo reduzido… é desgastante, mas o espírito de camaradagem, de apoio (por exemplo num jogo de Agronomia desse torneio, pelo menos um atleta do CDUL vestiu a camisola do rival para ajudá-los) e de promoção da modalidade. Portugal pode ser o grande chamariz Mundial para esta vertente, e, quem sabe, líder para a organização de um circuito Mundial de alto impacto para o rugby.

Depois há uma série de outros projectos a destacar, desde a Escola São João da Talha, ao St. Julians/Galiza (formaram uma equipa em conjunto bem “engraçada”, os Jaguares, keep an eye on them), entre tantos outros que merecem os nossos parabéns e que assim continuem, apesar das adversidades, dificuldades e contratempos.

A fusão do St. Julians e ER Galiza: os Jaguares | Facebook da ERGaliza

IDEIAS

DIVISÕES: A nível das competições internas não avançamos com soluções imediatas ou “remédios” totais, mas há algumas questões que podem avançar para ideias. Seria complicado/difícil convocar uma vez por mês os treinadores das equipas seniores da DH, 1ª e 2ª, para se juntarem todos (ou por divisão) e discutirem os problemas da divisão, ideias para reforçar a qualidade dos jogadores e equipas e formular propostas à Federação? Isto tudo sem assumirem uma postura de querermos ensinar os outros ou impor modelos e ideias… o objectivo é terem um espaço de debate, garantido pela Federação, para apostarem no desenvolvimento das divisões. Esta ideia pode ser extensível aos treinadores de formação, uma vez que são eles que têm nas “mãos” o futuro dos clubes, selecção e rugby português.

Outra ideia, passaria por tentar formular uma liga Ibérica, que poderia funcionar em paralelo com a DH, com os top-3 de cada país a participarem. Algo que durasse um máximo de três meses (ao jeito das Seis Nações) e que garantisse às equipas de Portugal e Espanha um desafio competitivo diferente do que temos. O 1º classificado português (e campeão) tem direito a participar na fase de playoff da Challenge Cup, mas os outros acabam por não ter qualquer contacto internacional durante muito tempo (vamos tendo alguns amigáveis, o CDUL jogou contra o British Army durante a altura da Páscoa), algo que “mina” em parte a experiência internacional do national pool que pode aceder à Selecção Nacional. Aqui há um problema que se põe logo: financiamento. Cabe à FPR, clubes e associações convencer os patrocinadores das vantagens em promover esta ligação entre países, do factor útil a nível do desporto e sociedade assim como do económico. Aqui poderia entrar a Move Sports, uma empresa que está talhada para organizar eventos e viagens… temos quase todas as “ferramentas”… é hora de fazermos uso delas.

A reformatação do escalão sub-sénior era fundamental que sofresse uma séria reflexão, uma vez que temos alguns problemas a pensar. Um jogador que saia dos sub-18 é atirado, imediatamente, para os seniores? Há problemas ao desenvolvimento físico, mental ou técnico dos atletas? Ou este enfrentar de realidade mais cedo para promover uma evolução mais intensa, benéfica e proveitosa para os clubes e próprios atletas? Tem que existir um limite de idade, manter os só 5 jogadores acima de 23 anos ou devemos alargar para outros números? Há opiniões contra e a favor, seria interessante reunir treinadores, preparadores-físicos e até psicólogos para se tomarem as decisões certas sem cometermos erros comprometedores.

FORMAÇÃO: Curto, de forma clara e seguindo as palavras de Rui Carvoeira “promover competições, estágios e jogos anuais para os escalões de formação da Selecção.”. É impossível pedir o quer que seja dos nossos miúdos se eles não tiverem a possibilidade de conhecer, saborear e de tocar em rugby internacional, para melhorar as suas competências, entender as diferenças e partir para outros patamares. A selecção da Geórgia (estamos a falar de formação) faz isto de prática recorrente, jogando com os “vizinhos” ou visita a França para testar os seus jovens (e quem sabe os “deixar” lá para serem desenvolvidos pelas academias dos “gauleses”).

