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Bundesliga 2015/2016

Terminou a 53ª edição da Bundesliga, e como tal, é hora de balanço. Esta época, que viu serem batidos vários recordes colectivos e individuais, marca o fim de um ciclo para muitas das equipas em prova. A partida de Pep Guardiola vem trazer maior imprevisibilidade à próxima edição no que toca ao título, mas mesmo que este ano o catalão tenha chegado, como se previa, ao seu tricampeonato em solo alemão, daí para baixo tivemos uma data de momentos inesperados. Desde um Golias que se afunda pela primeira vez em quatro décadas, a um pequeno David que conseguiu a proeza de desafiar as leis da física futebolística, houve de tudo ao longo de dez apaixonantes meses. Assim, sem mais demoras, vamos ao raio X da temporada. Sente-se confortavelmente, relaxe com a bebida da sua preferência, e deixe que o levemos numa viagem pela futurista Allianz Arena, o imponente Westfalenstadion, o intimidante Borussia-Park, a enfadonha Volkswagen Arena, o mítico Olímpico de Berlim ou a velhinha tigela de cimento de Darmstadt. Esta é a história da Bundesliga 2015/2016.

O TOP 5 

BAYERN MUNIQUE

A Análise - Tal como antecipado pela esmagadora maioria, o Bayern coroou a sua campanha com mais um título. Este, no entanto, foi especial. Foi o quarto consecutivo para os bávaros - o primeiro tetra na história da Bundesliga -, e o terceiro de Guardiola em três anos, que assim alcançou a proeza de ser o único técnico em solo alemão a vencer os três primeiros campeonatos que disputou. Feitos que facilmente passam despercebidos, tal tem sido a dominância interna do clube da Baviera, mas que nem por isso se podem desvalorizar. A verdade é que estes últimos três anos, aliados à estrondosa época de Heynckes (com quem Guardiola fez questão de partilhar o sucesso), trouxeram uma aura de invencibilidade que o clube, apesar de ser um gigante europeu, até aqui não tinha. Quatro empates e duas derrotas sofridas em toda a campanha, e um recorde máximo na competição de apenas 17 golos sofridos. Isto num ano em que teve de se haver com um hiper-Dortmund, a quem ainda roubou a Pokal. Diga-se o que se quiser deste Bayern. Diga-se o que se quiser de Guardiola. Mas a Bundesliga nunca viu uma equipa tão dominadora em toda a sua história.

O Treinador - Para muitos, Guardiola será recordado mais pelo que não ganhou. É inegável que a Champions era o troféu mais cobiçado, e Pep perdeu as três meias-finais que disputou. Mas neste artigo tratamos do trajecto interno, e aí, nada se pode apontar ao técnico em termos de performance. O catalão ganhou três em três, quebrando todo o tipo de recordes pelo caminho. Deixa a Alemanha com 82 vitórias em 102 jogos na Bundesliga, tornando-o no treinador mais bem sucedido na história da competição. Mas mais importante para o futuro, Guardiola alterou drasticamente a identidade da equipa em campo, não só aquando a sua chegada, mas de ano para ano - esta época, por exemplo, a maior verticalidade, exploração de flancos e assimetria nas formações foi evidente. Pep deixa na Baviera uma plataforma táctica única para os próximos anos, uma equipa mutável com princípios fortemente enraizados, um conjunto capaz de se adaptar e derrotar qualquer adversário. A evolução que vários jogadores sofreram nas suas mãos (com Boateng à cabeça) é outro aspecto visível da sua influência. Resta saber se Ancelotti pretende dar continuidade ao que foi feito, ou romper com o passado recente.

Kicker

As Figuras - Incontornável a menção a Lewandowski - que diferença faz uma dieta livre de gluten! -, o incontestado avançado do ano, o primeiro a chegar à mítica marca dos 30 golos desde 1977, e o autor do épico recorde dos cinco golos. Müller, que formou com o polaco uma das duplas mais letais da história do clube, chegou aos 20, a sua melhor marca pessoal. Ambos contaram com a ajuda de um fantástico Douglas Costa, uma das contratações da época e o melhor extremo a explorar a linha nos palcos alemães desta edição. Vidal, outra das caras novas, levantou sobrancelhas inicialmente devido a uma Hinrunde discreta (do ponto de vista ofensivo), mas desfez todas as dúvidas com uma forte recta final. Boateng foi por nós eleito o melhor central da primeira volta, mas uma lesão fez com que praticamente não jogasse na segunda metade da época. Coman foi crescendo ao longo do ano e o mais certo é já não regressar à Juventus em 2017, e Kimmich foi uma das várias histórias de sucesso de Guardiola, que o adaptou a central e que dele disse, depois do raspanete público em Dortmund, ser capaz de se tornar num dos melhores do mundo na posição.

O Momento -  A saída de Guardiola. A 20 de Dezembro, o Bayern anunciava aquilo que já era por muitos esperado. A partir daí, a equipa continuou a ganhar, mas o ambiente sentido tanto no estádio como à volta do clube tornou-se diferente. No jogo contra o Darmstadt, o primeiro em casa depois de confirmada a ida para o City, parte do público insurgiu-se contra o treinador, exibindo tarjas que deixavam bem claro que a sua postura desligada, interpretada por muitos como falta de afecto pelo clube, não passava despercebida - curiosamente, o oposto do que o catalão mostrou na final da Taça. Muito mais do que o falhanço europeu, o grande problema para o treinador na Baviera foi sempre a relação com os próprios adeptos. Precisamente por perceberem a natureza a prazo da sua presença, Pep nunca foi verdadeiramente aceite pela família bávara, algo exacerbado ora por reservas vindas da bancada, ora por culpa própria. É provável que, durante vários anos, Guardiola continue a ser uma figura divisória em Munique, e também será preciso que a poeira assente antes de se analisar o verdadeiro impacto que este teve na Alemanha. Mas nunca ninguém lhe poderá tirar o lugar no panteão dos maiores que alguma vez treinaram na Bundesliga.

Web

O Futuro - 2016 marcará uma espécie de ‘Ano Zero’ na história recente do FCB. Ancelotti é um conciliador, um bom líder de balneário, um homem com conhecimento táctico e capacidade para bons projectos. Com ele, os jogadores gozarão de maior liberdade, e o micromanagement a que estavam fortemente habituados irá desaparecer. Rummenigge já começou a preparar o futuro e, numa jogada de antecipação, trouxe Hummels e Renato Sanches. A parceria do ex-Dortmund com Boateng, até agora só possível na Mannschaft, deixa os adeptos com água na boca, cabendo a Ancelotti aproveitar as valências daqueles que são, nesta altura, os dois melhores quarterbacks do futebol europeu. No caso do talentoso Bulo, a dúvida está em perceber o quanto poderá evoluir nas mãos do técnico italiano, sendo que o valor da transferência indicia que foi contratado para ser importante num futuro próximo. Quanto a Carletto, se a sua apetência nas provas a eliminar é conhecida, também o é o facto do italiano ter grande dificuldade em ganhar campeonatos. Com um Dortmund fortíssimo, um Schalke de cara lavada, um Leverkusen com sede de títulos e um Ancelotti no banco de Munique, o passeio até ao Meisterschale, que ultimamente quase parecia uma formalidade, deverá seguramente desaparecer.

Eurosport

BORUSSIA DORTMUND

A Análise - Enquanto houve concentração, quase nada se pôde apontar ao Dortmund esta temporada. A chegada de Tuchel trouxe uma carrada de coisas novas, desde um makeover táctico a uma mini-revolução detalhista que deixou todos de queixo caído. Durante a maior parte do ano, o Dortmund foi uma máquina afinada, letal, e que não alcançou mais porque enfrentou um dos melhores rivais de todos os tempos. Prova disso são os números dos Schwarzgelben: a equipa teve o seu melhor arranque de sempre; chegou a uns fantásticos 78 pontos, que seriam suficientes para conquistar, literalmente, todas as Bundesligas até às últimas cinco épocas; marcou 82 golos, batendo um recorde absoluto do clube que resistia desde 12/13; e ainda foram os únicos a não perder qualquer jogo em casa, consentindo apenas três empates. E sendo verdade que acabaram a liga a dez pontos do Bayern, convém referir que cinco desses pontos foram perdidos nas duas últimas partidas, altura em que os aurinegros estavam já com a cabeça na final da Taça. Época estrondosa e promissora - que nem sequer esteve muito longe de terminar com a conquista da Pokal -, numa fase em que ventos de mudança parecem soprar para os lados da Bundesliga.

O Treinador - Em Abril do ano passado, quando se ficou a saber que iria ser Tuchel a tentar substituir a lenda que foi Klopp, analisámos aqui o que poderia ser o seu reinado em Dortmund. E a verdade é que o ex-Mainz não defraudou, em nada, as nossas expectativas. Com Tuchel, o BVB perdeu parte da raça emocional e coração que tinha no Dugout com Klopp e que, muitas vezes, salvava o que parecia perdido. Mas ganhou algo mais importante a longo prazo. Ganhou maior arcaboiço e adaptação táctica, competência na gestão dos momentos de jogo, e um olhar mais microscópico que, aqui e ali, foi fazendo a diferença. Desde a mudança de horários e dietas até livros indicados como leitura obrigatória para os seus jogadores (Mkhitaryan ainda recentemente voltou a referir que ler The Inner Game of Tennis foi das coisas mais importantes que fez na carreira), Tuchel reestruturou a forma da equipa técnica trabalhar com os atletas de uma ponta à outra. Como chegámos a dizer na altura, o ‘analista perfeito’ tinha passado um ano a pensar o jogo, e a lógica dizia-nos que iria regressar ainda melhor. Ora aí está ele.

Bundesliga

As Figuras - Mkhitaryan esteve a um nível assombroso, eclipsando a concorrência. Onze golos e quinze assistências são apenas o lado mais visível de um pecúlio que encantou jornada após jornada, e que justamente merece a nossa distinção de melhor jogador da época. Hummels, o playmaker, regressou a um nível que apenas havíamos visto nas épocas dos títulos, o mesmo se passando com um absolutamente renascido Schmelzer. Weigl, o menino que terá sido, para muitos, a maior surpresa na Alemanha, foi a verdadeira placa giratória do futebol aurinegro. A Hinrunde de Aubameyang, ao longo da qual apontou 18 dos seus 25 golos, merece igualmente um enorme destaque. Ginter, na primeira volta, e Piszczek, na segunda, dividem o mérito pela melhor lateral direita da liga. Gündogan foi fantástico mas foi perdendo preponderância, fase em que Castro (três golos e sete assistências) se elevou para mostrar imensa inteligência na ocupação dos espaços e no jogo entre linhas. Kagawa teve momentos muito bons e encerrou a época a grande nível. Pulisic destronou Passlack na hierarquia do mais novo talento a transitar dos juniores, tornando-se no mais jovem jogador de sempre a marcar dois golos na Bundesliga. Enfim, a quantidade de jogadores que evoluíram num tão curto espaço de tempo com Tuchel parece interminável. Se ainda não acreditam, damos o caso por encerrado com os nove golos e as quatro assistências de Adrián Ramos.

O Momento - Empate com o Bayern. Por mais que esta tenha sido uma época interna de sucesso, os adeptos Schwarzgelben terão ficado com um forte amargo de boca a cinco de Março, data em que o Dortmund recebeu o líder Bayern fresco da sua primeira - e única - derrota caseira. Uma vitória colocaria os homens de Tuchel a uns míseros dois pontos dos bávaros, relançando uma luta pelo título que muitos davam como perdida praticamente desde o início. O resultado final, no entanto, foi um nulo que agradou sobremaneira ao obcecado táctico, mas ao qual faltou a chama que, no passado, tantas vezes foi acesa por Klopp. O Dortmund não teve coração para querer mais desse jogo. E foi aí, no início de Março, que a esperança do título morreu de vez.

