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Championship 2015/2016

Os números; As histórias; Os jogadores; Os técnicos; As confirmações; As desilusões; O golo. O Championship chegou ao fim sem festa portuguesa mas o sonho continua. 2015/16 foi um sucessor à altura do épico do ano transacto e, em palavras, fez-se assim...

À primeira. E como campeões. 2015/16 para o Burnley foi memorável. Os homens de Sean Dyche não perderam tempo e em apenas uma temporada estão de volta à Premier League. Os dois melhores jogadores da equipa dos últimos anos até podem ter deixado o clube (Kieran Trippier e Danny Ings), o capitão ter fugido para Derby (Jason Shackell), mas os homens de Sean Dyche voltaram a mostrar a fibra de que são feitos. Praticamente tudo aquilo que era o Burnley em 2013/14, quando apenas perderam para o Leicester na classificação final, são os Clarets em 2016. Uma equipa de processos simples, coesa, com um núcleo curto e bem definido (sem surpresa, foram a equipa que utilizou menos jogadores ao todo ao longo da temporada) e, acima de tudo, uma equipa que demonstra uma grande capacidade de trabalho. Sean Dyche, esse, continua em alta.

A 24ª edição do Championship (sob esta estrutura; 12ª sob a corrente designação) não desiludiu. Suceder à obra-mestra que fora a edição transacta era uma tarefa inglória à partida, mas a competição voltou a ser selvagem. Dura. Rebelde. Indomável. Quase bárbara. Foi, como sempre, para homens de barba rija. Futebol à antiga. Como se quer. Três não sobreviveram. Três respiram de alívio. Saíram vivos da selva. Houve menos gente nos estádios (para 2016/17 e com a queda de dois monumentos do futebol inglês como o Villa e o Newcastle, os números deverão assumir contornos históricos). Houve menos golos marcados. O melhor marcador não facturou tantas vezes. Os melhores assistentes não assistiram tantas vezes. E, acima de tudo, houve menos surpresas. Não houve contos de fadas. Condimentos para a decepção. Mas, este, é o Championship. Aqui não há desilusões.

Em 2016/17 o Burnley estará de volta à Premier League. Os Clarets começam a surgir como um habitué na promoção/despromoção e são, cada vez mais, o rosto do “clube iô-iô”. Nada que aborreça os adeptos de Turf Moor, claro. Bem suportados pela bagagem financeira da Premier League e consequentes pagamentos por despromoção, os Clarets atacaram 15/16 em força. Não só voltaram a pulverizar o seu recorde de transferências em Andre Gray (que havia sido estabelecido na época anterior com a contratação de George Boyd), como ainda levaram para Burnley, Joey Barton. O antigo bad-boy do futebol inglês (uma temporada completa sem qualquer caso de indisciplina e uma grande maturidade, na verdade) revelou-se, até mais que Gray, na grande contratação da temporada e liderou os homens de Dyche de volta à primeira linha do futebol inglês. Não é para todos. Barton, passou de mal-amado (a contratação fora muito mal recebida juntos dos adeptos) a jogador do ano no clube e sai, de coração pesado, para Glasgow. Integrou até a equipa do ano para a PFA, tal como os colegas Andre Gray e Michael Keane. 

2015/16 foi de domínio escarlate. O Burnley passou praticamente toda a temporada no Top-5 (só não esteve no Top-5 quando a pontuação era ainda muito volátil) e depois de um 2016 praticamente irrepreensível, os homens de Sean Dyche levantaram mesmo o “The Lady”. Foram 93 pontos ao todo (tantos quantos fizeram em 2013/14, curiosamente), algo que nos últimos anos só tem eco na época do Leicester em 2014 e na do Newcastle em 2010. Sem concorrência. Em 2016 o Burnley não perdeu qualquer jogo e encetou uma impressionante série imbatível de 23 jogos com que entrará na nova temporada. A última derrota? Num Boxing Day para esquecer quando os Clarets foram engolidos pelos Tigers, no The Circle, por 3-0. Foi o culminar de um mau momento de forma com uma vitória em apenas oito jogos mas, acima de tudo, foi o despertar da força bruta que era o Burnley de Sean Dyche. Se até então os resultados eram melhores que as exibições e à temporada do Burnley faltava algo mais, esta, tornou-se verdadeiramente convincente em 2016. Vitórias. Clean-sheets e até goleadas. O Burnley tornou-se, por fim, no Rei da Selva. Em casa, perante o Derby County, alcançam a perfeição e têm o ponto alto da temporada com uma vitória por 4-1 que, mais do que uma goleada perante um rival à promoção, foi um sério aviso aos restantes competidores. Andre Gray, claro está, não ficou em branco.

Andre Gray. Chega Turf Moor com a difícil missão de fazer esquecer Danny Ings e, sob os seus ombros, recai a pesada dívida de ser o jogador mais caro da história dos Clarets. Quase 8M€ pagou o Burnley ao Brentford por Andre Gray. Com duas épocas de grande nível na bagagem (em Luton e Brentford), Gray não desiludiu e com 25 golos marcados confirmou o estatuto de estrela da competição e sagrou-se o melhor marcador do Championship. Rápido, explosivo, potente. Gray é um animal futebolístico que somente (ainda) peca na altura de definir e na técnica da sua finalização. Em tudo o resto, poucos há como ele. Em 2017 promete aterrorizar a Premier League e ser o novo rosto dos contos de fadas ingleses. Preparem o bloco de notas. Esta estória vai ter capítulos sobre lutas de gangues e cicatrizes faciais.

O segredo? Coesão. Mentalidade. Muito trabalho. Com 25 jogadores utilizados em 46 jogos, o Burnley voltou a ser a equipa da sua divisão que menos jogadores utilizou em toda a temporada. Com uma saúde física invejável, poucas, ou nenhumas, são as equipas que fazem mais KM/Jogo que os homens de Sean Dyche. Correr muito e correr bem. Ser clínico e raramente sofrer golos. 35. Só o Middlesbrough sofreu menos e só Dimi Konstantopoulos terminou a temporada com mais clean-sheets que Tom Heaton. Sean Dyche continua a mostrar-se a Inglaterra como um dos expoentes máximos da nova vaga de treinadores ingleses e é, por esta altura, o mais tradicional deles todos. Será 2016/17 mais do mesmo? Manutenção ou despromoção? Conseguirão os Clarets, agora com mais experiência, ultrapassar as dores de crescimento que mostraram em 2014/2015? Irá Gray adaptar-se tão bem a mais uma subida de nível como tem vindo a fazer? Uma coisa é certa: venha quem vier, Pep ou José, para bater este Burnley vai ser preciso suar bastante. Afinal, este, é o Rei da Selva.

Team Card

[next]UMA NOVA ERA

2015/16 marcou o fim de uma Era. 128 anos depois, a Football League deixa de se chamar The Football League. A mais antiga organização de futebol de clubes cedeu perante o modernismo e perante o capitalismo que assola o futebol, e depois de um “ponderado” processo de renovação de imagem e produto, decidiu auto renomear-se de English Football League. EFL, para ser mais simples.

Com o rebranding, chega uma nova imagem. Há novo Logo oficial, há novos emblemas para os equipamentos dos clubes e há nova fonte para os números e nomes das camisolas dos 72 clubes presentes nas ligas da EFL. Essas, não deixarão de se chamar Sky Bet Championship, League One e League Two. No novo símbolo estarão presentes todos os clubes da EFL. Cada pontinho representa um clube. Três grupos de 24 representam os 24 clubes distribuídos por cada uma das divisões da organização da EFL e, ao bom jeito da MLS (este rebranding parece ter sido em muito focado no mercado americano), cada clube terá o seu próprio logo em função das suas cores. Para cada divisão, também ficou entregue uma cor geral: dourado para o Championship, prateado para a League One e vermelho para a League Two. Esta é uma nova era. O futebol quer-se moderno e a imagem de uma liga parece ser ponto fulcral para o sucesso da mesma junto de patrocinadores e meios de comunicação.

Os adeptos do tradicional não ficaram convencidos. Esta é a mais clássica das organizações de futebol ao nível de clubes e alterar o nome da mesma é um choque grave com a história do jogo e do desporto. Imagem à parte, alterar o próprio nome parece uma perda de identidade, cultura e história grave. Assim quis a Football Leag…perdão, a EFL e, nós, queremos é ver futebol.

EFL

[next]O CULMINAR DE UM BELO TRABALHO

Tudo era bem diferente pelo Teesside, à beira rio, quanto Karanka chega a Middlesbrough. A estória já foi contada mas importa repetir: há pouco mais de dois anos esta era uma equipa de meio/fundo da tabela do Championship e o antigo braço direito de Mourinho tornou-a numa das mais fortes da competição em poucos meses. Da cave da competição, do fundo da poça de lama da selva que é o Championship, saiu a equipa mais personalizada da competição. Uma máquina defensiva. Uma muralha defensiva. Marcar golos ao Middlesbrough é para quase ninguém. Foram apenas 31 em 46 jogos. Séries de jogos sem sofrer golos. Recordes de imbatibilidade caseira batidos. Promoção. 2015/2016 foi o culminar de um grande trabalho por parte de Karanka. O estilo pode não ser o mais apelativo mas, defender, também é uma arte. E, nisso, são Picassos.

Nem tudo foram rosas para os Teessiders, ainda assim. Apesar de uma primeira metade da época praticamente imparável, o Middlesbrough não tem um bom primeiro trimestre em 2016, está cinco jogos sem vencer entre Janeiro e Fevereiro e, em Março, três derrotas em quatro jogos, bem como uma discussão agressiva entre Karanka e alguns jogadores do Middlesbrough (Downing surgiu nos rumores) quase afasta o basco do comando técnico do clube de Riverside. Tudo sanado e o Boro enceta uma série de seis vitórias consecutivas, regressa à luta pelo título e apenas uma pequena capitulação no final da temporada (com quatro empates consecutivos) evita que a luta pelo The Lady seja ainda mais acesa. Konstantopoulos termina a temporada como o guardião com mais clean-sheets e tanto Daniel Ayala, como George Friend, como Adam Clayton, integram a equipa do ano para a PFA.

Meses depois de ter visto a sua equipa produzir uma das piores exibições do ano em pleno Wembley, Karanka não fez por menos e levou para o Riverside nomes de qualidade reconhecida. O Boro mostrou ambição (e grande capacidade financeira) e logo no Verão faz regressar um dos seus filhos pródigos, Stewart Downing, bem como dá sangue novo à tão necessitada linha ofensiva com Nugent, Tomlin e Stuani. A nível ofensivo os resultados não foram, ainda assim, os esperados. O Boro termina a época como, apenas, oitavo melhor ataque e nem Jordan Rhodes, chegado em Fevereiro (tal como Gaston Ramirez e Ritchie de Laet, que tornaram o plantel do Boro, para este nível, um verdadeiro luxo), alguma vez pareceu o matador que é reconhecido. 

O Boro só descansou com o apito final da temporada. Jogou-se o jogo do ano no Riverside a fechar a época, perante o Brighton, e o empate a uma bola foi tão nervoso que a invasão de campo, no final, tornou-se inevitável. O Boro estava de volta à Premier League. Mas, para sobreviver junto dos melhores, a equipa de Karanka terá de, por fim, elevar o seu nível na parte ofensiva do jogo. Defender bem é uma arte mas é com golos que se ganham jogos e, na Premier League, vencê-los, será ainda mais complicado. Por esta altura, ainda assim, isso pouco importa. Há que festejar. Festejar o culminar de um belo trabalho.