ARBITRAGEM: Na arbitragem era importante investirmos no desenvolvimento das capacidades dos nossos juízes de jogo, na preparação conjunto dos jogos e na vídeo-análise sistemática dos jogos de fim-de-semana para se limarem as “arestas” e se evitarem situações que tanto os árbitros como os clubes querem evitar. Mas mais importante que isto é a Federação conseguir convencer os clubes a formar mais árbitros, mostrar aos jovens que ser juiz de jogo não é uma “maldição”, mas sim um caminho diferente e importante para o rugby e promover sessões de esclarecimento com pais, jogadores e treinadores. A exemplo disso (e falamos por experiência pessoal), a Agronomia abre o campo de treinos para vários árbitros irem treinar, ensinar os jogadores (faltas técnicas e não só) e se envolverem no espírito do rugby.

IMPRENSA: Marketing, show bizz, promoção da modalidade, publicidade, como quiserem chamar, precisamos de divulgar a modalidade de forma “agressiva” e recorrente. De libertar a informação de quem alinhou a cada fim-de-semana, dos marcadores de pontos (CDUL vai divulgando os seus marcadores de pontos na sua página de facebook) e ensaios, de declarações dos treinadores, até da lista de lesionados/ausentes de cada clube. Uma maior abertura das nossas equipas nacionais, dos jogadores e treinadores vai garantir, a médio-longo prazo, um interesse geral pela modalidade. É impossível de vender um “produto” sem ter uma “cara”, uma “imagem” algo que seja “palpável” aos olhos e que alimente a curiosidade das pessoas… as fotos do Rugby Photo Store ajudam (e muito), mas não é suficiente para darmos a conhecer a modalidade, de dizer quem joga a cada fim-de-semana e quem faz parte dela.

VERTENTES: Beach Rugby… que tal agarrarmos no trabalho feito pela equipa do Figueira International Beach Rugby e transformarmos Portugal no local master desta variante da modalidade? Não temos um circuito Nacional propriamente dito, só etapas esporádicas, que precisam de ser “alimentadas” ano após ano. Um circuito de Beach Rugby merece a atenção de todos, sendo fundamental promovermos este sector. Podemos recolher bons “frutos” a nível económico, turístico, desportivo e de marketing… a vinda de estrangeiros, com as equipas a rondarem as 20 a 30 pessoas de média (treinadores, amigos, staff, família e jogadores) pode mexer com as economias de local X ou Y a cada ano.

TREINADORES: É verdade que este assunto não foi explorado no artigo em questão… e desde já pedimos as nossas sinceras desculpas pelo facto. Portugal tem formado bons técnicos seja a nível da selecção ou clubes, no qual destacamos João Moura, Martim Aguiar, João Uva, D. Steele etc. Numa altura que o rugby português está com vários problemas, têm sido os treinadores a ter que sobreviver de uma forma mais “agressiva”… são eles os primeiros e últimos responsáveis dos desaires ou más exibições. Acreditamos que esta nova vaga de técnicos nacionais podem vir a mudar o rugby português se os deixarem trabalhar da forma como querem… se conseguirmos envolver a World Rugby, se conseguirmos ligar a federações fortes e de garantirmos novos mecanismos de apoio aos homens do leme. Após a época 2015/2016 faremos uma observação ao nosso corpo técnico… mas queremos destacar alguns nomes: Rui Carvoeira, João Pedro Varela, Luís Pissarra, Pedro Gonçalves e Miguel Moreira. O futuro passa por estes e não só.

Nisto tudo o que é fulcral é… termos equipas de trabalho sérias, dedicadas e profissionais. Terminar com o estilo de “compadrio”, “amiguetes” e “favores”, procurando entregar os projectos, novas fórmulas e desenvolvimento de novas mentalidades em agentes jovens ou que estivessem fortemente ligados com os dias de hoje da modalidade. Porque se forem sempre os mesmos a tomar controlo do “centro de decisões”, o rugby em Portugal para além de estagnar, vai “recuar”.  Precisamos que as pessoas mais experientes, que tem muito mais anos de “casa”, se dediquem a procurar soluções económicas, de fazerem a promoção da modalidade e de encontrarem mecanismos para garantir outra fluidez económica ao rugby nacional.