Focus

O Futuro - Dificilmente os adeptos do BVB poderiam estar mais entusiasmados com o horizonte. Desde o compromisso total de Tuchel no clube, passando pela chegada de uma futura estrela Ousmane Dembélé e pela contratação de um elemento promissor como Mikel Merino, há várias razões para optimismo. É certo que a saída de Hummels, para muitos considerada (injustamente) um acto de traição, custa a engolir e ainda mais a colmatar, pelo que o central oferecia à equipa principalmente no momento de construção. Mas Tuchel nunca se foca no que já foi, mas sim no que pode fazer com o que tem. Ainda é preciso ver quem mais irá sair. Gündogan seria uma certeza não fosse a lesão, Mkhitaryan (à semelhança do que aconteceria com Hummels, termina contrato para o ano) tem metade dos tubarões atrás dele, e Aubameyang está igualmente a ser bastante cobiçado. No entanto, Watzke já garantiu que vai fazer os possíveis para os manter a todos, e nunca há razão para duvidar da sua palavra. Assim, é um futuro cheio de esperança o que se vive para os lados do Wesftalenstadion. Futuro esse que hoje até foi, simbolicamente, reforçado com a vitória dos Sub-19 por 5-3, na final do campeonato da categoria frente ao Hoffenheim. Uma vitória que já não acontecia desde o penta alcançado em 98.

Borussia Dortmund

BAYER LEVERKUSEN

A Análise - Pelo segundo ano consecutivo, o B04 promete, emperra, e eventualmente engrena numa fantástica série de sete triunfos que fazem a equipa chegar a bom porto. Desta vez, no entanto,  e fruto também de uma irritante onda de lesões, a temporada foi ainda mais irregular, ao ponto das dúvidas em relação a Roger Schmidt, principalmente depois do episódio bizarro protagonizado na derrota com o Dortmund, colocarem inclusive o seu lugar em risco. As duas derrotas e o empate que se seguiram não fizeram nada para ajudar a coisa, empurrando a equipa para um deprimente oitavo lugar. No entanto, a partir daí, tudo mudou. Schmidt regressou ao banco, Brandt transformou-se em Deus, e a equipa partiu para uma incrível série de sete vitórias consecutivas, aproveitando a irregularidade dos rivais para garantir, na antepenúltima jornada, o terceiro posto e consequente bilhete para a Champions. Uma campanha, à primeira vista, muito positiva, mas quem assistiu aos jogos dos Farmacêuticos sabe que esta equipa continua a mostrar uma inconstância preocupante. O facto de ter terminado a época com menos golos marcados e mais golos sofridos em relação a 14/15, quando ainda por cima teve uma dupla de centrais mais competente, é um dado que deve, igualmente, merecer reflexão.

O Treinador - Roger Schmidt terá ouvido um pouco de tudo este ano, desde ser acusado de não ser suficientemente bom para os Werkself até ser considerado o principal obreiro da cavalgada até ao pódio. No meio, provavelmente, estará a virtude. O alemão é um bom treinador e tem uma filosofia de jogo que empolga as bancadas, mas ainda não é o génio que muitos apregoaram ser. E caso pretenda fixar o Leverkusen num patamar superior, terá forçosamente de melhorar não só os aspectos de transição defensiva das suas equipas, como a eficácia com que defende as bolas paradas. Os Farmacêuticos possuem excelentes condições - plantel, infra-estruturas e capacidade financeira - para alcançar coisas bonitas, mas precisam de encontrar uma estabilidade duradoura que lhes permita crescer, ao longo do ano, de forma sustentada e não por rasgos. A verdade é que, esta temporada, bastaria não ter aparecido um Brandt na recta final, ou não haver um Gladbach tão fraco fora de portas e um Hertha irreconhecível na segunda volta, para o Leverkusen ficar fora do Top 4. A longo prazo, quanto mais Schmidt conseguir tornar a sua equipa menos dependente destas situações pontuais, mais sucesso conseguirá ter.

The Guardian

As Figuras - A recta final de Julian Brandt, que lhe valeu um lugar na pré-convocatória da Mannschaft, foi um dos aspectos mais fundamentais no terceiro lugar do Leverkusen. O prodígio alemão começou, em Estugarda, uma série de golos que se estendeu por seis jogos consecutivos, terminado a campanha com um total de nove tiros certeiros e três assistências. Chicharito parece ter encontrado, em Leverkusen, uma segunda casa, e os seus 17 golos (a espaços, chegou a formar com Kießling uma dupla fantástica) são sem dúvida um belo cartão de visita. Mais atrás, Leno pode, facilmente, ser considerado um dos redes do ano, e o muro à sua frente, composto por Tah e Toprak, terminou como a melhor dupla de centrais do campeonato. Bellarabi mostrou alguma inconsistência exibicional ao longo da temporada, mas à semelhança de Brandt, teve uma fase final tremenda, conseguindo três golos e oito assistências nos últimos sete jogos em que participou. Depois de uma decepcionante passagem por Dortmund, Kampl reencontrou-se com Schmidt, que o moldou num notável médio de contenção. Não fosse a lesão sofrida, teria sido ele, muito provavelmente, o melhor da equipa. Aránguiz, que passou quase toda a época lesionado, deu nas últimas partidas uma amostra da importância que pode ter em 16/17, e o menino Henrichs, ele que até é um médio ofensivo de origem, deixou um fabuloso cartão de visita a jogar nas laterais.

O Momento - O épico de Augsburgo. Ao minuto 57 da jornada 25, depois de massacrados por um Koo aparentemente imbatível na WWK Arena, a Liga dos Campeões parecia já, certamente, uma miragem para os Farmacêuticos. Só que em 32 minutos, algo muito estranho aconteceu, e o Leverkusen arranca uma fantástica recuperação que os vê chegar ao empate depois de estarem a perder por três golos. Esse foi o momento de viragem para os comandados de Roger Schmidt, que a partir daí, ganharam oito dos últimos nove jogos. Pelo meio, ainda houve tempo para uma brilhante remontada na Veltins Arena, quando um incrédulo Schalke viu o rival dar a volta a uma desvantagem de 2-0 com três golos em seis minutos. Pareceu fácil.

Sportschau

O Futuro - É melhor não pormos já as mãos no fogo por este Leverkusen, mas também não podemos ignorá-lo. Os Farmacêuticos parecem no bom caminho para regressar aos tempos dourados da viragem do milénio, através da criação de uma estrutura que clubes como o Wolfsburgo, por exemplo, ainda tentam replicar. Como referimos, a equipa tem de encontrar estabilidade em campo, e isso é da responsabilidade do treinador. O plantel será, até ver, reforçado com a chegada do potente e talentoso Volland, do incansável Baumgartlinger e dos regressos, entre outros, dos promissores da Costa e Öztunali. Rudi Völler parece igualmente determinado em manter as suas maiores pérolas. Se tal acontecer e as lesões deixarem de ser um problema, então considerando a combinação de qualidade, experiência e potencial, estaremos na presença de um dos melhores conjuntos da história do clube. Inclusive ao nível da lendária equipa de 2002, onde pontificavam nomes como Ballack, Lúcio, Zé Roberto, Kirsten, Berbatov ou Bastürk. Até onde este conjunto conseguirá ir, no entanto, é uma pergunta que tem de ser feita a Roger Schmidt.

Sport 1

BORUSSIA MÖNCHENGLADBACH

A Análise - Que época estranha a que se assistiu para os lados do Borussia Park. Os Potros podem ter ficado no quarto posto, apenas a um lugar da brilhante terceira posição de 14/15, mas esta foi uma campanha quase oposta à do ano passado. Cinco derrotas nos cinco primeiro jogos viram Lucien Favre - um dos treinadores mais talentosos dos últimos anos na Bundesliga, agora no Nice - desistir do projecto e André Schubert a ser promovido das reservas. O resultado não poderia ter sido melhor: Schubert ganhou os seus seis primeiros jogos à frente da equipa, e só perdeu ao 11º confronto, já depois de ter imposto a primeira derrota ao Bayern. A segunda volta não se mostrou tão consistente, e esgotado o balão motivacional, a equipa pareceu passar por visíveis dores de crescimento, mas um excelente registo caseiro foi suficiente para garantir a qualificação para o play-off da Champions a uma jornada do fim. Ainda há problemas sérios para resolver, mas depois de um começo desesperante que os atirou para o último lugar durante quatro jornadas, os adeptos do Gladbach ficaram naturalmente deliciados com o desfecho da campanha.

O Treinador - Não vale a pena dizê-lo de outro modo. Mesmo após todo o sucesso que André Schubert foi capaz de trazer, temos sérias dúvidas em relação ao seu real valor. A Bundesliga é uma liga fértil em surpresas, onde muitas vezes a componente psicológica se sobrepõe, temporariamente, às competências técnicas, desvirtuando uma eventual avaliação (vejam-se os casos de Krammny ou Skripnik, por exemplo). As opiniões referentes a Schubert dividem-se entre os próprios adeptos do Gladbach, e até Max Eberl, no último jogo da época, se viu quase ‘obrigado’ a vir a público confirmar a continuidade do técnico. É que apesar de mais certeiro ofensivamente, o Gladbach mostrou uma péssima consistência defensiva, principalmente quando comparada com um passado recente, sofrendo 50 golos, o pior registo dos primeiros onze classificados. É certo que uma linha a três, muitas vezes usada por Schubert, não se trabalha da noite para o dia, mas a formação não explica tudo. A defesa das bolas paradas foi um aspecto particularmente sofrível. Os Fohlen foram, de longe, das piores equipas da liga nesta vertente, mostrando por vezes falhas de marcação e posicionamento quase ao nível das distritais. Além disso, o registo como visitante foi bastante pobre, com a equipa a perder dez dos dezassete jogos disputados. Muita coisa para Schubert reflectir, e pouco tempo para melhorar.

Salzburg

As Figuras - Raffael, o único jogador a par de Mkhitaryan a chegar a duplos dígitos em golos (13) e assistências (10), foi mais uma vez um dos únicos a emprestar o extra-toque de classe e inteligência ofensiva à equipa - fabulosa a elegante capacidade a proteger a bola e perceber os movimentos dos companheiros -, e teve em Stindl (sete golos e oito assistências) um fiel escudeiro durante a maior parte do ano. Xhaka finalmente alcançou, na segunda volta, o ‘clique’ pelo qual há muito vínhamos a clamar, e com um registo disciplinar imaculado, tornou-se no capitão de corpo e alma que a equipa precisava. Será uma das maiores perdas de sempre dos Potros. Dahoud, a grande revelação de 15/16, foi ganhando mais e mais confiança ao longo da época, que terminou com cinco golos e oito assistências. Forma com Weigl um dos duplos-pivot mais promissores do futebol mundial para próxima década. Sommer começou a tremer, mas termina o ano, mais uma vez, como um dos melhores nas balizas alemãs. Igualmente, Christensen recuperou de um início de época desastrado para se tornar a melhor unidade no centro da defesa, e Wendt, na esquerda, concluiu aquele que foi o seu melhor ano no Borussia. De resto, houve vários momentos de forma temporária como foram os de Hazard, Traoré e Johnson, mas o mais marcante deles todos foi-nos presenteado por Hahn. Temeu-se o pior depois de Geis lhe ter partido a perna em Outubro, mas o extremo parece ter voltado melhor do que nunca. Schubert colocou-o a ponta-de-lança e Hahn respondeu com uma grande recta final, na qual marcou cinco vezes em quatro jogos.