The Telegraph

CARLOS TINHA UM SONHO

Carlos tinha um sonho e não o concretizou. Ficou a noventa minutos disso. Chega a Sheffield para ser o primeiro treinador estrangeiro da história do Wednesday e, para formar uma equipa competitiva, ataca preferencialmente o mercado de empréstimos e jogadores livres. Alguns são naturalmente contratados mas, acima de tudo, Carvalhal revoluciona o onze tipo dos Owls. Marco Matias (que marcou o golo do ano em Elland Road), Ross Wallace, Jack Hunt, Lucas João (a certa altura da temporada), Fernando Forestieri, Barry Bannan, Gary Hooper, Álex López, Daniel Pudil… Foi praticamente uma equipa tipo nova aquela que o Wednesday apresentou de 2014/15 para 2015/2016. Stuart Gray havia deixado os Owls como uma segura equipa de meia tabela, uma verdadeira muralha defensiva e máquina de empates (sendo-se justo, Gray lançou os dados e construiu as fundações) e, Carvalhal, tal como esperava Dejphon Chansiri, elevou o Sheffield Wednesday a outro nível. Se com Gray o Wednesday era 65daysofStatic, com Carvalhal, os Owls são Pulp, Monkeys, Reverend and the Makers. 

A influência de Carvalhal não parece ter limites. Trouxe o Championship para o mainstream do futebol em Portugal, colocou Sheffield de regresso ao mapa futebolístico e tornou uma das equipas mais aborrecidas da competição numa máquina de futebol completa. O Wednesday tornou-se numa das mais atrativas propostas/promessas de futebol em toda a Ilha e os elogios ao trabalho do português extravasam qualquer simpatia clubística. A crítica e a punditry vergaram-se ao ex Sporting. Nenhuma equipa jogou tão bem quanto o seu Sheffield Wednesday. Hillsborough encheu e os adeptos dos Owls conquistaram os adeptos do futebol.

Mas, este, é um trabalho em construção. Em Middlesbrough há algumas precedências. O Wednesday chega aos playoff quando poucos o pediam e, isso, é o melhor dos sinais para o futuro. Mais um ano de Carvalhal e de Chansiri e este Wednesday promete ser um caso sério. O trabalho de mercado tem sido inigualável e a mestria do português coloca-o a um nível superior dos demais técnicos da competição. De postura incriticável, Carvalhal é já um dos gentlemen do futebol inglês. Mas nem tudo começou bem. Apesar da vitória natural perante o recém-promovido Bristol City na ronda inaugural, o Sheffield Wednesday entra numa série de seis jogos sem vencer que colocam muitas dúvidas em todo o planeamento da temporada. Esta era a fase chave. Dissemo-lo. Como Carvalhal sairia dela teria total repercussão na temporada dos Owls. E, quando o Wednesday arranca o nulo em Bolton para passar nove jogos sem sofrer uma derrota, os dados estavam lançados. Esta época era de sucesso. À 27ª jornada agarra o Top-6 para nunca mais o largar.

Carvalhal chegou a Hillsborough com um projecto a dois anos orquestrado por Chansiri e, ao primeiro, quase colocou os Owls na Premier League. Com a queda de Villa, Newcastle e Norwich a janela de oportunidade pode parecer curta, mas as sensações deixadas pelo 2015/16 do Wednesday são óptimas. Carvalhal ofereceu consistência a alguns jogadores que, embora talentosos, nem sempre explanaram todo o seu futebol (Kieran Lee, Bannan e Forestieri à cabeça), e com os reforços certos, este Wednesday promete tornar-se em um dos principais candidatos ao título. São já 16 anos de Premier League sem Sheffield Wednesday mas, a espera, nunca pareceu tão próxima de terminar. Carlos tinha um sonho e não o concretizou. Mas, Carlos, ainda não acordou. O sonho, esse, continua.

ITV

TIGRES DE TRAZER POR CASA

Jogaram o seu melhor futebol quando foi necessário e, por isso, estão de regresso à Premier League. O Hull City confirmou as expectativas, foi uma das equipas mais fortes da liga e disputou durante toda a temporada um lugar de promoção. Fê-lo, com especial solidez e qualidade sempre que jogaram em Kingston Upon Hull. Este foi um Hull City de trazer por casa. Nenhuma equipa perdeu tão poucas vezes no seu terreno (apenas uma vez em toda a temporada) e só mesmo o Middlesbrough venceu mais vezes. Fora? A história foi outra. O Hull City perdeu por dez vezes (apenas sete equipas perderam mais vezes), ainda que apenas Burnley e Middlesbrough tenham vencido mais vezes fora de casa que os Tigers (várias equipas igualaram as nove vitórias forasteiras). Se nos jogos grandes a equipa de Steve Bruce (que até havia oferecido o seu despedimento semanas antes após a despromoção dos Tigers) raramente vacilou, foi nos jogos ditos “pequenos” que os Tigers falharam a promoção directa. Derrotas no The Valley ou no Macron Stadium são humilhantes para uma equipa de qualidade Premier League, sendo que as derrotas perante Rotherham (na fase da época em que sucedeu), Birmingham ou Leeds, não são particularmente aceitáveis. 

O 2016 do Hull City não foi particularmente consistente e uma quebra de forma entre Fevereiro e Abril viu os Tigers cair do Top-2 para um quarto lugar que não mais viriam a largar. Quarto lugar suficiente para que a equipa continuasse a disputar a promoção, e no momento em que se pedia que os Tigers fossem felinos, não vacilaram. Como poderiam? Com Steve Bruce não havia volta a dar. Se há alguém que sabe o que é promover equipas do Championship, ele é o Homem. Sem surpresas, o Hull City foi mais experiente, atropelou o Derby County em pleno Pride Park (esqueçamos a péssima segunda mão em Hull) e não deu hipótese ao Wednesday de Carvalhal em Wembley. 

Com a linha defensiva mais forte do Championship (Robertson, Davies, Dawson e Odubajo) foi sem surpresa que os Tigers se mostraram ao longo da temporada como uma das defesas mais impenetráveis da competição. Somente o Middlesbrough sofreu menos golos e a dupla Curtis Davies/Michael Dawson foi, para muitos, a dupla da época. Odubajo não desapontou nesta sua aventura como lateral direito (e com Robertson formaram uma dupla de laterais incrivelmente profunda e vertical) e os Tigers tiveram ainda em Sam Clucas uma das contratações da temporada. O extremo ex Chesterfield não acusou a pressão, nem a subida de patamar competitivo e foi um dos melhores extremos esquerdos da competição. Contudo, o grande destaque da temporada do Hull City tem de ser Abel Hernández. Depois de uma temporada de desilusão na Premier League (apenas quatro golos em trinta presenças), o ponta de lança uruguaio foi um verdadeiro terror ao longo da temporada e terminou 15/16 como um dos melhores marcadores do Championship. Apenas Andre Gray e Ross McCormack marcaram mais vezes. 

Depois de quatro anos à frente dos Tigers (onde consumou a sua quarta promoção do Championship para a Premier League), pode ter chegado o fim da Era de Steve Bruce à frente do Hull City. O antigo defesa do Manchester United continua em ponderação sobre se já terá levado o clube tão longe quanto conseguiria e, face à especulação da venda do clube por Assem Allam, poderá estar por surgir um novo Hull City no horizonte. Bruce não parece interessado em ser despedido pelos (possíveis) novos donos e poderá sair pela porta grande após a promoção. Com um plantel de qualidade, equilibrado e boa política desportiva, a verdade é que a despromoção do Hull City em 14/15 foi uma decepção e a promoção em 15/16 não foi menos que o expectável. Bruce não parece mais ser o homem certo no lugar certo, principalmente, se o Hull City quer elevar o seu patamar desportivo. O que não faltarão, claro está, serão candidatos à contratação de Bruce, cada vez mais, o verdadeiro Rei da Selva.

The Mirror

[next]O IMPRESSIONANTE ALBION

Foi uma das estórias da temporada. Um começo de temporada absolutamente épico levou o Brighton & Hove Albion a bater quase todos os recordes de invencibilidade. Foi preciso chegar-se quase ao Natal para que os Seagulls perdessem um jogo e, se era para perder, ao menos que fosse com estrondo. Assim foi. Em pleno Amex, os homens de Chris Hughton perderam por 0-3 perante o Middlesbrough e, por fim, a sequência de vinte e dois (!) jogos sem perder chegava ao fim. A descompressão foi tal, que o Albion só voltou a vencer quatro jornadas depois. A vitória em Ewood Park foi decisiva para um final de época em crescendo e de grande solidez, a mesma que haviam apresentado nos primeiros meses de competição. Os Seagulls terminaram a época regular numa série de catorze jogos sem perder, ainda que tenham chegado ao play-off de promoção em défice psicológico. Afinal, os Seagulls falharam a promoção directa no último dia de competição com um empate em Middlesbrough, já depois de terem falhado a vitória, em casa, perante o Derby County. Em Sheffield, a falta de sorte bateu à porta (quatro jogadores perdidos por lesão em poucos minutos) e o Albion praticamente disse adeus ao sonho da Premier League. Apesar do massacre de Brighton, um golo de Ross Wallace selou o destino dos Seagulls. Esta não iria ser a época que Brighton voltaria a estar na primeira divisão do futebol inglês. 1983 está cada vez mais longe. 

Um falhanço que não sabe a falhanço. O Brighton & Hove Albion não pode assumir 15/16 como uma decepção já que a sua época foi de enorme nível. Poucos esperavam uma luta tão sólida pela promoção e se há algo que fica patente, é que com um plantel mais profundo e com uma ou outra solução a mais, o Albion poderá voltar a estar na luta pela promoção. Principalmente, mantendo Chris Hughton no comando da equipa. A adição de nomes como Hemed (que terá, ainda assim, de encontrar maior consistência ao longo da temporada) e Knockaert vieram dar outro tipo de poder de fogo a uma equipa que já era uma das grandes defesas da competição mas que tinha graves deficiências ofensivas. Liam Rosenior e Gaetan Bong, como se previa, assumiram de estaca as laterais da equipa e o Brighton de Chris Hughton foi uma das equipas mais determinada e de maior resiliência da competição. 

Em outros anos, 89 pontos, seriam o suficiente para o Brighton & Hove Albion fosse promovido à Premier League. Épocas de enorme nível de Burnley e Middlesbrough evitaram-no, mas o futuro tem de ser encarado com optimismo. Um clube com uma óptima política desportiva, com uma enorme falange de apoio (só o Derby County teve maior assistência média) e com infra-estruturas de qualidade mundial, parece ser uma questão de tempo até que Brighton se volte a recolocar na alta-roda do futebol inglês.