RESUMO

Ao fim de todo este artigo, o leitor (que tiver disponibilidade mental e física para ler) ficará a pensar que o rugby português está com sérios problemas de crescimento e que há algo de errado. Continuamos a ser um país de Astérix’s, como se o rugby português se tratasse de uma “aldeia de irredutíveis” perante as invasões do Império Romano, e não só. Na realidade a Gália irredutível foi conquistada pelos exércitos de Júlio César e Augusto, pondo fim a uma “rebelião” que nunca existiu… por isso, o irredutível perante o progresso e a realidade é, no mínimo, um objectivo/opção errada. Não há “poção mágica” para que os nossos atletas enfrentem a Geórgia (se tudo correr excepcionalmente bem daqui a dois anos voltamos a ver-nos) e consigam passar por cima… para que isso aconteça é necessário, acima de tudo, que nós trabalhemos todos juntos, deixemos a arrogância e prepotência de lado, sejamos honestos com os que estão lá fora (e que vão agradecer e aceitar essa honestidade) e com nós próprios.

Todos os anos os projectos, jovens, novas ideias são vítimas de “envenenamento”, porque alguns querem brilhar à custa dos outros. Felizmente, a maioria dos projectos actuais inovadores, sabem defender-se contra os falsos promotores do rugby português. É altura de acabar com os princípios absolutos, com as decisões unilaterais, com o isolamento de regiões e clubes, com o domínio do clube X ou Y na Federação (é fundamental que este órgão seja independente e que não “deva” nada a ninguém, em termos de tráfico de influências ou favores) e com a má gestão dos jogadores jovens. No outro dia, em conversa com um atleta do campeonato nacional português, o jogador soltou a seguinte afirmação, que obrigou a uma séria reflexão: “A minha geração ou a tua já não vão ter possibilidade de sonhar com a ida a um Mundial.”. É um pensamento arrasador, saber que vamos ter que refazer tudo para que um dia, os miúdos que estão neste momento nos sub-16 tenham a possibilidade de chegar ao maior palco de todos… e que para lá chegarem terão de trabalhar tanto como a geração de 2007. Não só isso, depois de lá chegar temos de nos manter na berra apostando numa evolução lógica, num crescimento bem delineado sem entrar em histerismos ou comportamentos à moda do futebol moderno.

O Planeta Desportivo continuará a trabalhar pela divulgação do rugby português, da promoção do rugby internacional em Portugal e no contacto com atletas, clubes, dirigentes e treinadores. É a nossa forma de contribuir para o futuro da modalidade… com ou sem as informações básicas por parte dos clubes (agradecemos ao GDS Cascais e GD Direito por serem os únicos a partilharem as informações de ensaios, XV’s, pontos e outros dados com o PD). É irónico, quando a RFU (Federação Inglesa de Rugby) possibilitou conversarmos com Eddie Jones em inglês, com a tradução para o português… se o seleccionador de Inglaterra tem tempo para conversar connosco, porque é que os clubes portugueses – na sua maioria – não o têm? (Entrevista no prelo)

Um agradecimento ao Paulo Duarte e Maria Heitor pelas conversas sobre a arbitragem e o rugby feminino. Ao Manuel Cabral, director do Mão de Mestre, por ter debatido este artigo mesmo com algumas críticas dirigidas a um dos mais antigos “obreiros” do rugby Nacional. À selecção Sub-18 2016, sob a égide do Professor Rui Carvoeira, que não imiscuíram de partilhar todos os momentos com o Planeta Desportivo deste Campeonato da Europa. À Alqateia do Luxemburgo que promove um espaço de debate e discussão devidamente sério e alegre ao mesmo tempo. Ao Bryan Freitas, que não sendo atleta ou treinador de rugby, fez questão de “construir” a ponte entre o Planeta Desportivo e os jogadores luso-descendentes que estão em França, que ainda continuam a conversar connosco. E a todos os atletas do rugby português (em Portugal ou no Estrangeiro) que perderam tempo connosco para exporem os seus pontos de vista, opiniões, críticas e ideias. Todo este trabalho (que poderia ser mais extenso ou detalhado) só foi possível por um trabalho de colectivo honesto, sério e sem pretensões falsas ou “escondidas”.

Se tiverem interesse de falar sobre um projecto vosso ou de uma associação/clube, queiram-nos contactar para: rugbyplanetadesportivo@gmail.com

O Espírito Lobo... nunca desistir:

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Planeta Desportivo: Alcateia em Extinção?
Alcateia em Extinção?
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