O Momento - O massacre da BayArena. Antes da visita ao recinto do Leverkusen, Schubert era imbatível. O novo técnico do Gladbach tinha vencido oito dos dez jogos em que comandara a equipa, tendo empatado os outros dois. O regresso à terra não podia ter sido mais doloroso. Chicharito e Kießling foram autênticos diabos à solta perante uns incrédulos Potros, e bem coadjuvados por Kramer, Çalhanoglu e Bellarabi, desmontaram com uns esclarecedores 5-0 uma equipa que até então vinha de força em força. Na Alemanha, foi uma poderosa lembrança de que, afinal, Schubert também era humano.

90 Min

O Futuro - Dois anos seguidos com possibilidade de alcançar os milhões da Champions é algo muito positivo para um clube que concorre contra armas bem mais fortes para chegar ao Top 4 alemão. O Gladbach é, entre as seis melhores equipas do país, aquela que apresenta um orçamento mais baixo, o que também diz muito da capacidade da estrutura para continuamente reinventar o plantel. Xhaka vai para o Emirates, o que significa que Dahoud deverá ficar. Ainda que a segunda seja uma boa notícia, substituir o suíço vai ser o maior desafio de Max Eberl desde que chegou ao Borussia-Park (já se falou em Tielemans, agora fala-se no regresso de Kramer e até em Rode para suprir a vaga). Nordtveit, uma espécie de jack of all trades de Schubert, ruma até Londres mas para jogar no West Ham, sendo que Strobl (Hoffenheim) foi contratado para oferecer algo semelhante. Na defesa, Hinteregger termina o empréstimo, Brouwers regressa ao Roda e a ‘instituição’ Stranzl retirou-se, sendo que apesar de nenhum destes ter sido propriamente influente em 15/16, há que reforçar o sector (Vestergaard é a opção). O ataque precisa igualmente de um upgrade. Mas a maior dúvida continua, quanto a nós, a estar no banco. Há necessidade de perceber se Schubert já deu tudo o que tinha a dar a médio prazo, ou se rapidamente consegue superar as lacunas e evoluir para outro patamar. Se o fizer, o Gladbach tem tudo para relançar nova candidatura ao Top 4.

Sky Sports

SCHALKE 04

A Análise - Gelsenkirchen assistiu a um começo de época fantástico. Cinco vitórias e um empate em sete jogos trouxe ao Schalke um arranque que o clube já não vivia há mais de quatro décadas. Com o tempo, contudo, o êxtase inicial foi-se esfumando e eventualmente deu lugar a uma equipa irregular que, a espaços, pareceu ter atingido o seu limite. A Veltins Arena nunca foi a caverna intimidante que pretendia ser, e não houve nem grande inspiração vinda do banco, nem momentos de forma prolongados no ataque. Apesar das melhorias face a 14/15, o quinto lugar fica curto para um clube que quer continuamente marcar presença no Top 3. Os Mineiros melhoraram o seu registo ofensivo e pioraram defensivamente (neste capítulo, estiveram particularmente mal nas compensações), algo que já era esperado com a chegada de Breitenreiter. Mas mesmo dentro das melhorias ofensivas, a equipa demonstrou problemas visíveis na criação de oportunidades claras de golo. No final, e depois de várias jornadas na sétima posição, o Schalke foi a Sinsheim impor a primeira derrota caseira a Julian Nagelsmann e logo por 4-1, selando o apuramento directo para a Liga Europa. Uma bela prenda de despedida dos jogadores a Breitenreiter e a Horst Heldt, director desportivo que, lavado em lágrimas, disse adeus ao clube. 

O Treinador - André Breitenreiter, que sempre soube não ser a primeira opção para substituir Di Matteo, acabou por dar um passo maior que a perna. Não há dúvidas de que a garra e a vontade com que o Schalke encarou cada partida foi uma lufada de ar fresco comparado com a época anterior, mas em última instância, isso não basta. Havia de facto a curiosidade para ver até que ponto o ex-Paderborn seria capaz de lidar com um clube desta dimensão, e a verdade é que o técnico se mostrou limitado para este nível. Primeiro demorou a perceber que o seu preferencial 4-4-2, naqueles moldes, nunca funcionaria. Depois, e quando se tornou visível que seriam necessários alguns retoques posicionais ao seu novo 4-2-3-1, não foi capaz de o resolver em tempo útil. Curiosamente, na última jornada, Breitenreiter testou uma espécie de 4-1-4-1 com os médios ofensivos e extremos em constantes trocas posicionais, e no qual toda a primeira linha ofensiva mostrou combinações muito interessantes com Huntelaar. Too little, too late, já que o próprio anunciou o seu abandono ainda antes do pontapé de saída. Mas a culpa não foi só de Breitenreiter. Já se sabe que o Schalke é um clube especial, não só pela dimensão que tem, mas principalmente por todo o ruído à volta da instituição. Provavelmente, alguém vindo de um clube pacato como o Paderborn não estaria à espera de um choque tão grande. Não estaria à espera de ter um Tönnies, por exemplo, a ligar-lhe à noite e gritar-lhe ao ouvido depois de uma derrota ou má exibição. Já vai sendo tempo de um técnico em Gelsenkirchen se poder concentrar unicamente na equipa.

Bild

As Figuras - Matip, a caminho de Anfield, é o maior sublinhado de todos os elementos importantes este ano. O camaronês foi peça omnipresente no xadrez azul, sendo a par de Caldirola, um dos dois únicos jogadores de campo a cumprir todos os minutos no campeonato. Atrás de si, Fährmann fez uma das suas melhores épocas, sendo seguramente um dos shot stoppers do ano. Muito positiva a temporada de estreia de Caiçara. Ainda precisa de trabalhar o posicionamento defensivo, mas fez várias vezes a diferença no flanco direito e foi bastante interessante ver a forma como se pareceu identificar com o clube desde cedo (veja-se por exemplo como reagiu à derrota no Revierderby). Geis e Goretzka formaram um talentoso duplo-pivot, embora nem sempre a alto nível principalmente na Rückrunde. Meyer, com laivos de brilhantismo, precisa de ter mais confiança e regularidade nas suas acções. EMCM teve um par de grandes momentos mas foi igualmente inconstante, e Belhanda prometeu muito, mas acabou por desiludir. Di Santo foi um dos flops da época, e apesar de Huntelaar voltar a terminar um campeonato com mais de dez golos, está já longe de ser o ponta-de-lança que o Schalke precisa. Sané acabou por ser o X Factor da Veltins Arena, conforme se esperava, mas ainda não está pronto para carregar a equipa às costas. Infelizmente, muitas vezes foi exactamente isso que lhe exigiram. 

O Momento - Seis minutos de terror. Na 31ª jornada, o Schalke chegava ao intervalo a vencer em casa o Leverkusen por 2-0 depois da sua melhor primeira parte da temporada. A confirmação do triunfo permitiria à equipa relançar de vez a candidatura aos lugares da Champions, e tudo parecia bem encaminhado. Mas os Mineiros deixaram o cérebro no balneário. Um mau momento de Fährmann, aliado a seis minutos diabólicos dos Farmacêuticos, fizeram o resto, e Brandt, Bellarabi e Chicharito deram a volta a um jogo que parecia ganho. Acabou por ser esse, simbolicamente, o prego final no sonho milionário. 

Revier Sport

O Futuro - Respira-se um ar excitante em Gelsenkirchen. Pela primeira vez em muitos anos, abraça-se a nova época com razões para o optimismo que normalmente acompanha os indefectíveis adeptos do Schalke. E a razão tem um nome. Christian Heidel chega à Veltins Arena com a missão de gerir a pasta do futebol e de isolar o plantel do constante barulho à volta do clube. Depois de anos e anos de magia no Mainz, não poderia haver melhor escolha. E até já deu uma amostra disso: só se ouviu falar da contratação de Naldo quando esta estava completamente concluída. Com Horst Heldt, já se andaria provavelmente a falar do brasileiro há semanas. Com Heidel, o anúncio foi feito na página oficial do Schalke sem que o próprio press office de Wolfsburgo soubesse da contratação. Apenas um exemplo da forma como o ex-Mainz quer proteger o clube. De resto, Höger está de saída e um par de jovens promissores (com Avdijaj à cabeça) está de regresso. Mas o mais excitante é o novo treinador. Markus Weinzierl seria, por todas as razões e mais algumas, a escolha óbvia, e Heidel fez questão de o garantir. O estilo do ex-Augsburgo estará para o Schalke como o de Tuchel está para o Dortmund, e pela primeira vez em muitos anos, o clube tem um treinador em quem pode acreditar. Gelsenkirchen assistirá ao início de um novo ciclo em 16/17, e se Tönnies, o eterno presidente do clube, deixar finalmente de se intrometer em aspectos de gestão que não lhe dizem respeito, há motivos para encarar o que aí vem com um largo sorriso.

Ruhr Nachrichten
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AS OUTRAS FACES DO SUCESSO

Ano incrível para uma das grandes cidades do Carnaval alemão. O Mainz conseguiu um sexto lugar que lhe garante, pela primeira vez na história, participação na fase de grupos da Liga Europa. Os Nullfünfer são um exemplo nas exigências do futebol actual do país, conciliando um modelo de gestão adequada com os princípios de Traditionverein (‘clube de tradição’). Já muito falámos de Heidel, e por isso aqui pretendemo-nos focar principalmente em Martin Schmidt. O Mecânico montou uma máquina super-afinada que soube sempre responder à ausência forçada das partes. Bell e Bungert, quando indisponíveis, davam lugar a uns impressionantes Balogun ou Hack. Os problemas físicos de Latza (excelente ano, ainda assim) fizeram com que Frei terminasse a época em grande estilo. E sem Muto, Schmidt trabalhou Córdoba e transformou-o num substituto à altura. O técnico suíço dotou a equipa de um 4-2-3-1 positivo que melhorou todos os registos da temporada anterior, que foi a equipa que mais correu em toda a prova, e que foi a única a arrancar uma vitória no terreno do Bayern. Além dos jogadores já mencionados, é impossível não elogiar Baumgartlinger. O container austríaco, do qual sempre fomos confessos admiradores, foi de uma regularidade tremenda, como sempre, o que desta vez lhe valeu a saída para o Leverkusen. Malli, ainda que com quebras, foi a grande força criativa, e contou com períodos de forma ora de Samperio, ora de De Blasis, ora de Clemens, ora, perto do fim, de Onisiwo. Karius fez a melhor temporada no clube, o que se traduziu numa mudança para Anfield, e Brozinski foi um dos laterais da época. Muitos motivos de regozijo para os adeptos do Mainz este ano, mas a próxima temporada é encarada com apreensão. Várias estrelas vão sair, e pela primeira vez em 24 anos não haverá Heidel para encontrar alternativas dentro do limitado orçamento do clube. Rouven Schöder, ex-Bremen, é o senhor que se segue para dar continuidade ao que de bom se tem feito nos Nullfünfer, e dificilmente poderia chegar com um maior peso nos ombros. 2016 marca uma nova e incerta era para o FSV.