Getty Images

A DESILUSÃO DO COSTUME

Muita promessa, muito investimento, a conclusão do costume. O Derby County volta a falhar a promoção apesar da exorbitância financeira que investiu para o ataque à Premier League (mais de 30M€). As chegadas de Jacob Butterfield, Bradley Johnson e, principalmente, de Paul Clement, que chegava a Pride Park com um “hype” verdadeiramente fenomenal para alguém que ainda não havia pegado numa equipa “sua”, deixavam no ar que o 15/16 do Derby County poderia ser uma mera formalidade. Esta era uma equipa fortíssima, aparentemente bem orientada, mas que a perda do seu maestro para praticamente toda a temporada nunca foi realmente ultrapassada. Will Hughes só voltou a surgir nos relvados em Abril, nunca completou 90 minutos esta temporada mas, acima de tudo, ficou patente a falta de qualidade dos Rams na baliza. Enquanto Burnley, Boro, Wednesday ou Albion têm nas suas balizas elementos chave do plantel, Carson e Grant estão longe do nível médio do restante plantel do Derby County. Se um grande guarda-redes vale pontos e títulos, definitivamente, ao Derby County, falta dar esse pequeno passo. 

Com a melhor média de posse bola por jogo, a segunda melhor de acerto de passe por jogo e a terceira equipa que mais remates fez por jogo, fica complicado perceber o que falhou. Falhou, certamente, mais frieza. Mais dinâmica. Mais versatilidade. O Derby Conty foi sólido e consistente o suficiente para alcançar o play-off de promoção (nem fazia sentido o contrário dada a qualidade do plantel), mas voltou a baquear nos momentos decisivos. A pesada derrota caseira perante o Hull City (que até haviam vencido nas duas jornadas da época regular) na meia-final deitou tudo a perder e apesar dos notáveis esforços da segunda mão, a desvantagem nunca seria ultrapassada. Altura em que Paul Clement já nem sequer orientava o clube. Depois de um inicio de 2016 horrível, o antigo braço direito de Carlo Ancelotti foi demitido, curiosamente, não pela má sequência de resultados, muito menos pela posição na tabela (os Rams eram quinto) mas porque, aparentemente, Clement não seguia o “Derby Way” que Mel Morris quer instaurar no clube. 

Um “Derby Way” que terá Nigel Pearson ao comando. Por fim, o antigo treinador do Leicester City encontrou o seu “perfect fit” depois de ser ligado a praticamente todos os lugares à disposição no futebol britânico. Em Derby, Pearson tem todas as bases e condições para ter sucesso e o Derby County voltará a surgir, em 16/17, como uma das equipas mais fortes da competição. Principalmente, se encontrarem, por fim, um guardião que faça a diferença.

The Guardian

UM SURPREENDENTE REGRESSO

Desde 2011 que o Preston North End não disputava o Championship e o regresso dos homens de Simon Grayson ao topo da Football League dificilmente poderia ter corrido melhor. Se alguma equipa deve ser avaliada como a surpresa da temporada, essa, tem de ser o North End. Tranquilos, sólidos e coesos, os Lilywhites navegaram sempre em águas tranquilas, a manutenção raramente foi um problema e a época terminou com o North End numa respeitável 11ª posição. Se a expectativa máxima da equipa, na pré-temporada, seria uma posição de meia tabela, dificilmente se adivinharia que tal tarefa fosse de tão fácil alcance. Mérito para Simon Grayson. O antigo lateral do Aston Villa partia para a nova época com algo a provar a si mesmo e não se desiludiu. Tirar equipas da League One tem sido uma constante para si, mas aguentá-las no Championship vinha sendo uma tarefa bem mais complicada.

Com Jermaine Beckford lesionado durante toda a temporada, marcar golos no Deepdale e fora dele foi a grande dificuldade do North End. Joe Garner não deu seguimento à grande época que havia feito em 14/15 e as referências ofensivas do North End acabaram por chegar do centro do terreno. Daniel Johnson provou que está cada vez mais jogador e a contratação de Paul Gallagher, ao Leicester, confirmou-se ser um óptimo achado. O North End abordou bem o mercado e também Adam Reach, por empréstimo do Middlesbrough, Greg Cunningham, Marnick Vermijl e Ben Pearson assumiram posições de destaque na equipa. Contudo, nenhum mais foi tão fulcral quanto o jovem Jordan Pickford. 

Durante anos Inglaterra viveu o drama da inexistência de grandes guarda-redes. Ora era David James, ora era Paul Robinson, Scott Carson ou Ben Foster. Se Inglaterra queria competir a nível internacional, tal, tornava-se complicado sem um guarda-redes de qualidade mundial. Nem lá perto. Joe Hart finalmente apareceu como o verdadeiro sucessor de Shilton (quase vinte anos depois) e com o aparecimento de nomes como Butland ou Pickford o futuro das balizas inglesas parece não vir a passar o calvário que tantos anos assolou a ilha britânica. Jordan Pickford, emprestado pelo Sunderland, foi tão decisivo durante a sua estadia em Preston que, nesse período, nenhum guarda-redes registou tantos jogos sem sofrer golos quanto ele. Apesar de ter deixado Deepdale em Dezembro, Pickford manteve-se até final da época como um dos guarda-redes com mais clean-sheets da temporada. Uma época de sucesso que o levou de volta a Sunderland, permitiu ao jovem agarrar o lugar de titular da selecção Sub-21 e estrear-se ainda na Premier League. Inglaterra e, especialmente, Sunderland, respiram de alívio. 

Para nova época da tranquilidade o North End terá de encontrar solução para a sua escassez de golos. Esperar que Beckford regresse saudável para 16/17 e, assim, marcar mais do que uma vez três golos numa partida. Aconteceu apenas à 12ª jornada com uma vitória categórica de 0-3 em Londres perante o Charlton. Os Lilywhites são, ainda assim, uma equipa construída a partir da sua defesa e, isso, torna-os uma equipa difícil de bater. Só o Bristol City e o Burnley cometeram menos erros defensivos ao longo da temporada, e só mesmo o Burnley sofreu menos golos derivado desses mesmos erros defensivos. Poucas equipas concederam ainda menos remates por jogo ao adversário quanto o North End. Concentração foi ítem chave na época dos Lilywhites e o mais complicado parece ter sido alcançado: estabelecer, de novo, o North End como equipa do Championship.

Getty Images

[next]A ESPERA CONTINUA

No Championship são 12 contra 12 e, no fim, o Ipswich Town não sobe nem desce. Se há clube que se confunde com a competição, esse, é o de Mick McCarthy. 2015/16 marcou a 14ª temporada consecutiva com a participação dos Tractor Boys e 16/17 não irá ser exceção. Sem surpresas, o Ipswich Town voltou a ter uma temporada tranquila, ainda que a luta pela promoção não tenha sido tão acesa quanto era expetável. 

2015/16 não foi particularmente memorável para o Ipswich Town. Apesar do sétimo lugar, a posição de play-off, a partir de Fevereiro que passou a ser mais uma miragem que uma possibilidade. A época dos Tractor Boys até começou forte, com um empate e três vitórias que deixavam a equipa de Mick McCarthy na primeira posição, mas nunca mais o Ipswich Town conseguiu encetar uma série de resultados realmente positiva. Faltou consistência de resultados aos Tractor Boys e se há algo que é chave numa boa época no Championship, isso, é a consistência. Ganhar bonito ou feio pouco importa (e se há equipa especialista em ganhar feio, essa, é o Ipswich Town de McCarthy), importa é ganhar. Os Tractor Boys nunca voltariam a vencer três jogos consecutivos e poucas vezes encetaram séries de invencibilidade. Não defenderam particularmente bem; não marcaram muitos golos e jogadores como Daryl Murphy nunca encontraram a sua melhor forma. McGoldrick voltou a debater-se com graves problemas físicos, e os agitadores Ryan Fraser e Teddy Bishop também passaram grande parte da temporada lesionados. Ofensivamente, o Ipswich Town em 15/16 dificilmente poderia ter rendido mais e, assim, não há luta pela promoção possível. Brett Pitman acabou por ser a grande referência da equipa com 10 golos. 

Falar de decepção em nova não promoção do Ipswich Town é, ainda assim, uma dura e injusta conclusão. Dado o orçamento disponível e projecto de McCarthy, muito tem feito o irlandês. Na verdade, com um plantel construído a custo zero e por jogadores emprestados, jogadores rejeitados de outras paragens (como Jonathan Douglas esta temporada, por exemplo), levar os Tractor Boys às portas do playoff consecutivamente tem sido um verdadeiro desfilar de milagres por parte de McCarthy. Fica por perceber quanto tempo mais aguentará o ex Wolves sob tamanhas restrições e quanto tempo mais irá durar o seu projecto. McCarthy merece mais condições, tal como a história do antigo clube de Sir Bobby Robson.

Getty Images

MAESTRO EM ORQUESTRA DESAFINADA

Sem ovos não se fazem omeletes. É uma das máximas do futebol e uma das verdades culinárias mais Lapalicianas de que há memória. Em Milton Keynes a estória é mais ou menos essa. No banco está sentado um maestro, mas com tamanha falta de qualidade no plantel não surpreende que os Dons tenham regressado de imediato para a League One. Esta era, à partida, a equipa mais fraca da liga e sem vitórias desde inícios de Março, raramente contrariou tal constatação.

De pouco valeu ao MK Dons o seu futebol positivo (e, por vezes, inocente). A equipa de Karl Robinson foi das que apresentou melhores ideias mas, igualmente, das que pior as concretizou. Pura, e simplesmente, por falta de qualidade individual para tal. Os Dons até foram das equipas com maior posse de bola média, com maior percentagem de acerto no passe, com um dos futebóis mais apoiados da liga mas, tudo isto, de nada valeu quando na frente de ataque estiveram homens que nem em postes de rugby marcariam pontos. 39 golos no total da época foi o pior registo ofensivo do Championship em 15/16, um registo que não surpreende quando se atende a algumas das estatísticas localizadas no último terço ofensivo do terreno: nenhuma equipa criou tão poucas oportunidades de golos, só duas equipas registaram menos assistências ao longo da temporada e, curiosamente, só o campeão Burnley fez menos “Key Passes” em toda a época (o que demonstra bem o nível de eficácia dos Clarets). Houve boas sensações, mas não houve quem as soubesse concretizar. 

15/16 nunca seria uma temporada fácil para o MK Dons. As grandes figuras da promoção da equipa ao Championship haviam saído do clube (Benik Afobe, Will Grigg e, especialmente, Dele Alli) e substituir esses homens seria praticamente impossível dado o pouco investimento que é feito no clube a nível de contratações. O MK Dons é um clube que vive da sua academia e da contratação de jogadores a custo zero e, especialmente, por empréstimo. Jovens como Diego Poyet, Josh Murphy (o menos mau, terminando a época com 5 golos e 8 assistências) e Jake Forster Caskey prometiam ser a nova face do futebol expansivo de Karl Robinson mas acabaram por desiludir, e as contratações de nomes como Simon Church, Dale Jennings e até Nicky Maynard revelaram-se verdadeiros fiascos. Foi uma temporada para esquecer na abordagem ao mercado do MK Dons e dados os constantes recados de Karl Robinson para o seu plantel antevê-se um Verão agitado e revolucionário por Milton Keynes. Robinson, esse, é cada vez mais um peixe fora de água nestes Dons e só a sua lendária lealdade o vai agarrando ao lugar.

talksport

UM FALHANÇO MONUMENTAL

Como é que um dos melhores ataques da competição, com a melhor dupla de avançados da liga, termina a temporada imediatamente acima da linha de água, é daquelas coisas que só Slavisa Jokanovic poderá explicar. Na verdade, a resposta até é simples: defensivamente, o Fulham foi um verdadeiro desastre e, em função disso, 15/16 foi um falhanço monumental para o clube de Craven Cottage.

Defender bolas paradas e lances de jogo aéreo foi um verdadeiro pesadelo para os Cottagers. Nenhum clube sofreu tantos golos nas referidas situações quanto o Fulham e, sem surpresa, só mesmo o Charlton conseguiu sofrer tantos golos no interior da própria área quanto o Fulham. De pouco serviu aos Cottagers a época de afirmação fenomenal de Moussa Dembélé; mais uma temporada de grande nível de Ross McCormack; o bom nível apresentado por Tom Cairney ao longo da temporada e, muito menos, a contratação de Slavisa Jokanovic para o comando técnico do clube (que nunca conseguiu resolver os graves problemas defensivos da equipa). 

Se o Fulham de Kit Symons era um falhanço à espera de confirmação, a equipa não melhorou substancialmente com Jokanovic. Bem pelo contrário. O Fulham, que inicialmente demorou quase dois meses para substituir o seu antigo treinador U21, só voltou a vencer ao sétimo jogo pós-Symons. Já com Jokanovic, que depois de ter levado o Watford para a Premier League, se pensava ser uma solução acertada dos Cottagers. Contudo, o sérvio não conseguiu dar a solidez defensiva necessária à equipa e o Fulham não conseguiria terminar a temporada em posição respeitável. 19 derrotas foram uma anormalidade para um clube que ainda há pouco tempo estava na final da Liga Europa. As lesões de Marcus Bettinelli (que tão boas indicações vinha deixando) e de Ryan Tunnicliffe não ajudaram, mas este era um plantel mais que capaz de, pelo menos, assegurar uma posição tranquila na tabela. Tal como em Milton Keynes, avizinha-se um Verão de grande agitação em Craven Cottage. Voltaremos a ter um grande Fulham em 16/17?

Fulham Football Club

[next]LOBOS EM PELE DE CORDEIRO

Depois de um 2014/15 de bom nível e de quase chegada ao playoff (falharam-no apenas na diferença de golos), a época 15/16 do Wolves foi uma desilusão. Quando se esperava o cimentar de posição e a subida de patamar futebolístico, a equipa de Kenny Jackett fez marcha-atrás e não foi além de um mediano 14º lugar. Quase tantas vitórias, quanto empates, como derrotas, como golos marcados, como golos sofridos. A época do Wolverhampton Wanderers foi a definição de mediania. 

Praticamente de um par de meses para outro, Kenny Jackett perdeu as suas três principais figuras. Nouha Dicko passou a temporada quase toda lesionado, Benik Afobe surgiu desmotivado e acabou por sair para Bournemouth e Bakary Sako há muito se sabia estar fora do Molineux. E quem perde um trio desta envergadura, dificilmente se endireita. Jordan Graham ainda deu sinais de ser o novo rei do Molineux mas uma lesão grave deixou-o fora de combate durante todo o 2016, e lesões quase tão graves em momentos chave da época como as de Mike Williamson, Kortney Hause, Ebanks-Landell, Michael Zyro ou Dave Edwards certamente também não ajudaram. Não foi, por isso, uma época fácil para Kenny Jackett. 

Jackett que foi, assim, obrigado a virar-se para a juventude, com todas as virtudes e defeitos que daí advêm. Inconsistência, particularmente. E se há palavra que melhor pode definir a temporada do Wolverhampton Wanderers em 15/16, ela, é inconsistência. Bem tentaram mas, por vezes, estes foram lobos em pele de cordeiro. Com uma equipa jovem, explosiva, mais experiente e bem orientada, o Wolves volta a ser uma das grandes promessas futebolísticas do Championship para 16/17. Reencontrar a equipa com os golos e conseguir dar outro nível à baliza do clube (a contratação anunciada de Andy Lonergan não é particularmente entusiasmante) serão itens chave do sucesso do Wolves para a próxima temporada.

Getty Images

MEDIANIA SEM FIM À VISTA

Convencer um adepto do Nottingham Forest a estar confiante acerca do futuro do clube parece ser, cada vez mais, uma daquelas tarefas somente ao alcance dos melhores motivadores do mundo. 15/16 foi mais uma temporada de total irrelevância e insignificância em Nottingham mas, sendo justos, dificilmente poderia ter sido diferente. Por culpa própria, claro está. 

Desde logo porque Dougie Freedman se manteve no clube até meados de Março. Apesar de algumas boas indicações deixadas pelo camaleonismo táctico que o Forest vinha apresentando (muito por culpa das ondas de lesões que sempre assolam o clube), Freedman continuou sem convencer e sem mostrar que era por ali que passava a solução para o futuro do clube. E não foi. A 13 de Março, Freedman deixa o comando técnico do clube entregue a Paul Williams que não vai além de quatro derrotas e um empate nos seus primeiros cinco jogos, para terminar a época numa interessante série de cinco jogos sem perder. O Forest que até passara 13 jogos sem perder entre final de Novembro e início de Fevereiro, estava na altura já com a manutenção em vista. Foi uma temporada de verdadeira vertigem, com o Forest a passar do sonho do play-off para o pesadelo da despromoção em poucas semanas. 

Dentro e fora de campo a época do Forest foi complicada. Assombrada por um embargo de transferências resultante de penalizações relativas ao Fair Play Financeiro da Football League, só por empréstimo e a custo zero o Forest conseguiu fortalecer a equipa. Nomes como Chris O’Grady, Ryan Mendes, Matt Mills, Jamie Ward, Dani Pinillos, Liam Trotter, Gary Gardner e, claro está, Nélson Oliveira (melhor marcador da equipa com 9 golos) foi o melhor que o Forest e Freedman conseguiram arranjar para um desejado (mas altamente improvável) assalto à promoção. E, como vem sendo hábito, nem as lesões largaram os Tricky Trees.

Hobbs não jogou desde Fevereiro, Danny Fox só regressou em Abril, Pinillos falhou todo o 2016, Chris Cohen só regressou em 2016, Robert Tesche em Dezembro, Andy Reid não fez um minuto sequer, Assombalonga cumpriu pouco mais de uma hora de futebol em toda a temporada (ainda foi a tempo de fazer um golo na última jornada) e Matty Fryatt também falhou toda a temporada. Demasiados nomes importantes no plantel que ficaram, quase sempre, fora das contas da temporada, onde pelo menos, David Vaughan e Henri Lansbury estiveram a grande nível. O talentoso ex Arsenal, capitão do Forest, encontrou a sua pouco habitual consistência, mas foi o ex Sunderland que deslumbrou realmente. Vaughan foi uma verdadeira máquina e liderou a liga em tackles efectuados por jogo (e por larga margem). 

O Verão de 2016 marcará nova incursão do Forest no mercado de treinadores e, este, é um clube que precisa, acima de tudo, de estabilidade. A escolha do novo técnico irá ser fulcral, já que este Forest parece estar mais disponível para cair do Championship que para subir à Premier League. Falta qualidade, opções, estabilidade e direcção técnica. Falta tudo aos Reds para que o futuro seja encarado com optimismo.

The Independent

CHICOTADAS PSICOLÓGICAS DECISIVAS

Chegar, ver e vencer. Quando Neil Warnock toma o comando técnico do Rotherham United, já Fevereiro ia lançado, não parecia haver grande volta a dar: os Millers iam a caminho da League One. Pouco se aproveitava do plantel e o clube ia já no quarto treinador da temporada depois de Steve Evans, Erick Black e Neil Redfearn. Apesar de duas derrotas nos seus primeiros dois jogos, o que se seguiu foi uma salvação absolutamente épica de uma equipa que estava há muito condenada. Seguem-se onze (!) jogos sem qualquer derrota e os Millers saltam da 22ª posição para o 19º lugar e a manutenção estava assegurada, com as duas derrotas finais a serem meras formalidades num final de época de sucesso para o veterano técnico inglês. Apesar do milagre operado em Rotherham, Warnock deixa os Millers para Alan Stubbs e cabe agora ao antigo técnico do Hibs elevar os Millers ao nível seguinte.

David Cotterill não é um mau treinador. O futebol que o Bristol City apresentou em 2014/15 na League One, que dominou por completo, não é para qualquer um, mas por alguma razão o ex Nottingham Forest não conseguiu adaptar o seu jogo ao nível do Championship. O Bristol City, apesar de à partida ser a equipa vinda da League One com maior capacidade para melhor se adaptar ao aumento do nível adversário, revelou dores de crescimento e viu-se envolvida numa desesperante luta pela manutenção. Não importou a época fabulosa de Jonathan Kodjia (19 golos vindo da segunda divisão francesa), o Bristol City simplesmente não se soube adaptar ao Championship. O futebol até era agradável mas faltou, tantas vezes, a “tal” sorte. John Pemberton conheceu todos os resultados possíveis nos seus três jogos como interino, mas foi quando Lee Johnson, o mais jovem treinador dos escalões profissionais do futebol inglês, tomou conta dos Robins (ele que até vinha guiando o Barnsley numa depecionante época entretanto salva por Paul Heckingbottom) que o Bristol City finalmente se acercou do seu real potencial. 

Quatro vitórias nos seus cinco primeiros jogos já chegavam para fazer melhor que os antecessores (os Robins tinham apenas três vitórias até então), sendo que o Bristol City viria ainda a registar mais sete jogos sem perder. Ao todo, Johnson alcançou 43,8% de percentagem de vitórias nos seus 16 jogos à frente de um desmotivado Bristol City. 16/17 surge, assim, promissor para o clube de Ashton Gate e caso os Robins estejam, por fim, ao nível do seu potencial, as expectativas para assumir uma luta pelo playoff de promoção podem ser bem reais. Com o estádio praticamente remodelado e com promessas por parte do seu dono Stephen Lansdowne em querer tornar Bristol o novo epicentro do desporto inglês (que é como quem diz: há dinheiro para investir), o futuro por Bristol parece risonho. Não só para os Robins, como para os recém-promovidos Bristol Rugby que não alcançavam a Premiership desde 2009.

Rotherham Adviser
Bristol City Community Trust

[next]CONTRA TUDO E TODOS NÃO HÁ MILAGRES

Se no banco do Bolton Wanderers residia a grande mais-valia da equipa, apesar de um ou outro jogador interessante, pouco pôde fazer Neil Lennon perante tantos problemas fora de campo que minaram por completo qualquer possibilidade de sucesso dos Trotters na presente temporada. A ameaça de entrada em bancarrota foi severa, houve atrasos nos pagamentos aos jogadores e funcionários do clube e o antigo treinador do Celtic teve de jogar em vários campos para além do seu próprio relvado. Conclusão? O Bolton Wanderers ficou rapidamente arredado das contas da manutenção, Lennon deixou o clube em meados de Março e a sua própria carreira passou a necessitar de um remendo profundo. Para Lennon a estadia em Bolton foi ainda mais grave que a queda do próprio clube e, agora, será no Championship escocês (ao serviço do Hibs) que terá de relançar a sua carreira. Um passo em falso que poderá deixar marcas profundas no futuro de Lennon como treinador em Inglaterra.