Capital Deporte

Se nos dissessem, no início da temporada, que o Hertha iria terminar em sétimo lugar, teríamos sugerido uma avaliação psicológica. No entanto, para choque de muitos, os homens de Berlim passaram mais de meia época em lugares de Champions. E como a última impressão costuma ser a mais visceral, depois de uma péssima segunda volta, a sensação que fica é de uma equipa que podia ter feito muito mais do que ‘apenas’ o direito a disputar a Liga Europa. A derrocada por 5-0 em casa do Gladbach, à 28ª jornada, marcou o início do fim de um sonho maior, e a partir daí, nunca mais a formação da capital venceu. Apenas dois pontos dos últimos 21 em disputa deixam uma sensação estranha no seio de um grupo que começou o ano com objectivos bem mais modestos. E é precisamente nisso que nos temos de concentrar. O que o Hertha fez nesta edição do campeonato foi a todos os níveis admirável. A eficácia quase absurda que os homens de Dárdai mostraram ao longo da campanha - foram das equipas que menos ocasiões criaram, e a que menos rematou - foi talvez o dado mais revelador da forma como o Hertha alcançou este feito. Os golos de Kalou e Ibišević foram fundamentais, mas o motor Darida foi o nome de maior registo em Berlim. Na defesa, além de um surpreendente Jarstein, fantástica a temporada do menino Weiser. No corredor oposto, Plattenhardt foi a outra locomotiva, e Brooks revelou-se, em muitos jogos, uma formidável barreira (a equipa ressentiu-se claramente das suas lesões). Nota ainda para a inteligência de Haraguchi, o melhor jogador do Hertha com a bola nos pés, e um deleite de ver jogar quando está confiante. O desfecho do próximo ano dependerá muito da capacidade da estrutura da capital em conseguir segurar as suas maiores estrelas. A questão em torno do Olympiastadion (o Hertha terá de pagar, a partir de 16/17, o dobro da renda do que pagava até aqui) poderá finalmente levar o clube de Berlim a construir o seu próprio recinto, o que seria, naturalmente, um aspecto importante no orçamento para a temporada que se avizinha.

Bundesliga

Dizemo-lo com todas as letras, para que não haja dúvida: o Darmstadt alcançou um dos maiores feitos de sempre do futebol alemão. A par, por exemplo, do famoso título do Kaiserslautern em 98. Este não foi apenas um clube que subiu e se conseguiu manter. Este era um clube que, para todos os efeitos, estava na 4ª divisão há três anos. Que não acompanhou as exigências que as suas subidas consecutivas exigiam, quer em termos financeiros, quer de plantel, quer de infra-estruturas. Que ostenta, de longe, o mais baixo orçamento da Bundesliga, a equipa mais barata, e o estádio mais velho (que inclusive colocou em risco a obtenção de uma licença para a próxima temporada). Não era ‘suposto’ o Darmstadt estar na Bundesliga, quanto mais conseguir ficar lá. Dirk Schuster, um herói entre heróis, montou uma estratégia aparentemente básica, mas que se revestiu de uma eficácia que o futebol alemão raramente havia visto. O Darmstadt é um caso de estudo. É a equipa que menos rematou à baliza, das que menos oportunidades criou, e a que menos posse de bola teve. E no entanto, foi a quarta melhor fora de portas. A fórmula usada pelos Lírios foi tão simples quanto letal: bloco baixo e compacto, liderado por um incrível Sulu; forte sentido colectivo no momento da recuperação; lançamentos rápidos e longos para a corrida de Heller que, juntamente com Gondorf e Wagner, formava a Santíssima Trindade que definia quase todos os movimentos ofensivos; e um aproveitamento invulgar das bolas paradas, frequentemente envolvendo Rausch e Sulu (foi ele, com sete golos, o defesa mais goleador das principais ligas europeias). No geral, estão aqui os principais artífices de uma fórmula humilde, mas que Schuster detalhou ao mais ínfimo pormenor para esta equipa. O que nos leva a crer que, no contexto mais exigente do Augsburgo, o técnico poderá voltar a mostrar competência. Quanto ao Darmstadt, a saída de pilares como Mathenia, Caldirola, Gondorf, Heller, Rausch, Wagner e claro, Schuster, coloca demasiados pontos de interrogação para 16/17. Mas para já ainda não se parou de festejar na pequena cidade do Sul de Hesse. E porque não? O mundo é deles.

Dieburger Anzeiger

Embora algo semelhante ao feito do Darmstadt, o 11º lugar do Ingolstadt acaba por ser, de certa forma, um reflexo de um clube já muito bem estabelecido, com infra-estruturas de topo para as exigências, um orçamento superior e uma capacidade financeira alicerçada. Mas a naturalidade atempada com que os Schanzer garantiram a permanência, no seu ano de estreia na Bundesliga, merece todos os louros. Percebendo as exigências do novo ambiente, Ralph Hasenhüttl - agora a caminho do Leipzig - adaptou aspectos na sua filosofia para fazer face ao panorama. A equipa deixou de ser tão vertiginosa na frente (segundo pior ataque), mas ganhou um consistência defensiva que se revelou fundamental (pertence ao grupo que forma a quarta melhor defesa da prova). E é precisamente no sector defensivo que se encontra a maior parte dos obreiros deste feito. Além do importante papel de Özcan, principalmente na primeira volta, Marvin Matip e Benjamin Hübner (de saída para o Hoffenheim) formaram uma das duplas mais sólidas da liga. Levels e da Costa, na direita, e Suttner e Bauer, na esquerda, estiveram perto do nível dos centrais. Roger, um médio com uma capacidade invulgar para proteger a bola, foi um tampão formidável e parte integrante do sucesso. Mais à frente, os golos de Hartmann foram fundamentais ao longo da campanha. Mas nenhum brilhou como Pascal Groß. O alemão foi a força criativa do grupo, com a sua invenção de jogo ofensivo e soberba capacidade de último passe e de cruzamento. Não houve, em toda a competição, nenhuma equipa a depender tanto de um jogador como o Ingolstadt dependeu de Groß. O grande desafio em 16/17 será, agora, continuar o caminho com Markus Kauczinski. O novo técnico não conheceu, ainda, outra realidade que não a do Karlsruher, onde desenvolveu um trabalho muito interessante e apresentou uma filosofia de jogo próxima da que Hasenhüttl mostrou este ano. Um bom prenúncio para um clube que se prepara para o malfadado síndrome da segunda época.

B.Z. Berlin

E por falar em síndrome da segunda época, que dizer deste Colónia? Os Effzeh resistiram à tão habitual queda dos recém-promovidos no seu segundo ano de Bundesliga, e alcançaram o nono lugar com uma tranquilidade impressionante. Os homens de Peter Stöger - um austríaco nascido para este clube - foram em muitos aspectos uma cópia de 14/15, primando mais pela solidez defensiva do que pela atração atacante, e chegando novamente à marca máxima de treze empates. Esta foi uma campanha em que os Billy Goats nunca se viram abaixo do 12º posto, o que demonstra a aparente facilidade com que a manutenção, afinal o grande objectivo do clube, foi atingida. E mesmo que os registos atacantes tenham voltado a não encantar, este ano assistiu-se a um volume ofensivo mais visível que transformou os jogos no Müngersdorfer mais interessantes para o adepto comum. No entanto, sem os quinze golos de Modeste, ele que foi, muitas vezes, o acto final das diabruras de Risse, Bittencourt e Gerhardt (já assegurado pelo Wolfsburgo), nada nesta caminhada teria sido igual. Na baliza, Horn voltou a ser grande, e Hector, quer na lateral esquerda, quer no duplo-pivot, demonstrou a sua imensa qualidade pelo segundo ano consecutivo na Bundesliga. Destaque ainda para a forma competente como Heintz, um dos bons jovens centrais alemães, correspondeu à exigência de um escalão superior. Apesar de longe dos anos dourados do passado, o Colónia começa a mostrar um crescimento sustentado entre os principais emblemas do país.

Geissblog

À primeira vista, colocar uma equipa que desceu do 5º para o 12º lugar entre as histórias de sucesso parece uma decisão idiota. Mas o Augsburgo conseguiu algo digno de admiração. Num campeonato tão volátil quanto a Bundesliga, lides europeias muitas vezes significam, para um clube pequeno com um plantel limitado, uma forte possibilidade de despromoção. Pela primeira vez na história, o pequeno Augsburgo mostrou-se ao resto do continente, onde só foi superado na fase a eliminar pelo Liverpool. Com um onze modesto e carente de segundas linhas, a Bundesliga foi uma prova complicada durante a fase de grupos da UEFA, mas a partir daí, e com um excelente registo fora de portas, Weinzierl soube revitalizar um grupo cansado e relançá-lo na luta pela permanência. O maior problema da época para os Fuggerstädter foi, tal como antevimos, a ausência de um ponta-de-lança de qualidade. Em Janeiro, a chegada de Finnbogason resolveu o problema, com os sete golos do islandês a revelarem-se fundamentais durante a campanha. Mas houve mais luzes no estrelato da equipa. Caiuby terá sido a mais brilhante. O extremo brasileiro foi o elemento mais do ponto de vista ofensivo, e a sua evolução, principalmente ao nível da decisão e do jogo de cabeça, foi parte integrante do sucesso. Hitz foi um dos melhores keepers no país, com defesas formidáveis que garantiram vários pontos. Klavan foi um guerreiro no centro da defesa, Baier voltou a ser o barómetro da equipa e Koo, um sul-coreano discreto mas muito inteligente, formou um dupla muito interessante com Caiuby. Este ano, também no Augsburgo se assiste ao fim de um ciclo, com Weinzierl a sair para Gelsenkirchen e Dirk Schuster a chegar de Darmstadt. Dois técnicos com conceitos de jogo aparentemente diferentes, e dizemos ‘aparentemente’ porque ainda não é possível concluir como será Schuster fora dos modestíssimos Lírios. Mas esta parece, ainda assim, uma escolha sensata, algo a que Stefan Reuter já nos habituou.

Augsburger Allgemeine
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DA MEDIANIA À MEDIOCRIDADE

Num ano normal, um clube com o orçamento, o plantel, a estrutura e as ambições do Hoffenheim estaria por esta altura a lamber as feridas de um deprimente 15º lugar. Mas este foi tudo menos um ano normal em Sinsheim. Sem a grande estrela Firmino, os Kraichauger passaram mais de metade das jornadas em zona de despromoção, e chegaram a viver momentos de verdadeiro desespero, com o banco a ver nada menos que três caras diferentes. Gisdol foi despedido quando já não tinha mão na equipa, Stevens saiu em Fevereiro por questões de saúde, e sem melhorar a situação, e Nagelsmann, de 28 anos, entrou em cena mais cedo do que o previsto. Foi esta decisão, aparentemente provida de risco até ao pescoço, que se tornou no momento definidor da época. O mais jovem treinador de sempre na Bundesliga correspondeu a todas as expectativas que tínhamos para ele, e transformou uma moribunda equipa numa unidade desconcertante que chegava a atacar como se não houvesse amanhã, o que, naturalmente, teve de ser trabalhado até final do ano por forma a compensar os desequilíbrios defensivos. Mas os números não mentem. Com Nagelsmann, em menos jogos, o Hoffenheim alcançou mais do triplo das vitórias e marcou mais golos que ambos os seus antecessores juntos. O treinador injectou sangue novo em elementos como Bičakčić, Uth e Volland, soube retirar o melhor de jovens pérolas como Süle, Toljan (potencial claro para ser o futuro lateral esquerdo da Mannschaft) e, principalmente, Amiri, e aproveitar o talento ofensivo de Kramarić, agora pertença efectiva do clube. Além destes, nota individual também para Baumann, que esteve irreconhecível - no bom sentido - comparativamente à época passada. Para o Hoffenheim, este foi um ano que começou mal mas que, e apesar de um humilde 15º lugar, terminou a deixar excelentes indicações para um futuro próximo. Mesmo que, depois de Firmino, seja a vez de Volland abandonar o barco. Já não parece haver grandes dúvidas que Nagelsmann é um dos maiores talentos da geração futura dos bancos europeus, e agora que já todos o conhecem, a sossegada cidade de Sinsheim não voltará a ser a mesma enquanto ele por lá permanecer.