Apesar da compra do clube por parte do antigo jogador dos Trotters Dean Holdsworth, o trabalho para restabelecer o clube aos padrões de exigência que um clube como o Bolton exige é tanto, que os Trotters parecem, neste momento, mais capazes de cair nova divisão que voltar a subir. Esta era uma equipa que, já de si, não contava com jogadores particularmente talentosos e os que ainda dispunha, como Liam Trotter, Zach Clough e Josh Vela, deverão sair de Bolton no próximo mercado de Verão. Na verdade, a revolução no plantel já começou e nomes importantes no plantel como David Weather, Neil Danns, Liam Feeney ou Rob Hall, bem como o lendário Emile Heskey, foram já dispensados após terminarem os seus contratos. 2016/17 irá ser um duro teste à competitividade deste Bolton Wanderers que envolvido em dívidas astronómicas irá precisar de muito trabalho para se voltar a reerguer. 

Com 41 golos marcados e 81 sofridos, não só os Trotters foram o segundo pior ataque da prova (Heskey e Madine na frente de ataque só podia correr mal), como foram mesmo a pior defesa da competição. A competitividade e raça que Lennon, inicialmente, havia incutido nos seus jogadores esvaiu-se com os problemas fora de campo e a falta de motivação dos homens de Bolton foi evidente. 15/16 é para esquecer mas o futuro, esse, não é particularmente luzidio.

The Guardian

O FIM DE UM CICLO COM UM REGRESSO SEBASTIÓNICO

2015/16 começou sob forte controvérsia em Griffin Park. Já se sabia que assim seria, aliás. Há muito que Mark Warburton havia confirmado a sua saída do clube londrino, mesmo depois dos Bees terem sido uma das mais deslumbrantes propostas de futebol em 14/15. Sem surpresa, a escolha de Marinus Dijkhuizen a revelou-se um autêntico fiasco por parte de Matthew Benham. Como, aliás, o próprio dono do Brentford viria a assumir mais tarde. Benham acabou por dar o braço a torcer e colocou marcha-atrás no seu suposto novo projecto baseado no sistema moneyball. Pelo menos, aparentemente. Regressou às bases e origens, foi à League One pescar Dean Smith, que ia fazendo um trabalho incrível no Walsall mas o Brentford já não era o mesmo que meses antes chegara ao play-off de promoção deste Championship.

O futebol nunca foi tão atractivo e expansivo como nos meses de Warburton mas um nome sobressaiu sobre os demais: Alan Judge. O extremo irlandês até parecia chegar ao final da temporada com o passaporte carimbado para França, fruto de uma temporada absolutamente incrível (14 golos e 11 assistências), mas uma grave lesão na perna (partiu mesmo a zona inferior da perna) num confronto com o Ipswich Town, após tackle durissimo de Luke Hyam, colocou um ponto final no sonho do extremo/médio ofensivo. Para o registo ficou uma época deslumbrante do agora organizador de jogo dos Bees, para o PD, o jogador do ano na competição, mas uma época tão boa que poderá ditar o adeus de Judge a Griffin Park.

A possível saída de Alan Judge (que vinha colecionando interesses vários, quer na Premier League, quer de outros clubes do Championship) marcará, definitivamente, o fim de um ciclo em Londres. Depois das saídas de Warburton, Stuart Dallas, Jonathan Douglas, Alex Pritchard, Moses Odubajo, Andre Gray, Toumani Diagouraga, James Tarkowski e até Jota, apenas deixam Harlee Dean e Jake Bidwell como os principais sobreviventes da fantástica equipa que subiu da League One para tomar o Championship de assalto em 14/15. Para sempre, uma das equipas que melhor futebol praticou numa segunda divisão do futebol europeu (não fosse a incrível ascensão do Bournemouth e teria sido a história da década). O Brentford perdeu, assim, uma fantástica oportunidade para levar um pequeno clube de Londres, com um estádio, digamos, cheio de carisma, para junto dos grandes palcos do país.

A chegada de Dean Smith colocou um ponto final na interessantíssima, mas desinteressada, carreira de Lee Carsley como treinador principal do clube. Com Carsley o Brentford regressou às grandes exibições e ao trilho dos play-off (50% de percentagem de vitórias) mas, já com Dean Smith, os Bees voltaram a cair de forma e com um horrível início de 2016 com 10 derrotas em 13 jogos, o clube de Griffin Park ficou irremediavelmente fora da luta pela promoção. Smith lá endireitou, por fim, o barco, e sete vitórias nos últimos nove jogos da época acabaram por deixar o Brentford num saudoso nono lugar. Permitiu, acima de tudo, encarar a nova temporada com algum positivismo que já vinha faltando à massa adepta do icónico clube londrino. Uma fase final da temporada marcada pelo regresso de Scott Hogan à competição. O desaparecido avançado dos Bees, contratado em Julho de 2014 pelos Bees aos Rochdale, Hogan sofreu múltiplas e gravíssimas lesões no joelho (obrigaram mesmo à reconstrução do ligamento) que o deixou de fora durante praticamente duas temporadas. Em Fevereiro, Hogan regressou, por fim, à competição num jogo dos U21, e já em Março fez a sua estreia na temporada perante o Blackburn Rovers. O que se seguiu, nem Hollywood faria melhor. Hogan precisaria apenas de utilizações como suplente utilizado e pouco mais de noventa minutos de futebol para fazer sete (!) golos, entre os quais, três bis nas 43ª, 45ª e 46ªs jornadas. Por isto, Hogan seria considerado o jogador do mês de Abril para a Football League com uma média surreal de um golo a cada 24 minutos. we’ve got Hogan, Scott Hogan, I just don’t think you understand, he’s better than Ronaldo…

The Independent

PÉ ANTE PÉ, UMA QUASE CHEGADA AO PLAYOFF

Quem imaginaria tal coisa. A luta não foi particularmente acesa, só por um par de vezes alcançaram o Top-6, mas os galeses do Cardiff City, sem grande alarido, quase que furtivamente, quase que felinamente, ficaram mesmo às portas do play-off de promoção. Russell Slade, longe de ter convencido a massa adepta da capital galesa (teve mesmo o dom de afastar os adeptos do estádio), acabou por deixar o clube depois de um trabalho bastante meritório. Slade encontrou agora nova casa no The Valley e é agora Paul Trollope, antigo assistente do clube e de Chris Hughton, que terá a complicada tarefa de reunir clube e adeptos, criando valor sobre a boa herança deixada por Russell Slade.

Longe de encantar, o Cardiff City foi, acima de tudo, competente. Não embarcou em horríveis séries sem vencer, teve os seus momentos de invencibilidade (pelo menos cinco séries de quatro ou mais jogos sem perder) e, acima de tudo, foi sempre uma equipa sólida, coesa, trabalhadora e tranquila. Uma equipa personalizada. Uma equipa que se confundia com o seu treinador. O futebol nunca foi o mais agradável mas era, acima de tudo, muito profissional. Mas os adeptos galeses são ambiciosos e entusiásticos e queriam mais. Slade e a sua equipa foram demasiadas vezes vaiados para que o ex Leyton Orient aguentasse a pressão e o regresso a Londres, agora para endireitar o Charlton Athletic, surgiu como uma decisão óbvia. O Championship, esse, perde um dos seus gentlemen. 

Foi uma temporada tranquila. Uma defesa sólida, um ataque suficientemente concretizador, e boas exibições, acima de tudo, dos seus jogadores defensivos. Sempre em 4-4-2 e com um núcleo bem definido. Sean Morrison foi um muro, Ralls e Whittingham ditaram e pautaram o jogo dos galeses (ambos terminaram a época com sete assistências) e Anthony Pilkington redescobriu-se como avançado centro. Faltou um matador para elevar o nível de jogo dos bluebirds a outro nível e, isso, é algo que Trollope terá de resolver. As bases e fundações ficaram bem montadas, agora, é saber decorar.

Cardiff City.co.uk

[next]TRANQUILIDADE POUCO SURPREENDENTE

Talhados para jogar fora de casa, mas com um forte registo caseiro. O Birmingham City foi uma equipa tranquila ao longo da temporada e depois de ter salvo a equipa da possível despromoção em 14/15, Gary Rowett, liderou os Blues a novo 10º lugar na tabela. Um 10º lugar algo enganador, ainda assim, já que grande parte da temporada foi passada acima dele e com fortes possibilidades de encetar uma luta pelo play-off de promoção. Contudo, uma quebra de forma nos últimos meses da temporada, bem como a perda de alguma solidez caseira, retirou o Birmingham City das portas do play-off e estabeleceu os Blues pelo 9º/10º lugar. Já com pouco por lutar, a equipa de Gary Rowett terminou a temporada em clara descompressão e acabou por não registar qualquer vitória nos últimos seis jogos da época, onde se incluíram quatro jogos caseiros.

Fiel ao seu núcleo, foi praticamente impossível as novas contratações penetrarem no onze tipo dos Blues. Rowett aproveitou nomes como Lafferty, Fabbrini, Buckley, Vaughan, Solomon-Otabor ou Brock-Madsen para pontuais participações e foi em velhos conhecidos que baseou o seu futebol. Nomes que não desiludiram. Jacques Maghoma fez cinco golos e duas assistências, David Cotterill quatro golos e seis assistências, Clayton Donaldson esteve em boa forma com 11 golos e apenas os “novos” Jon Toral, Tomasz Kuszczak e, especialmente, Maikel Kieftenbeld pegaram de estaca na equipa de Birmingham. Kuszczak e Kieftenbeld ajudaram, particularmente, a garantir uma maior solidez defensiva. A perda de Demarai Gray, em Janeiro foi, ainda assim, um rude golpe nas aspirações dos Blues já que nenhum outro jogador do plantel oferecia tamanha irreverência ao jogo ofensivo da equipa de Gary Rowett.

Sólidos defensivamente, será no panorama ofensivo que Gary Rowett terá de encontrar soluções que permitam ao Birmingham City voltar a lutar pela subida de divisão. Neste momento, os Blues são um clube em claro sobre-rendimento, mais por culpa do seu brilhante treinador que pela qualidade individual que possuem, mas tal não durará para sempre. Rowett começa a estar excessivamente limitado em St. Andrew’s, o dinheiro é escasso, e só mesmo a venda iminente do clube poderá dar outro tipo de fulgor ao plantel. Ainda assim, tudo o que importa para 2016/17, é que haverá um apaixonante Second City Derby no Championship. O chão já treme.

Birmingham City FC

NAHKI WELLS E MAIS DEZ

2015/16 foi histórico em Huddersfield. Não porque a antiga equipa de Bill Shankly tenha conseguido regressar à primeira divisão do futebol inglês (tal não acontece desde 1972), mas porque pela primeira vez nos seus 107 anos de história, os Terriers contrataram um treinador não britânico para orientar a principal equipa de futebol. David Wagner. Antigo braço direito de Jürgen Klopp e padrinho de casamento do icónico e carismático actual técnico do Liverpool, foi o escolhido e as promessas de um gegenpressing à alemã pelo John Smith não faltaram. Contudo, e fora pontuais demonstrações de potencial, a época do Huddersfield Town não foi além de um nome.

Nahki Wells. Há muito que o Demónio das Bermudas prometia, mas a sua época de explosão tardava em surgir. Os 42 golos marcados pelo Bradford em 91 partidas na League Two pouco depois de ter completado vinte anos eram belos indicadores de um futuro risonho e o Huddersfield Town não se coibiu em pagar um alegado recorde de transferências do próprio clube. Wells chegava ao John Smith's, em Janeiro de 2014, para fazer esquecer Jordan Rhodes mas só dois anos depois tem a sua verdadeira época de afirmação. Aos 26 anos, David Wagner, tirou o melhor de Wells e um avançado que, até então tinha apenas quatro golos marcados, terminou a temporada com 17 tentos e o quinto lugar na lista dos melhores marcadores. 

Mais uma vez a temporada do Huddersfield Town termina com os Terriers na metade baixa da tabela. Os Terriers revelam sempre limitações graves o suficiente para não permitir ao clube sonhar com algo mais mas, pelo menos este ano, a despromoção nunca pareceu ser realmente um problema sério. Apesar de nunca conseguir a consistência de resultados e exibições mais desejável, o Huddersfield Town, a espaços, deixou boas indicações. Indicações que 2016/17 poderá ter aqui uma das equipas a observar com maior atenção. Wagner poderá fazer uma pré-época com o seu plantel, as rotinas de jogo estarão mais desenvolvidas e, apesar de Huddersfield não ser o mercado mais rico ou apetecível da liga, poderá dotar um plantel bastante jovem (Philip Billing, Kyle Dempsey, Harry Bunn, Joe Lolley e até Sean Scannell ou Jason Davidson são jogadores muito interessantes) com nomes mais adequados ao estilo de jogo que o ex Dortmund quer implementar. Ivan Paurevic, por exemplo.

The Examiner

VALE DOS PESADELOS

Pelo The Valley foi mais uma época desastrosa. Apesar do potencial do clube londrino, não houve salvação para os Addicks e o reinado de Roland Duchâtelet por Londres irá sempre ficar marcado por uma despromoção ao terceiro escalão do futebol inglês. Os protestos contra a direcção e propriedade do clube, esses, estão mais fortes e agressivos que nunca, com o encontro perante o Brighton & Hove Albion, por exemplo, a ser interrompido por duas vezes por arremesso de objectos para o relvado. Não faltaram balões, bolas de praia ou tochas pelo The Valley. Péssimos apontamentos a nível de direcção técnica, recrutamento de jogadores dúbio, planteis desequilibrados (tanto há Gudmundssons ou Cousins, como Rod Fanni’s e Sarr’s) e uma total falta de identidade e personalidade têm sido marca registada da história recente do Charlton Athletic. Um clube que até tem uma formação bastante evoluída (Joe Gomez é talvez o caso mais recente, mas Ademola Lookman, Holmes-Dennis ou Ahearne-Grant prometem seguir-lhe as pisadas rumo à Premier League em pouco tempo), é também um clube que não se conhece a si próprio. Nomes como Bradley Dack (a fazer uma temporada absolutamente triunfal pela League One) não faltam pela Football League. Jogadores que os Addicks avaliaram de forma errada, dispensaram, e poderiam estar a oferecer uma competitividade muito maior ao clube na actualidade. Um clube que é agora uma sociedade das nações de qualidade dúbia (só mesmo o Cardiff City ultrapassa os Addicks no número de jogadores estrangeiros presentes no plantel), quando podia ser um caso especial de sucesso auto construído. Futuro risonho? Só quando o clube for vendido.

15/16 até começou de forma positiva para os Addicks, com quatro jogos sem perder (dois deles vitórias) mas rapidamente o Charlton Athletic ligou o botão de auto destruição. Nove derrotas nos onze jogos seguidos (dois empates nos restantes) deixaram os Addicks, desde logo, em posição de despromoção e sem treinador. Guy Luzon foi despedido, seguiu-se Karel Fraeye, mas os resultados não melhoraram substancialmente. O clube passou toda a segunda metade da temporada em zona de despromoção e mesmo com a tentativa desesperada de trazer Jose Riga de volta para o The Valley, os Addicks acabaram despromovidos como o pior ataque da prova e a segunda pior defesa da competição. 

16/17, contudo, já mexe por South London. Os Addicks já confirmaram Russell Slade como o seu novo treinador e, por fim, voltam a ter um técnico conhecedor da competição em causa e que chega ao The Valley com experiência em arrumar a casa e endireitar um barco a afundar. Tal qual como fizera em Cardiff. À partida, Slade é tudo aquilo que os Addicks precisavam e tudo aquilo que os fãs vinham reclamando. Resta saber qual o grau de empenho de Roland Duchâtelet para com o clube londrino e, Slade, terá de fazer algo que acabou por não conseguir fazer em Cardiff: conquistar os adeptos e voltar a apaixoná-los pelo clube.

Charlton Athletic FC

[next]UMA REAL TRAPALHADA

Como um clube como o Reading volta a terminar uma temporada mais perto da zona de despromoção que da zona de promoção, é algo que ninguém saberá explicar. Se em 2015 o clube fez ainda pior, o 17º lugar de 2016 não é particularmente honorável. Este era, afinal, um plantel com qualidade e potencial para assumir uma luta séria pela promoção, repleto de jogadores internacionais (só o Hull City, o Forest e o Derby têm nas suas fileiras mais jogadores internacionais e, no caso do Forest, sem a qualidade que os Royals apresentavam), mas que por incrível ironia do destino nunca entrou realmente em 2015/16.

A época prometia para o clube de Steve Clarke. Com um dos melhores treinadores da liga e com reforços experientes e de qualidade comprovada como Orlando Sá, Stephen Quinn, Paul McShane, Lucas Piazon, Matej Vydra e Ola John, não parecia haver volta a dar: este Reading era um caso sério de qualidade e profundidade no plantel. Afinal, já lá moravam nomes como Gunter, Ferdinand, Obita, Norwood, Robson-Kanu, Blackman, McCleary, Williams ou Simon Cox. Este era um dos plantéis mais fortes da liga, mas a temporada começa mal. Nenhuma vitória em quatro jogos, até que a equipa finalmente acorda. Vence seis dos oito seguintes, Blackman enceta uma incrível série de oito golos em nove jogos, chega ao topo da lista de melhores marcadores e o Reading finalmente estava no topo da liga. Tudo normal até que Steve Clarke recebe um convite para entrar em conversações com o Fulham para assumir o lugar de treinador do clube, entretanto vago. Clarke acaba por decidir ficar em Reading mas, entretanto, perdera o balneário e os adeptos não o perdoaram. O clube volta a entrar numa espiral negativa de resultados e Clarke é demitido dos Royals já com o clube a meio da tabela. Que trapalhada. O interino Kuhl soma derrotas nos três jogos que orienta e o Reading faz regressar ao Madejski um nome querido e que tanto sucesso havia dado ao clube: Brian McDermott. Mas, diz o ditado, nunca regresses a uma casa onde já foste feliz. McDermott nunca conseguiria dar a estabilidade e consistência necessárias aos Royals e o clube de Reading termina mesmo a temporada com uma série de seis derrotas em sete jogos (um empate pelo meio) que o deixa num desolador 17º lugar. 

16/17 não terá McDermott ao comando dos Royals e, ainda que falte saber quem irá orientar o clube, uma coisa é certa: Hal Robson-Kanu, membro chave do Europeu País de Gales, já não irá estar por Reading. O avançado terminou contrato e os Royals perdem uma das suas principais figuras para a nova temporada. Simon Cox e Anton Ferdinand também foram dispensados e resta perceber se 2016/17 trará renovação total ao Reading (Norwood também parece de saída), ou se começará com os Royals, novamente, como uma das grandes forças da competição.

getreading.co.uk

NEM JIMMY FLOYD RESOLVEU

Por Loftus Road sabia-se que 15/16 nunca seria uma temporada fácil. O QPR precisava urgentemente mudar a sua política de mercado e, acima de tudo, precisava arrumar a casa e deixar sair a quantidade absurda de jogadores sobre-pagos que tinha sob contrato. Chris Ramsey tinha uma tarefa inglória, é certo, orientava um clube altamente instável, mas nunca confirmou ser o homem certo no lugar certo. 

Ramsey teve, ainda assim, algo a seu favor. Conseguiu convencer Charlie Austin e Matt Phillips a manterem-se por Loftus Road e ajudar o clube a um possível regresso imediato à Premier League. Cedo se percebeu, contudo, que o QPR estava longe de apresentar a qualidade, competitividade e, convenhamos, direcção técnica, para tal. Quinze jogos depois e com o clube londrino enterrado na tabela, num pouco surpreendente 13º lugar, Ramsey é despedido. Neil Warnock assume o comando técnico de forma interina, vence dois de quatro jogos, e deixa o clube de tal forma entusiasmado pela vitória tardia em Reading que até nos fez corar de vergonha. Warnock praticamente pedinchou em directo para as câmaras da Sky que o QPR lhe desse um contrato definitivo, mas a direcção dos R’s tinha outro nome em mente: Jimmy Floyd Hasselbaink.

Jimmy Floyd Hasselbaink. Antiga estrela do Chelsea. Do Atlético de Madrid. Do Boavista. Do Campomaiorense. Tem no currículo uma sólida temporada na segunda liga Belga, apenas, quando chega a Inglaterra para a pesada tarefa de suceder a Gary Rowett no comando técnico do Burton Albion. Rowett que revolucionara os Brewers havia saído para Birmingham e dificilmente alguém parecia estar ao nível do incrível trabalho do técnico inglês. Aproveitando ou não o legado deixado por Rowett, a verdade é que Jimmy Floyd Hasselbaink não só deu seguimento ao bom trabalho de Rowett, como parece ter colocado o Burton Albion noutro patamar. Conquista um incrível título na League Two e quando se previa que um Burton Albion a lutar pela estabilidade na League One, torna os Brewers numa das potências da divisão. É líder da League One quando o QPR surge na equação e deixa os Brewers entregues a Nigel Clough que, também ele, garante sucesso para o pequeno clube de Burton. 16/17 irá ter os Brewers no Championship.

Em Loftus Road, contudo, Jimmy encontra toda uma outra dimensão. Da estabilidade de Burton, chega à caótica Londres e ao caco que é o QPR. Demora a impor-se e só ao nono jogo ao comando dos R’s encontra o caminho das vitórias. Vence, finalmente, de forma convincente, em Rotherham mas vê Charlie Austin abandonar Londres rumo a Southampton. Substituiu o internacional inglês por Conor Washington mas o antigo carteiro não consegue, nas suas quinze presenças, marcar qualquer golo. Jimmy consegue, ainda assim, garantir alguma estabilidade e consistência aos R’s e deixar o QPR num tranquilo 12º lugar. Um lugar que permitirá ao antigo internacional holandês continuar a arrumar a casa com tranquilidade (Faurlin, Rob Green, Clint Hill, Yun e Armand Traoré já abandonaram o clube) e, finalmente, devolver a personalidade há muito perdida pelo clube de Loftus Road. Quando os R’s voltarão a lutar pela promoção? Bom, isso poderá não estar para breve. Mas também não estava em Burton…

BBC

E AGORA, MR. LAMBERT?

Quando Paul Lambert tomou conta do Blackburn Rovers, a 15 de Novembro, o Rovers estava enterrado na classificação. Mas os sinais eram promissores. Chegava um treinador experiente, com provas dadas na competição após a promoção do Norwich City há uns anos, que segurara o Aston Villa na Premier League enquanto tudo à sua volta definhava e, especialmente, porque o Blackburn Rovers, apesar dos maus resultados e claro sub-rendimento, tinha matéria prima para melhorar significativamente. Nada mais errado.