Bild

Temporada estranhamente tranquila em Hamburgo, dentro e fora de campo. Após duas épocas aflitivas, os Dinossauros selaram a manutenção com relativa facilidade e acabaram o ano num décimo posto, bem acima da maioria das previsões. Depois de Thorsten Fink, Bruno Labbadia foi o único treinador do HSV a começar e terminar a época desde 2009, e pelo caminho, melhorou quase todos os registos do ano passado, principalmente os golos marcados e o percurso fora do Volksparkstadion. Ainda assim, convém olharmos para além da classificação e perceber que o décimo lugar ficou a uns míseros três pontos do 14º. Tal como dissemos na nossa antevisão, Labbadia é competente sem estar acima da média, e como tal, a média é exactamente o que os adeptos do Hamburgo podem esperar enquanto o homem do leme for este. Num ano em que os avançados decidiram fazer gazeta - os oito golos de Lasogga foram importantes mas o alemão fez uma Rückrunde deprimente -, foi Nicolai Müller assumir as despesas ofensivas, tanto em termos de números - nove golos e cinco assistências - como de rendimento qualitativo. No entanto, o elemento mais cintilante foi Holtby. O maior feito de Labbadia desde a sua chegada, que adaptou o #10 a holding midfielder, beneficiando da sua tremenda regularidade na posição. O ex-Schalke combinou acerto defensivo com uma qualidade de passe assinalável para se tornar num dos melhores médios-centro desta edição. Ekdal, apesar das lesões, mostrou rasgos da influência que pode vir a ter, e é importante referir Gideon Jung, um jovem com um raio de acção muito interessante e movimentos à Pogba (precisaria talvez de outro tipo treinador para potenciar o seu talento e melhorar a regularidade). Klaus-Michael Kuhne, o mais generoso adepto dos Dinossauros, já garantiu novo investimento de 50M, mas o mais interessante é que, a julgar pelos esforços recentes, a direcção parece mesmo pretender enveredar por um rumo mais sóbrio e adequado à realidade actual do clube. Para já, as contratações de Mathenia e Bobby Wood parecem feitas à medida de algumas das mais urgentes necessidades do plantel.

Bundesliga

Na nossa antevisão do Bremen, não conseguimos entrar na Skripnik bandwagon que a maior parte parecia adoptar, e manifestámos as nossas dúvidas quanto ao real talento do treinador. Pois bem, uma época depois, e o campeão de 2004 esteve muito próximo da descida. No final, uma vitória no Weserstadion na última jornada frente ao Frankfurt, com um golo de Djilobodji a dois minutos do fim, fez com que a equipa terminasse no 13º lugar. A Wonderwall estourou nos speakers, a invasão de campo foi total e as emoções soltaram-se como há muito não se via na cidade. Para o sucesso final muito contribuiu uma segunda volta respeitável, durante a qual só Dortmund e Bayern marcaram mais golos. Mas o problema deste treinador nunca foi o ataque, que até está entre os melhores da liga. Skripnik, pura e simplesmente, não sabe pôr uma equipa a defender. Depois de no ano passado ter sido a defesa mais batida da prova com 65 golos, este ano o Bremen foi, com o mesmo registo, a segunda pior, mantendo a baliza a zero apenas nos últimos dois jogos. Algo ainda mais bizarro se considerarmos que a equipa teve, na segunda volta, uma das melhores duplas de centrais da Bundesliga em termos individuais, além de um par de laterais competentes e o capitão Fritz à frente da defesa, um guerreiro com um coração enorme e tacticamente muito astuto. O rendimento ridículo de Wiedwald na baliza não explica tudo. Colectivamente, Skripnik não foi capaz de melhorar os processos de transição defensiva, organização em bloco baixo e defesa de bolas paradas, e já teve mais do que tempo para o fazer. Thomas Eichin, director desportivo, quis despedir o técnico depois da derrota contra o Augsurgo, mas a direcção decidiu, no final da época, despedi-lo a ele em vez disso. O tempo dirá se esta foi uma boa decisão, mas quando a poeira assentar, os responsáveis do clube têm de fazer uma introspecção e perceber que, muito mais do que a competência de Skripnik, foram os golos de Pizarro, as assistências de Junuzović e a grande recta final de Bartels que os mantiveram na Bundesliga. Destaque ainda para o austríaco Grillitsch, um jovem médio com bela técnica e grande potencial, que provavelmente teria dado mais nas vistas em outras mãos.

Sportschau

Uma das maiores desilusões da temporada. O Wofsburgo deu um passo atrás em relação ao progresso que havia feito nos últimos dois anos e terminou a época num penoso oitavo lugar, fora de qualquer ambição europeia. É certo que a presença dos Lobos nos quartos da Champions foi um ponto alto na história do clube, mas tal não esconde a fraca campanha interna, que teve o grande calcanhar de Aquiles fora da Volkswagen Arena - o Wolfsburgo foi a segunda pior equipa a jogar fora. No centro do descalabro, contudo, mora um fantasma. Kevin De Bruyne saiu, e com ele, desapareceu a ‘competência’ de Dieter Hecking. Draxler, com todo o seu talento, nunca poderia ser visto como alguém semelhante (não consegue dominar o jogo da mesma forma), e além disso, as lesões fizeram com que voltasse a não cumprir uma época completa. Nestas condicionantes, as limitações de Hecking vieram à tona, com a equipa a passar por períodos instáveis de futebol dolorosamente mau. O facto de Gustavo ter perdido parte da campanha também não ajudou, mas mesmo quando esteve em campo, o brasileiro foi uma sombra de um passado recente, à semelhança, de resto, de colegas como Rodríguez, Vieirinha, Guilavogui, Caligiuri e Bas Dost. Kruse, assombrado por questões extra-futebol, esteve igualmente longe do impacto pretendido. No reverso da medalha, Arnold foi a melhor e mais consistente unidade, Casteels mostrou-se claramente superior a Benaglio, Bruno Henrique uma agradável surpresa, e até Schürrle, embora apresentando um péssimo rendimento na primeira volta, se foi lembrando de como se fazem golos, terminando como o melhor marcador da equipa. Uma facção ligada ao clube pede, agora, que o próximo ano seja de renovação, isto no meio da redução de investimento por parte da Volkswagen. Klaus Allofs tem estado activo no mercado e a chegada de jogadores como Didavi, Gerhardt e, principalmente, Brekalo e Oshimen (juntar-se-ão a Azzaoui), aliado à saída do veterano Naldo, indicia de facto uma preocupação com o futuro. Mas se realmente os responsáveis do clube querem dar um passo em frente, então a permanência de Dieter Hecking, mais do que o plantel em si, terá de ser criteriosamente analisada.

Kicker

No fio da navalha, assim viveu o Eintracht Frankfurt durante a maior parte da temporada. A saída de Thomas Schaaf no final de 14/15 foi a primeira grande facada auto-infligida. O regresso de Armin Veh, a segunda. As Águias nunca se encontraram verdadeiramente sob o seu comando, e quando se começaram a enterrar na tabela, o clube não teve outra solução que não tentar algo diferente. Niko Kovač, que conhece os relvados alemães como poucos, foi o escolhido para salvar um clube de uma queda que chegou a parecer irreversível. A custo, o croata melhorou o futebol da equipa, e depois de um play-off sofrido contra o Nuremberga, onde o jovem Gaćinović brilhou bem mais alto que todos os outros, lá garantiu mais uma época de Bundesliga. O Eintracht terminou o ano como a pior equipa a jogar fora e um dos piores ataques. No final, Kovač teve o mérito de pegar numa equipa em situação tremendamente periclitante e cumprir a missão que lhe fora destinada. Menção maior para Marco Russ. O capitão foi, no seu estilo uncompromising, a peça defensiva mais importante do xadrez das Águias ao longo do ano, ainda que tenha terminado a época de forma surreal (em três dias, é acusado de doping, descobre que afinal tem um tumor no cérebro, e marca um auto-golo frente ao Nuremberga que só foi 'cancelado' na segunda mão). Alex ‘Fußball Gott’ Meier, o melhor marcador da Bundesliga no ano passado, lesionou-se na segunda volta e deixou os adeptos a suspirar por golos que não pareciam vir de mais lado nenhum (Seferović viu a sua auto-confiança seriamente prejudicada pelas bocas de Veh). Stendera - lesionou-se na segunda mão do play-off e vai ficar parado seis meses - fez uma grande Hinrunde mas foi perdendo gás, altura em que o veterano Huszti, regressado da China, emprestou o seu talento com a bola nos pés e assumiu o meio-campo. Reinartz, que tinha começado o ano em grande, desapareceu devido às insistentes lesões que o levaram, aos 27 anos, a terminar a carreira. Em suma, uma época bastante triste num um clube que quer mais. E que para o conseguir, já contratou Fredi Bobic como director-desportivo, um homem ultimamente mais conhecido pelas duras críticas à política de gestão do Estugarda, desde que o clube o despediu, do que propriamente pela competência na gestão de um clube.

Focus
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OS CONDENADOS E OS PROMOVIDOS

Pela primeira vez em 41 anos, o Estugarda não irá fazer parte da Bundesliga. Depois do despedimento de Zorniger e de um arranque fantástico de Kramny, os campeões de 2007 partiram para uma segunda volta abismal que culminou no 17º lugar. Os números revelam o horror do panorama: uma vitória nos últimos treze jogos; 75 golos sofridos, o recorde da Bundesliga neste século; e sete auto-golos, um recorde absoluto na prova. Ninguém pode esperar ficar entre a elite depois disto. E naturalmente, toda esta conjuntura foi afectando o plantel. Didavi, o mais influente, teve uma quebra notória, Kostić apenas a espaços mostrou o incrível talento que tem, Tytoń foi um dos piores redes da época, Werner e Baumgartl regrediram, e com Ginczek lesionado, não houve um homem-golo. Rupp foi, entre todos, o único que que se destacou regularmente. A machadada final chegou na penúltima jornada, com uma derrota caseira frente ao Mainz que provocou uma rara invasão de campo negativa. Großkreutz, a chorar na flash interview, foi uma das imagens do ano. No final, Kramny foi recambiado para as reservas e o presidente Bernd Wahler demitiu-se, mas outro dos principais culpados não teve a mesma decência, sendo ao invés ‘convidado’ a sair. Dito de forma clara: Robin Dutt é mau. Aliás, Robin Dutt é péssimo, e já é tempo de deixar de andar a viver à custa de uma excelente meia época conseguida em Friburgo há cinco anos. Dutt tentou vários cargos na Bundesliga e provou não ser competente em nenhum deles. Para bem da competição, esperemos que ninguém lhe volte a dar emprego tão cedo. Veremos quantos jogadores conseguirá o Estugarda segurar, mas há estrutura financeira e matéria-prima para rapidamente voltar a um lugar que lhe pertence. Jos Luhukay, uma espécie de Vítor Oliveira alemão, foi o escolhido para voltar a promover o clube. Uma escolha sensata para o futuro imediato, mas um périplo pela segunda divisão seria o momento ideal para o clube preparar um projecto a longo prazo que o devolva à glória de um passado não muito distante. Não é com Luhukay que o irão conseguir.

Südkurier

Há vários problemas no Hannover, que aliás começam por cima, e Frontzeck não era o homem certo para evitar a descida de nenhum clube. Thomas Schaaf, o seu substituto, rapidamente se apercebeu do buraco onde se tinha metido, e devido à forte personalidade de ambos, as cabeçadas entre ele e Martin Kind seriam uma questão de tempo. Foram-no, de facto. O Hannover foi agudizando a crise e passou toda a segunda volta na última posição, isto apesar de até ter sido um dos clubes que melhor se reforçou em Janeiro. Com o pior ataque da liga, uma das piores defesas, e uma qualidade de jogo dantesca especialmente sob a alçada de Frontzeck, a queda sempre pareceu inevitável. Pela primeira vez em catorze anos o Hannover cai, e considerando os problemas internos do clube, bem como o facto de, aliado a Zieler (que escolheu o Leicester), jogadores como o muro Sané ou o virtuoso Kiyotake estarem também, seguramente, de saída, a recuperação imediata está longe de ser um dado adquirido. No entanto, nem tudo é negro. A seis jornadas do fim, entrou em cena Daniel Stendel, técnico dos Sub-19, com a missão de terminar a época a tentar recuperar a dignidade da equipa. Fê-lo com distinção, ao ponto de lhe terem dado o banco principal de forma definitiva. Nos últimos seis jogos, o Hannover marcou sempre, jogou melhor do que em toda a época, e só perdeu diante de Schalke e Bayern. Mais do que isso, com Stendel surgiu um grupo de jovens muito interessantes que, com paciência, se podem tornar parte fundamental da nova identidade que este clube tanto necessita. A começar por Sarenren-Bazee, um desconcertante extremo com técnica, grande velocidade e um enorme futuro que não pode ser desaproveitado. Anton, outro talento que se afirmou nos últimos jogos, é um médio defensivo suficientemente versátil para jogar a central, apresentando uma inteligência posicional e capacidade para ler o jogo invulgar para os seus 19 anos. Se a estes juntarmos as promessas Königsmann, Arkenberg e Dierßen (Feierabend seria outro a ter em conta mas um trágico acidente de viação tirou-lhe a vida em Maio), o já mais estabelecido Karaman, e os talentosos Fossum e Bech, facilmente se conclui que a equipa tem uma base promissora que Kind deveria tentar segurar a todo o custo. Se o conseguir, o Hannover pode reaparecer na Bundesliga de cara lavada, mesmo que não o faça imediatamente.

Augsburger Allgemeine

Christian Streich, sentimos a tua falta! O carismático treinador foi o principal artífice da imaculada campanha do Friburgo, que nunca pareceu em risco de não regressar à Bundesliga já este ano. Os Brasileiros selaram rapidamente a subida à elite, e nos últimos jogos garantiram o título de campeão da segunda divisão com alguma naturalidade. Como era de esperar, a equipa voltou a mostrar um 4-4-2 alegre e ofensivo, chegando ao fim com o melhor ataque da competição. Para isso, muito contribuíram os golos do inevitável Petersen, a consistência de um formidável Max Phillip, e principalmente, a qualidade de Vincenzo Grifo. Por esta altura, os adeptos do Hoffenheim estarão com os cabelos em pé por terem deixado esta pérola sair por 1M. O ‘Beckham da Floresta Negra’ teve um ano fenomenal, e os seus catorze golos e quinze assistências formam parte das razões pelas quais foi ele, com alguma margem, o melhor jogador do campeonato. Fantástico no passe, nas bolas paradas e na forma como usa a sua apurada técnica nas diagonais, Grifo dará com certeza muito que falar para o ano, quando espalhar a sua classe pelos principais relvados alemães. De resto, voltaremos a ver caras familiares como Kempf, Günter, Höhn, Höfler e Frantz. Foram eles, juntamente com Schwolow e Abrashi, as principais figuras na subida desde cedo anunciada de um clube que faz sempre falta à Bundesliga. 

Sportschau

Sete anos depois da sua criação, o Leipzig chega finalmente à elite, e com ele, surge o novo clube mais odiado da primeira divisão. O conflito entre aqueles ligados ao RB e os puristas do futebol alemão é por demais conhecido, e irá com certeza acrescentar ao campeonato uma dimensão extra, semelhante ao que o Hoffenheim, num passado recente, acrescentou. A oposição ao ‘projecto plástico’ da Red Bull é imensa, e é algo sobre o qual nos iremos debruçar detalhadamente em breve, mas em termos de futebol jogado, o Leipzig chega à primeira divisão com todo o mérito. A equipa de Ralf Rangnik praticou, muito provavelmente, o futebol mais apelativo de toda a prova, e a sua promoção nunca esteve verdadeiramente em risco. Forsberg, a principal figura este ano, foi o expoente máximo da criatividade e inteligência ofensiva que a equipa foi capaz de apresentar, e será uma das novas figuras da Bundesliga em 15/16. Selke e Poulsen, dependendo dos momentos da época, dividiram entre si as despesas na frente (Rangnik desde cedo abandonou o 4-4-2 com que começou o ano), e o austríaco Sabitzer, outro nome a decorar, foi igualmente importante ao longo de toda a temporada, tal como a dupla Orban / Compper no coração da defesa que se sagrou a melhor da prova. No seu ano de estreia, o Leipzig chega à Bundesliga com um orçamento que só está ao alcance das duas melhores equipas alemãs. Hasenhüttl será o líder no banco, com Rangink a regressar à sua posição preferida de director desportivo, e com uma equipa jovem que já é de primeira, juntamente com o dinheiro, a estrutura e a competência que tem pautado o clube da Red Bull, o sonho de alcançar a Champions num prazo de três anos parece tudo menos descabido.

Stern
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AS TRANSFERÊNCIAS

Aqui tratamos daquelas que foram, no nosso entender, as melhores e as piores contratações da época na Bundesliga. Sendo que haveriam outros nomes passíveis de figurar nesta secção, a lista foi elaborada principalmente com base nos critérios de custo da transferência e no binómio rendimento esperado / rendimento real.


TOP 10

10 - Douglas Costa, Bayern Munique, 30M

Do futebol ucraniano à Bundesliga vai um grande passo. Que Costa tinha talento, já toda a gente sabia. A questão era saber quanto tempo iria o extremo brasileiro necessitar para se adaptar a uma realidade tão diferente. Mas a integração foi quase imediata. Costa era a peça que faltava a este Bayern nas alas bávaras, que tão castigadas têm vindo a ser com as lesões de Robben e Ribéry. O ex-Shakhtar começou a brilhar desde o arranque da prova, quer na esquerda com a sua velocidade estonteante e cruzamentos de linha, quer na direita com diagonais à procura da cabeça de um colega ou de um remate venenoso. Na ala direita, aliás, o Bayern não podia ter contratado um jogador mais à Robben que este. Termina o ano com quatro golos, nove assistências, como o segundo jogador com mais dribles na prova (apenas suplantado por Coman) e com mais cruzamentos da equipa. Justificou plenamente o preço, e dificilmente se poderia pedir melhor em ano de estreia.


9 - Javier Hernández, Bayer Leverkusen, 12M

Calou os cépticos, e não eram poucos. Depois de fracassos em Inglaterra e Espanha, Chicharito chegou à Alemanha com tudo a provar, e apesar de um começo algo titubeante, rapidamente pôs mãos à obra. O mexicano foi o quarto melhor marcador da Bundesliga, com 17 golos em 28 jogos - aos quais juntou ainda um par de assistências -, e mais do que isso, foi o parceiro pelo qual um cada vez mais lento Kießling vinha suspirando. Claramente, o Bayer de Roger Schmidt foi feito para este Chicharito, e vice-versa. Na retina, fica o sensacional hat-trick com que ajudou a destruir o Gladbach de André Schubert, no final da primeira volta. E aliado ao rendimento no campo, o avançado trouxe consigo uma legião de ávidos fãs mexicanos que garantiram à Bundesliga uma visibilidade no continente americano que esta nunca tinha tido. É ele o avançado que, há um ano, tínhamos dito faltar ao plantel dos Farmacêuticos.


8 - Lukas Rupp, Estugarda, Free transfer

Não é um nome óbvio, mas Rupp merece inteiramente a presença nesta lista. Vindo de uma sólida época no despromovido Paderborn, o todo-o-terreno alemão subiu ainda mais de nível esta temporada, e surpreendeu tudo e todos ao tornar-se no mais influente jogador na deprimente época dos Schwaben. Pedido expresso de Zorniger, Rupp não começou a época como indiscutível, mas a capacidade de luta e espírito incansável do box-to-box não demoraram muito a garantir-lhe o selo de imprescindível. Cinco golos e quatro assistências são o pecúlio do médio alemão, mas o seu ano fica mais vincado pela forma superior com que acrescentou qualidade defensiva e ofensiva em igual medida no onze da equipa. Ainda não é certo que continue com o clube na segunda divisão, mas a ‘custo zero’, o Estugarda não se pode queixar de nenhum desfecho.


7 - Jonathan Tah, Bayer Leverkusen, 7.5M

Fantástica a temporada do central na BayArena. Depois de uma época em que se viu preterido no Hamburgo, o jovem alemão aproveitou da melhor forma a oportunidade que o Düsseldorf lhe deu, e um excelente ano na segunda divisão, aliado ao potencial que todos lhe reconheciam, foi suficiente para Roger Schmidt lhe dar uma oportunidade. Tah superou as melhores expectativas neste primeiro ano. O protótipo de central moderno - alto, forte, rápido e confortável com a bola nos pés -, formou com Toprak uma dupla incrível, e quando não teve o turco a seu lado, foi uma das principais razões para a equipa ter passado por uma série de cinco jogos sem sofrer golos. Mais impressionante foi assistir à evolução gradual dos índices de concentração do jogador, atributo que até aqui era a pior pecha do seu jogo. É o grande futuro da Mannschaft na posição, e poderia facilmente encaixar em qualquer onze do ano na Bundesliga.


6 - Anthony Modeste, Colónia, 4,5M

No início da temporada, o Colónia tinha um problema. A saída do goleador Ujah revestia-se como um bicho de sete cabeças para uma equipa com um orçamento limitado e com grandes dificuldades em encontrar as redes adversárias. Modeste chegou rotulado de substituto, mas o discreto ano no Hoffenheim causou muitas dúvidas aos já de si tradicionalmente pessimistas adeptos Effzeh. Dúvidas que o francês começou, num ápice, a dissipar. Modeste superou facilmente o registo de Ujah no ano anterior e termina o ano como o quinto melhor marcador da prova. Reconhecemos atempadamente o casamento perfeito entre ele e o Colónia, e o avançado continuou a pautar-se como um dos mais importantes jogadores de Peter Stöger ao longo da época. Afinal, foi em grande parte devido aos seus quinze golos que a permanência dos Billy Goats foi de uma tranquilidade surpreendente. Nada mau por 4.5M.


5 - Vladimir Darida, Hertha Berlim, 3.5M

Nunca escondemos a nossa admiração pelo ex-Friburgo, chegando mesmo a colocá-lo no 11 da primeira volta. À semelhança de todos os jogadores do Hertha, também Darida baixou um pouco o rendimento ao longo da segunda metade, mas continuou a ser, claramente, um dos mais influentes da equipa de Pál Dárdai. Pela segunda vez consecutiva, o médio de 25 anos foi o jogador que mais correu na Bundesliga, dado ao qual junta cinco golos e duas assistências. Mas a esmagadora maioria da influência de Darida vem daquilo que os números ainda não mostram. A forma como corre, pensa o jogo e abre espaços para os colegas com as suas movimentações sem bola é fenomenal, e foi um dos aspectos mais importantes no futebol de Berlim este ano. O Hertha não teria chegado à Europa sem ele. Por este preço, o checo foi um autêntico achado.


4 - Claudio Pizarro, Werder Bremen, Free transfer

Quem acompanha os media e forums futebolísticos alemães sabe bem do peso que Pizarro tem no país. O Imperador foi, a par de Wagner e Meier, um dos três deuses de 15/16 para os adeptos fora dos holofotes, embora a sua influência há muito se faça notar na Bundesliga. Dispensado pelo Bayern depois de uma época em que quase não jogou, o veterano avançado foi recebido de braços abertos, já depois do fecho do mercado, por um Bremen que nunca esqueceu as suas heróicas passagens pelo clube. E à terceira vinda, o peruano voltou a fazer das suas. Depois de uma Hinrunde passada a lutar para readquirir forma, Pizarro partiu para uma segunda volta incrível, durante a qual marcou doze dos catorze golos com que encerrou a prova. Os seus tiros foram mantendo o Bremen à tona, e aos 37 anos, valeram-lhe a renovação por mais uma época. Uma das grandes histórias da Bundesliga este ano, a quem Pizarro já tanto deu.