A estadia de Lambert por Ewood Park começa da melhor forma. Depois do péssimo (e algo esperado) inicio de temporada ainda com Gary Bowyer no comando da equipa, Lambert consegue três vitórias e dois empates nos cinco primeiros jogos como técnico do Rovers. Finalmente, o ex campeão inglês parecia endireitar-se. Foi fogo efémero. Seguem-se oito jogos sem vencer (quatro deles derrotas) e o Blackburn Rovers, que até parecia começar a aproximar-se da zona de playoff, volta a cair para junto da zona de despromoção. O último terço da temporada fica marcado pela saída de Jordan Rhodes para Middlesbrough e, em termos de resultados, fica marcado por uma clara inconsistência. Muitas derrotas e vitórias pontuais. O Rovers apenas garante um tranquilo 15º lugar no último par de jornadas depois de terminar a temporada com quatro jogos sem perder. Perante tal falhanço, Lambert deixou o clube e, para 16/17, o Blackburn Rovers contratou Owen Coyle.

Lambert chegou a Ewood Park sob a promessa de ser um treinador revigorado. O seu hiato pós Villa Park, aparentemente, havia-lhe dado a possibilidade de rever o seu próprio jogo, trabalhar de perto com outros treinadores e assistir a sessões de treino em clubes como o Borussia Dortmund. Mas, se Lambert era um treinador novo, dele, pouco se viu em Ewood Park. O ex campeão europeu falhou redondamente no Blackburn Rovers e quando se esperava que, pelo menos com uma pré-época e uma equipa trabalhada por si, o Rovers poderia ser mais personalizado, abandonou Ewood Park. É certo que o embargo de transferências e a colossal dívida que assola o clube não ajudaram, mas o plantel deste Blackburn Rovers pedia mais. E agora, Mr. Lambert? Lambert, confiante, afirma que não será difícil arranjar nova proposta interessante. Esperamos para ver.

Lancashire Telegraph

MAIS DO MESMO

Mais um ano passou, mas os pontos-chave da época do Leeds United são os mesmos. E, claro está, pouco estão relacionados com o desempenho da equipa em campo. Massimo Cellino voltou a fazer das suas, não terminou a temporada sem despedir pelo menos um treinador e ainda teve o condão de minar de forma quase irreparável a sua relação com os adeptos do clube de Elland Road.

15/16 começou promissor para o Leeds United mas rapidamente, como habitual, tudo se desvaneceu. Ainda em Maio, o clube garantiu a chegada de Adam Pearson à direcção do clube e a estabilidade há tanto procurada parecia chegar. Afinal, este era um dos homens responsáveis pela ascensão meteórica do Hull City no futebol inglês. Dias depois, o Leeds United confirma Uwe Rosler como técnico da equipa. Experiente e com passagens muito interessantes pelo Brentford e pelo Wigan (esqueçamos a época da despromoção), Rosler era um técnico como há algum tempo o Leeds não tinha. Depois? Depois começaram os problemas. Neil Redfearn abandona a academia do clube (sob o seu comando o Leeds deu a conhecer uma geração incrível de nomes como Byram, Mowatt, Taylor e Cook), Adam Pearson regressa a Hull por questões pessoais, e até problemas com o catering do estádio enfurecem os adeptos. Cellino compromete-se a vender o clube, mas apenas aos adeptos, para semanas mais tarde arrepender-se e afirmar que não vai a lado nenhum. Ufa. Que tragédia será ser-se adepto do Leeds United.

Em campo? Bom, apenas uma boa série de resultados entre a 19ª e a 25ª jornada altura em que já Steve Evans era o treinador da equipa. O Leeds, apesar da boa movimentação no mercado (Bamba, Dallas, Erwin, Buckley, Bridcutt e, especialmente, Chris Wood, foram boas adições ao plantel do United), nunca conseguiu a estabilidade e consistência necessárias em campo e nunca saiu do meio da tabela. Sam Byram incompatibilizou-se com o clube e saiu para West Ham e boas exibições individuais de nomes como Lewis Cook e Charlie Taylor deixaram os jovens prodígios de Elland Road perto da porta de saída. Chris Wood, esse, terminou a temporada com 11 golos e foi o melhor marcador da equipa e Kalvin Phillips deu-se a conhecer como a cara nova da fornada de luxo que saiu da academia de Elland Road. 

Depois de falhar os seus dois alvos públicos para 16/17, Massimo Cellino confirmou Garry Monk como o novo treinador do Leeds. Darrell Clarke e Karl Robinson deram negas ao italiano e fica por perceber como é que um treinador que, ainda há poucos meses, detinha tanto crédito público como Monk, se vai meter numa alhada destas. Leeds é, por esta altura, um cemitério de treinadores e nem mesmo todo o talento que Monk mostrou em Swansea deverá ser suficiente para oferecer sucesso ao clube de Elland Road. Não enquanto Cellino por lá andar. Se o conseguir? Bom, passará a ser um dos treinadores mais respeitados do país. O Leeds United ainda é assim tão grande.

The City Talking

[next]O TREINADOR
SEAN DYCHE

Um tradicionalista no futebol moderno. Sean Dyche parece um homem perdido no tempo e, isso, não tem nada de errado. A sua abordagem é simples. Mais do que engenho táctico, o futebol ainda é um desporto de garra, superação e trabalho. Nenhuma equipa pode correr mais que a sua. Nenhuma equipa pode trabalhar mais que a sua. E, no final, se o resultado não for o melhor, importa que os seus jogadores tenham dado tudo. Claro que Dyche não anda nisto do futebol só para participar, quer ser um vencedor, mas vencer a qualquer custo não é tudo. 

Sean Dyche é um homem perdido no tempo. É um treinador clássico. É um treinador como já não se fazem. Um romântico do futebol. Um livro aberto. De Dyche nunca surgirão faltas de respeito nem mensagens subliminares. O fair-play estará acima de tudo. Dyche é um senhor e, por ele, tiramos o chapéu. Dyche trouxe de volta ao futebol inglês, e com sucesso e modernidade, uma filosofia perdida. A da lealdade, do trabalho de equipa e do trabalho incansável sem bola. Nenhuma equipa corre tanto e trabalha tanto em campo como uma equipa de Sean Dyche. Esqueçam Pulis. Dyche oferece, ainda, bom futebol com bola. Adepto de planteis curtos, Dyche tem o segredo na organização, na atenção ao detalhe e na capacidade física dos seus atletas. Raramente roda a equipa e faz alterações aos seus onze titulares. Meticuloso. Motivador. Por Dyche, os jogadores morrem em campo. A sua filosofia é, até, bastante simples: pressão intensa e saída objectiva para o ataque. Diz: “Muitas equipas controlam a posse de bola só porque sim. Eu quero passes rápidos e objetivos que desmontem as defesas contrárias”. Aos 44 anos, o antigo central do Watford e do Millwall é um dos mais reputados jovens treinadores de Inglaterra e, quisesse a FA, o sucessor ideal de Roy Hodgson para a selecção inglesa.

Em 15/16 o seu Burnley foi mais do mesmo e não desiludiu. Foi forte defensivamente, foi organizado e concentrado, foi trabalhador e foi clínico na hora de finalizar. Foi a segunda melhor defesa e teve o melhor marcador da competição e voltou a ser o clube que menos jogadores utilizou durante toda a prova. Contudo, o grande feito de Dyche esta temporada parece ter sido o de domar Joey Barton e tirar do problemático centrocampista o que de melhor o seu futebol tem para oferecer. Barton foi a extensão de Dyche em campo e se há melhor exemplo do que é Dyche como condutor de homens, esse, tem de estar muito bem guardado. Dyche é um senhor e à sua época impressionante, culminada com mais de vinte jogos sem perder rumo ao título do Championship, tiramos o nosso chapéu.

sport-magazine

[next]O GUARDIÃO
TOM HEATON

Numa temporada em que nenhum guarda-redes pareceu superiorizar-se evidentemente perante qualquer outro, Tom Heaton, vence o prémio de forma algo marginal. Nomes como Keiren Westwood, David Stockdale, Tomasz Kuszczak e até Dimi Konstantopoulos (ainda que o grego esteja inserido numa máquina defensiva à parte de qualquer outra equipa na liga) ou Dorus de Vires (que rubricou algumas das melhores exibições que um guarda-redes pode fazer) e Jordan Pickford (enquanto por lá andou) estiveram a alto nível, mas o guardião do Burnley foi mesmo uma das peças chave da promoção do Burnley. Em equipas de topo já se sabe como funciona. Um guardião raramente é testado durante 90 minutos (se isso é possível numa liga competitiva como o Championship), mas a atenção tem de estar sempre nos limites máximos. Para Heaton tal não foi um problema. Heaton até foi obrigado a mais defesas por jogo que os seus adversários directos e nem por isso o Burnley sofreu mais golos. Heaton que não se destacou somente no shot-stopping. Comandou a área como poucos e fica ainda por destacar a sua apetência e atenção nos remates de fora da área. Só Nick Pope e David Button fizeram mais defesas por jogo que Heaton neste campo. Sempre bem posicionado, foram poucos os guardiões que efectuaram menos defesas “em mergulho” que o internacional inglês. Uma época de tamanho domínio que viram Tom Heaton ser convocado para o Europeu de futebol por Inglaterra mesmo jogando numa divisão secundária, sendo que o guardião do Burnley dominou por completo o “performance score” do portal estatístico Squawka e integrou a equipa do ano para a PFA.

The Guardian

[next]OS JOGADORES

GEORGE FRIEND

Algo longe vai o tempo em que Aaron Cresswell acrescentava a uma interessante presença física defensiva uma profundida implacável ao seu flanco, que permitira ao lateral esquerdo do Ipswich terminar a temporada 13/14 com umas incríveis 14 assistências no Championship. Hoje, os laterais esquerdos do Championship não acrescentam tanto ofensivamente (Dean Moxey, do Bolton, foi o lateral esquerdo com mais assistências na liga: 5). George Friend, por exemplo, lateral competente mas pouco exuberante, termina 15/16 com “apenas” um golo e duas assistências. Mas um defesa tem, ainda hoje, mais que tudo, saber defender e Friend é quase implacável nesse sentido. Raramente alguém passa em drible por Friend, tal como raramente o lateral do Middlesbrough falha um tackle. Foram 90 em 113 tentados. Pelo segundo ano consecutivo, Friend, é o lateral esquerdo do Championship, tanto para o PD como para a PFA. Nomes como Charlie Taylor (pelo seu apoio ofensivo), Dean Lewington (absolutamente implacável no um contra um/tackle) ou Jonathan Grounds e até Ben Mee foram destaques na posição, mas nenhum de forma tão consistente e segura quanto o homem do Boro.

The Northern Echo

CURTIES DAVIES

Um verdadeiro titã. Há alguns anos que não víamos Curtis Davies a este nível. Os números apresentados por Davies ao nível dos blocos, intercepções e alívios impressionam, mas nenhum tanto quanto a dos duelos aéreos ganhos. Neste campo, só Shane Duffy, na posição, bate Davies, com o central do Hull City ainda a acrescentar ao seu imponente jogo defensivo uma elegante qualidade na saída de bola. Quase 80% dos seus passes foram concretizados e foi, não só, um dos pilares defensivos dos Tigers (formou com Dawson uma das duplas centrais mais implacáveis da liga), como uma das principais referências do Hull City numa primeira fase de construção ofensiva. Davies dominou, ao nível da posição, as avaliações da Squawka e do WhoScored, ainda que tenha perdido para Dawson a eleição para a equipa do ano da PFA.