3 - Sandro Wagner, Darmstadt, Free transfer

Se a história de Pizarro capturou a imaginação dos adeptos, que dizer da do ‘Peter Crouch alemão’? Este sim, é um conto que se explica melhor com números. Antes deste ano, o registo de Wagner na Bundesliga resumia-se a 85 jogos, espalhados por quatro clubes, e sete golos. Por outras palavras, um golo a cada doze jogos. Este ano, no Darmstadt, Wagner marcou 14 em 32 partidas. Basicamente, nos Lírios, só precisou de pouco mais de dois jogos para meter uma lá dentro. Uma história perfeitamente bizarra de um jogador por quem o clube chegou a recusar 10M do Villa em Janeiro. E em boa hora o fez, já que, com dez golos, o alemão de 28 anos foi absolutamente instrumental na segunda volta da equipa. Lord Wagner tornou-se num ídolo entre ídolos, e o Hertha ainda estará para perceber que raio aconteceu a um avançado que, em Berlim, precisava de vinte jogos para marcar. Para desespero dos Lírios, Wagner não ficará em Darmstadt, e deverá ter Inglaterra como destino.


2 - Mitchell Weiser, Hertha Berlim, Free transfer

Visto como excedentário por Guardiola, Weiser decidiu tentar a sorte na capital, e terá sido esta a pior decisão do técnico catalão, em termos de plantel, durante todo o seu reinado na Baviera. O jovem extremo encontrou no Hertha o espaço ideal para crescer e nem sequer o fez na posição de origem. Dárdai adaptou-o de vez para jogar a lateral direito, e Weiser superou-se a todos os rivais numa posição que, à semelhança de 14/15, não teve grandes destaques regulares ao longo do ano. A sua velocidade e capacidade técnica levou a que tivesse sido ele, muito provavelmente, o lateral que mais tentou o drible, passando grande parte do ano a subir pelo corredor. A evolução do seu sentido posicional e qualidade defensiva foi igualmente notória. Acaba o ano com dois golos, quatro assistências, e muitos adeptos do Bayern exasperados por terem ficado com Rafinha ao invés de um jovem ‘da casa’ (foi formado no Colónia, mas chegou a Munique aos 18 anos) que apresenta uma qualidade e potencial muito superiores.


1 - Julian Weigl, Borussia Dortmund, 2.5M

A contratação do ano. Chegado de uma bela temporada numa equipa que, ainda assim, foi das piores da segunda divisão, a ideia de todos é que viria para ser a sombra de colegas mais experientes, evoluir nos conceitos pretendidos para a posição, e mais tarde começar a ter algum tempo de jogo. Weigl, no entanto, tinha outras ideias. O novo menino bonito de Dortmund foi aposta regular de Thomas Tuchel desde o início, e o dedo do técnico na sua progressão enquanto jogador foi perfeitamente visível (a forma como já comandou o meio-campo na segunda volta foi fantástica de testemunhar). Não tem golos nem assistências para mostrar, mas a qualidade de passe curto e médio que oferece não tem preço. Sempre envolvido no jogo da equipa, Weigl é dos que mais passes efectuou em toda a competição, e parece estar sempre três movimentos à frente dos restantes. Terminou a época com 214 toques diante do Colónia, um recorde na Bundesliga. O ‘novo Sérgio Busquets’ tem o mundo a seus pés, pés esse que já valerão, pelo menos, dez vezes mais do que o Dortmund pagou por eles, há menos de um ano atrás.  

Goal

BOTTOM 10

10 - Marco Fabián, Eintracht Frankfurt, 3.7M

Uma desilusão, ainda que só tenha tido meia época para se adaptar ao futebol alemão e mostrar o seu valor. No entanto, a tristonha contribuição de Fabián nem é assim tão surpreendente, dado que a regularidade exibicional do mexicano foi algo para o qual alertámos em Janeiro. O imprevisível médio até começou com dois jogos bem conseguidos, mas cedo baixou o nível. A exibição contra o Ingolstadt ainda levou Kovač, no seu primeiro jogo ao leme, a dar-lhe nova oportunidade, mas a partir daí, pouco jogou. Apesar de até ter sido ele a entrar, aos 11’, para o lugar do lesionado Stendera no play-off contra o Nuremberga, a continuação é nesta altura uma grande incógnita. E os comentários do pai do jogador, alegando que Kovač não o põe a jogar por ressentimento face aos mexicanos, latente desde o quente jogo entre os Aztecas e a Croácia no Mundial 2014, só veio atear uma fogueira que teima em queimar a primeira passagem de Fabián pelo Velho Continente.


9 - Aron Jóhannsson, Werder Bremen, 4.2M

O norte-americano aterrou em Bremen com a dura missão de se juntar a Ujah para fazer esquecer a dupla Selke - Di Santo, mas as lesões cedo lhe limitaram a época. Jóhannsson leva um grande desconto nesta lista precisamente por causa disso, mas para os Werderaner, não deixa de ser um investimento avultado que acabou por resultar em prejuízo. Antes da lesão, o avançado marcou dois golos - um deles de grande penalidade - em seis jogos, mas apenas na sua última partida, diante do Darmstadt, deu ares do jogador que chegou a ser no Alkmaar. Jóhannsson passou a parte final da época em reabilitação na Islândia, país onde cresceu, e deverá estar a 100% para o arranque de 16/17. Foi um ano de estreia tremendamente frustrante, mas com contrato até 2019, ainda irá muito a tempo de justificar a confiança de Viktor Skripnik.


8 - Oliver Sorg, Hannover, 3.5M

Medonho, assim se pode descrever o ano do lateral direito na Baixa Saxónia. Sorg chegou com um belo ano de Friburgo nas costas, e foi por nós visto como um claro upgrade em relação a João Pereira, mas com o passar dos jogos, começou a ser óbvio que iria ser ele o melhor espelho do que foi a temporada dos Roten. Por aquilo que mostrou nos 20 jogos de que fez parte, Sorg pode muito bem ser considerado o pior lateral da época na Bundesliga. Quer à direita, quer à esquerda, o alemão somou erros atrás de erros, defensivos, posicionais e de decisão, e nunca se mostrou à altura do desafio apesar da insistência de Frontzeck em levá-lo a jogo. Lesionou-se pouco depois de Stendel ter chegado ao banco da equipa, sendo que o novo técnico já disse que pretende revitalizá-lo na 2.Bundesliga. Sorg terá de mostrar muito mais, mas também já provou que o pode fazer.


7 - Toni Šunjić, Estugarda, 3M

Foi contratado para ser o xerife da defesa dos Suavos, depois de Robin Dutt, numa jogada tipicamente à Robin Dutt, ter decidido emprestar Rüdiger à Roma após o início da época. Šunjić chegava impulsionado por uma boa temporada na Rússia, mas após um arranque auspicioso onde até marcou um golo, foi gradualmente perdendo fulgor e rendimento. O central bósnio participou em 19 jogos no campeonato e, directa ou indirectamente, foi responsável por vários dos golos sofridos pela pior defesa da competição. O ano na Mercedes-Benz Arena foi tão mau que é difícil perceber onde termina o demérito de Šunjić e começa o dos homens que o treinaram, mas é igualmente difícil encontrar qualquer valor num internacional que chega rotulado de ‘patrão’ e mostra tão pouco. Será improvável que o central continue com o Estugarda, falando-se já no interesse do Olympiakos no seu concurso.


6 - Miloš Jojić, Colónia, 3M

Tínhamos elevadas expectativas para o sérvio, mas estas estiveram muito longe de serem cumpridas. O médio chegava do Dortmund como a contratação mais sonante do Colónia para 15/16, e o entusiasmo rapidamente se dissipou. Jojić participou em quinze jogos, dos quais apenas dois a titular, e foi somando fracas performances sempre que Peter Stöger lhe dava uma oportunidade. Curiosamente, na recta final do campeonato, o criativo foi capaz de acrescentar minutos de qualidade e até marcou dois golos, um deles em grande estilo contra o seu ex-clube, naquela que foi a sua melhor exibição da época. O rendimento nos últimos jogos pode deixar a porta aberta para que Jojić permaneça nos Effzeh, algo que o próprio jogador já admitiu pretender. Mas com 24 anos, o melhor é arrepiar caminho, isto se não quiser ficar com o rótulo de promessa falhada eternamente colada ao nome.


5 - Przemysław Tytoń, Estugarda, 1M

Ultrapassa Wiedwald na categoria de ‘pior contratação de guarda-redes’ apenas porque, ao contrário do keeper do Bremen, acabou por custar alguma coisa. O rendimento de Tytoń no Elche em 14/15 deu ideia de que a saída de Ulreich para o Bayern iria ser bem coberta, e com a lesão quase imediata de Langerak, o lugar pareceu dele. Foi-o de facto, mas o polaco nunca o conseguiu justificar. Apesar de, a espaços, até ter mostrado excelentes reflexos, Tytoń mostrou igualmente ser péssimo nos cruzamentos, o que, emparelhado com uma tendência para a hesitação, custou à equipa vários pontos preciosos. Conseguiu manter invioladas as redes do Estugarda em apenas quatro dos trinta jogos que cumpriu, e nunca foi capaz de transmitir à linha defensiva a tranquilidade que um guarda-redes titular da Bundesliga tem obrigação de saber fazer. A permanência no agora conjunto da 2.Bundesliga é ainda uma incógnita.


4 - Admir Mehmedi, Bayer Leverkusen, 8M

Mais uma temporada bem aquém das expectativas. Mehmedi chegou a Leverkusen depois de um ano desapontante em Friburgo, mas o preço pelo qual foi contratado era indicativo das esperanças que os responsáveis do clube depositavam nele. No entanto, o avançado voltou a desiludir, e os 28 jogos realizados, 14 dos quais na equipa inicial, apenas se traduziram em dois golos e cinco assistências. Mais do que isso, Mehmedi passou ao lado de muitos dos confrontos em que participou. A grande excepção foi o épico frente ao Estugarda que terminou com a vitória dos Farmacêuticos por 4-3, e no qual o suíço foi a melhor unidade em campo. Muito pouco, no entanto, para alguém que custou 8M. Com a chegada iminente de Volland à BayArena, Mehmedi terá de mostrar muito mais se ainda pretende continuar a fazer parte das escolhas de Roger Schmidt. Isto, claro, se o técnico ainda estiver disposto a confiar nele.


3 - Eduardo Vargas, Hoffenheim, 6M

Mais um flop que desapontou. Ainda a surfar na crista da onda de uma Copa América que venceu, e que o consagrou como um dos melhores marcadores, Vargas chegou a Sinsheim para preencher grande parte do vazio deixado por Firmino. Mas apesar da habitual raça e abnegação que costuma deixar em campo, o ex-Nápoles pouco conseguiu acrescentar ao ataque do Hoffenheim. E mesmo sendo certo que nunca foi propriamente um matador, dois golos em 24 jogos acaba por ser manifestamente pouco para um avançado que custou 6M. Depois do fracasso que foi o primeiro ano de Vargas no futebol alemão, ainda não é certo que Nagelsmann lhe queira dar nova oportunidade, mas a saída de Volland significa que, pelo menos para já, a equipa não tem muitas opções atacantes, o que pode jogar a favor do chileno. Isto numa altura em que se fala insistentemente do interesse de Grémio e Flamengo na sua aquisição.


2 - Franco Di Santo, Schalke 04, 6M

Depois de um fantástico ano em Bremen, do argentino esperava-se tudo menos o que aconteceu. Di Santo nunca se encontrou em Gelsenkirchen, e termina o ano com uns míseros dois golos em 25 jogos (treze a titular). Tínhamos avisado dos perigos de uma parceria Di Santo - Huntelaar, mas mesmo isso não explica tão mau rendimento, não só em termos de números como de exibições. Curiosamente, na Europa, o avançado mostrou-se muito mais participativo no jogo da equipa, acabando por conseguir marcar mais golos - cinco - em muito menos jogos. A meio da época, no entanto, Breitenreiter desistiu de vez de usar dois homens na frente, e as oportunidades de Di Santo foram-se esfumando, traduzindo a sua passagem pelo Schalke numa das grandes desilusões da temporada. Não se sabe se irá continuar no clube, já que Heidel ainda espera, por esta altura, pelo aval de Weinzierl, quando este vestir a pele de treinador na Veltins Arena.


1 - Josip Drmić, Borussia Mönchengladbach, 10M

Uma queda épica. Depois de já ter marcado presença na nossa lista de desilusões da época passada, ainda que na posição mais simpática, Drmić passa para o primeiro lugar de uma hierarquia à qual ninguém quer pertencer. O suíço chegou ao Borussia-Park para ajudar a esquecer Max Kruse, e custou quase tanto quanto o Wolfsburgo pagou ao Gladbach pelo internacional alemão. No entanto, Drmić teve uma primeira volta medonha, na qual marcou um golo em treze jogos e não teve uma única exibição digna de registo. A segunda volta foi ainda pior. Os Potros emprestaram-no ao Hamburgo e, apesar de ainda ter tido um par de momentos interessantes na equipa de Labaddia, lesionou-se a meio de Março e perdeu o resto da época. Um rendimento pior que deprimente para um avançado com uma price tag tão elevada. Veremos como irá o Gladbach descalçar esta bota, sendo que estamos a falar de um dos investimentos mais avultados da história do clube. Mas para Drmić, o crédito alcançado em Nuremberga há duas épocas já se terá, certamente, esgotado.

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OS GOLOS

Como habitualmente, a Bundesliga 15/16 assistiu a muitos momentos de levantar o estádio. Em vez de escolhermos apenas um, pode ver aqui aqueles que foram considerados os melhores golos desta edição.


AS DISTINÇÕES

Campeão: Bayern Munique
Vencedor Taça: Bayern Munique
Vencedor Supertaça: Wolfsburgo
Liga dos Campeões: Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Borussia Mönchengladbach
Liga Europa: Schalke 04, Mainz e Hertha Berlim
Equipas Despromovidas: Estugarda e Hannover
Equipas Promovidas: Friburgo e RB Leipzig
Equipa Sensação: Darmstadt
Equipa Desilusão: Estugarda
Melhor Ataque: Borussia Dortmund (82 Golos)
Pior Ataque: Hannover (31 Golos)
Melhor Defesa: Bayern Munique (17 Golos)
Pior Defesa: Estugarda (75 Golos)
Melhor Marcador: Robert Lewandowski (Bayern Munique) - 30 Golos
Melhor Assistente: Henrikh Mkhitaryan (Borussia Dortmund) - 15 Assistências
Melhor Jogador para o PD: Henrikh Mkhitaryan (Borussia Dortmund)
Melhor Jovem Jogador para o PD (Sub-21): Julian Weigl (Borussia Dortmund)
Revelação para o PD: Mahmoud Dahoud (Borussia Mönchengladbach)
Desilusão para o PD: Josip Drmić (Borussia Mönchengladbach / Hamburgo)
Melhor Treinador para o PD: Dirk Schuster (Darmstadt)


EQUIPA DO ANO

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Rossi Alexander Scholz Alexander Zvarev Alexandr Dolgopolov Alexandre Lacazette Alexandre Pato Alfonso Pérez Alfreð Finnbogason Algarve Cup Ali Adnan Ali Ahamada Ali Maâloul Ali Mabkhout Alistair Overeem ALL-STAR Allen Iverson Almería Aloisio Álvaro Arbeloa Álvaro Pereira AMA PRO MX-SX Ambrosini América do México Amicale Amigáveis Seleções Amjad Kalaf Anadia Andebol Anderlecht Anderson Anderson Talisca André André André Ayew André Breitenreiter André Carrillo Andre Drummond André Geraldes André Gomes Andre Gray André Hahn André Horta André Pinto André Schürrle André Silva André Sousa André Villas-Boas Andrea Belotti Andrea Pirlo Andreas Samaris Andrei Arvloski Andrei Ivan Andrej Kramarić Andrés Fernández Andrés Guardado Andrés Iniesta Andrew Farrell Andrew Jennings Andrey Arshavin Andrija Živković Andros Townsend Andy Cole Andy Delort Andy Murray Andy Najar Andy van der Meyde Ange Postecoglou Ángel Correa Angelique Kerber Ângelo Meneses Angers Angrense Antero Henrique Antevisões 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Áustria Áustria de Viena Austria Salzburgo Autocross Autoridade Antidopagem de Portugal Auxerre Avellaneda #934 Avraam Papadopoulos Aymeric Laporte Ayrton Senna AZ Alkmaar Baba Rahman Badminton Bahia Bahrein Balanços Barbados Barcelona Basileia Basquetebol Bastia Bastian Schweinsteiger BATE Borisov Bayer Leverkusen Bayern Munique BC Barcelos Bebé Bec Rawlings Beijing Guoan Béla Guttmann Belenenses Bélgica Belize Bellarabi Ben Davies Ben Gibson Benetton Treviso Benfica Benik Afobe Benny Feilhaber Benteke Berat Djimsiti Berbatov Bermuda Bernardo Espinosa Bernardo Silva Besart Berisha Besiktas Bétis Beto Pimparel Bielorrússia Bilal Ould-Chikh Birmingham City Bjorn Johnsen Blackburn Rovers Boavista Boban Boca Juniors Bodyboard Bolívar Bolívia Bolonha Bolton Bordéus Borini Borja Mayoral Borna Coric Borna Ćorić Borussia Dortmund Borussia Mönchengladbach Bósnia e Herzegovina Boston Celtics Botafogo Boubacar Barry Bournemouth Box-to-Box Boxing Day Braga Brahimi Brandão Brandon Borrello 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Bilardo Carlos Carvalhal Carlos Castilho Carlos Eduardo Carlos Gruezo Carlos Lisboa Carlos Martins Carlos Miguel Carlos Tévez Carlos Vela Carmelo Anthony Caroline Wozniacki Carpi Casemiro Catania Catar Caterham CCD Ordem CD Cerveira CDUL CDUP Cédric Soares Celta de Vigo Celtic Cercle Brugge César César Luis Menotti César Peixoto Cesare Prandelli Cesc Fàbregas Cesena Challenge Cup Championship Championship League Snooker Championship Manager Chântome Charlie Austin Charlie Hebdo Charlotte Hornets Charlton Checoeslováquia Chelsea Chicago Bulls Chiellini Chievo Verona Chile China China Open Chipre Chivas de Guadalajara Choupo-Moting Chris Fagan Chris Hughton Chris Paul Chris Weidman Christian Atsu Christian Günter Christian Heidel Christian Vieri Christoph Kramer Ciclismo Ciro Immobile Cissokho CJ McColumm Claude Makélélé Cláudio Ramos Claudio Ranieri Clément Grenier Cleveland Cavaliers Club Brugge Club León CN Off-Road CNS Colômbia Colónia Colorado Rapids Comité Olímpico CONCACAF CONCACAF Cup Concordia Chiajna Congo CONMEBOL Conor McGregor Conversas de Grandes Copa América Copa América Centenário Copa América Chile 2015 Copa del Rey Copa do Brasil Copa do Nordeste Copa Libertadores Copa MX Copa Pilsener de Futebol de Praia Copa São Paulo de Futebol Júnior Copa Sudamericana Córdoba Coreia do Norte Coreia do Sul Corentin Tolisso Corinthians Coritiba Cortina de Ferro Costa do Marfim Costa Pereira Costa Rica Coventry City CPTT Craig Goodwin Crewe Alexandra Cris Cyborg Cristian Tello Cristiano Cristiano Lucarelli Cristiano Ronaldo Croácia Crossfit Cruz Azul Cruzeiro Crystal Palace CSKA Moscovo CSKA Sofia Cuba Curaçau Cyle Larin Daily Zap Dakar Dálcio Dallas Mavericks Dan Kelly Dana White Daneil Cyrus Dani Pedrosa Daniel Alves Daniel Cormier Daniel Opare Daniel Passarella Daniel Ricciardo Daniele Rugani Daniele Verde Daniil Kvyat Danilo Danilo Pereira Danilo Silva Danny Blind Danny Drinkwater Danny Ings Darijo Srna Dario Conca Darko Matic Darmstadt Darwin Machís Dave Hockaday Davi Mbala Davi Rodrigues David Alaba David Beckham David Bentley David Ferrer David Goffin David Luiz David Moyes David Ospina David Ousted David Silva David Villa Davie Selke Davor Suker Davy Propper De Graafschap DeAndre Jordan Deco Defoe Defour Dejan Lovren Dele Alli Demetrious Jonhson Denilson Denis Cheryshev Denver Nuggets Deportivo Der Hexenkessel Derby County Derek Jeter Derley Derliz González Desportivo das Aves Desportivo de Chaves Detroit Pistons Devante Clut Devante Cole Dhurgham Ismail Di Maria Di Natale Didi Didier Drogba Diego Carlos Diego Costa Diego Fagundez Diego Forlán Diego Lopes Diego Maradona Diego Milito Diego Reyes Diego Simeone Dimitri Payet Dina Moskow Dinamarca Dinamo de Kiev Dínamo de Kiev Dínamo de Zagreb Diogo Coelho Diogo Marreiros Distrital Djavan Dnipro Doc Rivers Dolly Menga Domingos Duarte Domingos Paciência Dominic Thiem Dominica Dorin Rotariu Douglas Costa Doyen Sports Drogheda United Ducati Duisburgo Dukla Praha Dundalk Dundee FC Dundee 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Rodríguez Jesualdo Ferreira Jesús Corona Jesús Vallejo Jetro Willems Jhon Murillo Jimmer Fredette Jimmy Dunne Jimmy Floyd Hasselbaink Jin-su Kim Jiu-Jitsu Jo-Wilfred Tsonga Joakim Noah João "Rafeiro" Carvalho João Afonso João Azevedo João Benedito João Cancelo João Carlos Teixeira João Mário João Palhinha João Pereira João Serrano João Sousa João Traquina Joaquim Campos Joe Dodoo Joe Gomez Joel Campbell Jöel Matip Joel Rocha Joey Barton Joga Bonito Jogos Olímpicos Jogos Olímpicos de Sochi Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016 Johannes Geis John Kavagh John Robertson John Ruiz John Souttar John Stockton John Stones John Terry Johnny Case Jon Flanagan Jon Jones Jonah Lomu Jonas Jonás Gutiérrez Jonas Hector Jonathan Calleri Jonathan Mensah Jonathan Rodríguez Jonathan Silva Jonathan Tah Jonathas Jonjo Shelvey Jordan Amavi Jordan Clarkson Jordânia Jordy Clasie Jorge Costa Jorge Enríquez Jorge Jesus Jorge Lorenzo Jorge Mendes Jorge Mendonça Jorge Paixão Jorge Rodrigues Jorge Rojas Jorge 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