IB Times

DANIEL AYALA

Tal como Davies, foram poucos os que conseguiram fazer passar bolas por Daniel Ayala, com o central do Boro a acertar grande parte dos tackles efectuados. Mais uma vez o central do Middlesbrough foi um dos destaques da época e se o Boro é tão bom defensivamente, em muito se deve ao espanhol e à sua capacidade de liderança. O número médio de intercepções de bola por jogo impressiona (ninguém fez melhor na liga), o que demonstra o incriticável sentido posicional e jogo de antecipação, sendo que ofensivamente foram poucos os defesas centrais que contribuíram com mais golos que Ayala. Aí, Aden Flint, sem surpresa, dominou. Terá que controlar, ainda assim, alguma da sua impetuosidade já que nenhum central apresentou uma média tão elevada de faltas por jogo.

The Northern Echo

BRUNO

É muito provavelmente a posição menos interessante da liga (principalmente depois da saída de Sam Byram para o West Ham), mas a eleição de Bruno Saltor não deve ser vista como uma decisão de recurso. Aos 35 (!) anos, Bruno fez uma das temporadas da sua carreira e foi uma das figuras do surpreendente Albion que quase garantiu a promoção à Premier League. Bruno impressionou pela sua coesão defensiva, acrescentou duas assistências ao seu portfólio, mas foi ao nível das intercepções que fez a diferença. Tal permitiu ao Albion, muitas vezes, sair nos seus tão habituais contra ataques. 113 intercepções foram uma verdadeira “goleada” ao nível da posição, sendo que apenas Moses Odubajo chegou perto com as suas 95, sendo que foram poucos os laterais direitos que conseguiram ser menos batidos em drible que Bruno ou efectuaram mais tackles bem sucedidos ao longo da temporada. Certo é que, seguramente, e no global, nenhum lateral direito foi tão consistente quanto o veterano do Brighton & Hove Albion.

Seagulls.co.uk

ALAN JUDGE

Sobre Alan Judge já praticamente tudo foi dito. O antigo extremo, agora médio ofensivo dos Bees, triplicou a sua cotação com uma temporada de absoluta excelência e que, não fora a lesão gravíssima sofrida nos últimos dias de competição, o deveriam levar para França a fim de representar a Irlanda no Europeu de futebol. Judge que já havia tido uma temporada para recordar em 14/15 com 15 assistências na liga, tornou-se verdadeiramente decisivo no último terço com o avançar no terreno. Com Warburton derivou quase sempre entre a ala esquerda e a zona central do campo mas, este ano, com Dean Smith, Judge foi colocado mais perto da baliza. E os resultados estão à vista. Judge termina 15/16 com uns impressionantes 14 golos e 12 assistências, grande parte deles e delas, quando jogou como médio ofensivo centro. Uma temporada de sucesso tal, que Judge chegou mesmo a ser ligado a clubes como o Burnley, o Swansea, o Bournemouth e até o campeão Leicester.

The Sun

JOEY BARTON

Joey Barton e Burnley tinham tudo para correr mal. Ou pelo menos, eram o total oposto de um e outro. Burnley, clube tranquilo, modesto, antítese da exuberância, e Joey Barton. Bad-boy, fala-barato, problemático. O Burnley que raramente faz aquisições ou contratações “duvidosas”, levava para Turf Moor um homem que, publicamente, até havia criticado e gozado com a cidade de Burnley e com os seus habitantes. Certo é, e talvez para se redimir do que dissera semanas antes, Barton deu tudo o que tinha e liderou o Burnley numa campanha vitoriosa até à Premier League. Se Andre Gray tem de ser assumido como a contratação do ano pelos golos marcados, Joey Barton, pouco atrás fica da distinção. Barton fez uma das, senão “a”, melhor época da carreira, maduro, consistentes e longe de qualquer problema disciplinar. Foi um Joey Barton como nunca se tinha visto e o Burnley agradeceu. Barton foi eleito o jogador do ano para o próprio clube e integrou mesmo a equipa do ano para a PFA. Barton deixa Burnley de coração pesado, uma época após ter assinado pelos Clarets, e com a promessa de incendiar o Old Firm como há muito não víamos. Scott Brown que o diga.

The Guardian

OLIVER NORWOOD

Deixar nomes como Kieran Lee, David Vaughan e, principalmente, Adam Clayton, de fora da equipa do ano pode parecer uma verdadeira injustiça, mas uma não tão grande quanto a de deixar Oliver Norwood de fora da mesma. Norwood foi o maestro da época em Reading, todo o jogo dos Royals passou pelo ex Manchester United e nenhum médio centro efectuou tantas assistências, passes chave e passes por jogo quanto Norwood. Chega ao Europeu como o Norte-Irlandês em melhor forma e não faltam pretendes à contratação do médio. Celtic, Bournemouth, Hull, Swansea e Burnley estarão entre os clubes que pretendem Norwood para a próxima época.

Reading FC

TOM CAIRNEY

Tal como Ollie Norwood em Reading, se a época do Fulham não foi melhor, em nada se deveu às prestações de nomes como McCormack, Dembélé e… Tom Cairney. O médio chegou de Ewood Park no início da temporada como uma das contratações mais entusiasmantes da época e não desiludiu. Bem pelo contrário. A partir da ala esquerda, Cairney comandou o futebol ofensivo dos Cottagers com a sua visão de jogo e qualidade de passe exemplares, terminando a temporada com oito golos e seis assistências. Poucos, ou nenhuns, jogadores esta temporada acrescentaram tanto critério com bola quanto Cairney. Destaque ainda para Johann Berg Gundmundsson. O extremo esquerdo islandês foi um pequeno oásis no terrível Charlton Athletic e terminou a temporada com 11 assistências, tal como Judge e Chris Martin, um máxima da liga. Sam Clucas foi outro dos destaques como extremo esquerdo durante 15/16.

getwestlondon.co.uk

ROSS MCCORMACK

Ano após ano, um nome parece ter lugar cativo no que às equipas do ano diz respeito. Esse nome é Ross McCormack. O internacional escocês parece assumir-se, em termos potenciais, como o melhor jogador da competição e, esta, parece começar a parecer curta para si. McCormack merece a Premier League, mas são nomes como o Newcastle, o Aston Villa e o Sheffield Wednesday que mais perto de contratar McCormack segundo os rumores. Uma coisa é certa: contratar Ross McCormack será sinal de golos. O avançado do Fulham acrescentou mais 21 (bem como nove assistências) à sua contagem e apenas perdeu para Andre Gray na lista dos melhores marcadores da competição. Fica por perceber porque conta tão pouco para Gordon Strachan. O trio Cairney/McCormack/Dembélé foi um verdadeiro terror ao longo da temporada e só mesmo a inacreditável falta de qualidade defensiva, a roçar o amadorismo, até, evitou que o Fulham se lançasse numa séria campanha rumo aos playoff. Com McCormack e Dembélé de saída, tal, poderá ficar bem complicado para o clube londrino.

The Guardian

ANDRE GRAY

Quando se é o melhor marcador da competição, não há volta a dar. Andre Gray teria lugar cativo na equipa só por isso, mas o seu futebol vai bem além dos golos. Gray até nem teve a temporada mais consistente possível, mas os 23 golos marcados quando nem sequer é um dos jogadores que mais remata por jogo na liga impõem respeito. Curiosamente, Gray tem ainda algumas limitações ao nível da finalização, posicionamento (líder na liga ao nível dos foras-de-jogo por partida) e da tomada de decisão que, bem trabalhadas, poderão torná-lo num caso sério durante a próxima temporada. Ao bom estilo de Jamie Vardy, Gray parece ir a caminho de ser o próximo ex-Non League a facturar em massa na Premier League. Rápido, potente e explosivo, Gray é uma ameaça constante. Ele que viveu tempos conturbados enquanto jovem. Membro de um gang violento, Andre Gray ficaria marcado para sempre na cara após esfaqueamento numa rixa com um gang rival já em 2011.

The Guardian

[next]OS JOVENS 

JAMES TARKOWSKI

Choveram críticas sobre o jovem central do Burnley em Janeiro quando se recusa a jogar pelo Brentford contra os Clarets. Tarkowski havia sido alvo de proposta do Burnley e informa o clube que não se sente em condições psicológicas para disputar a partida. A crítica não compreende. Os adeptos não compreendem. E até o clube, inicialmente, dá a indicação que o jogador seria disciplinado. Tudo isto para, dias depois, Tarkowski publicar um comunicado a desculpar-se pelo sucedido, confirmando ter pedido para sair do clube londrino rumo a Burnley. Mas, afinal, as razões eram mais graves que apenas desportivas. Tarkowski anunciou publicamente a doença terminal da própria mãe e a necessidade de se transferir para um clube mais próximo de casa. Manchester. Ora, juntou-se então o útil ao desagradável. Os Clarets estavam interessados no central, Burnley fica a 45 minutos de Manchester e Tarkowski não podia ter um destino mais apetecível. O Burnley, esse, lá ficou com o melhor central jovem da liga e a fazer mais uma temporada de grande nível. Tarkowski é um central bastante completo e sem pontos fracos facilmente identificáveis, junto uma grande fiabilidade defensiva a uma bola saída de bola. Chega à Premier League em 16/17 e não deverá ficar por aí.

Evening Standard

GEORGE THORNE

Um George Thorne saudável era meio caminho andado para uma época de sucesso do Derby County. Assim foi. De certa maneira, pelo menos. O Derby chegou aos play-off e a sua grande âncora voltou a estar em grande forma. Quem diria que Thorne havia passado todo o 14/15 lesionado. Thorne dominou as estatísticas da sua equipa em termos de passes efectuados, % de acerto de passe (85,5%), intercepções e terminou a temporada com dois golos e três assistências. Contudo, a época de Thorne não terminaria sem mais uma péssima notícia. Depois da ruptura de ligamentos sofrida em 2014, Thorne sofreu uma dupla fractura na perna num encontro perante o Ipswich Town (curiosamente, também Alan Judge se lesionou gravemente contra os Tractor Boys) e irá falhar grande parte da próxima temporada. Muito daquilo que o Derby County não conseguiu fazer na meia final do play-off perante o Hull City, esteve relacionado com a ausência de George Thorne.

Goal

CHARLIE TAYLOR

Sabes que a tua época é bem-sucedida quando todo o ano és ligado a clubes da Premier League. Inicialmente ao Manchester United. Depois ao Liverpool. Como também ao Stoke City e ao Sunderland. Para Charlie Taylor não faltam pretendentes e é fácil perceber porquê. Depois de empréstimos a clubes como o Inverness Caley Thistle ou o Fleetwood Town, Taylor agarrou finalmente o lugar em Leeds e estabeleceu-se como uma das figuras da equipa. Uma época tão consistente que lhe valeu o título de jogador do ano para os adeptos do Leeds United, como venceu ainda o prémio da imprensa local para o jogador do ano. Charlie Taylor é mais um exemplo de que a academia do Leeds está mais produtiva que nunca e depois de Sam Byram, Alex Mowatt e Lewis Cook, é a nova cara bonita do clube de Elland Road. O completíssimo lateral esquerdo do Leeds destaca-se pelo seu pendor ofensivo que, mesmo numa equipa com claras carências, não o impediu de terminar a temporada com um golo e quatro assistências.

BBC

CYRUS CHRISTIE

Demorou algum tempo a fazer esquecer Andre Wisdom na lateral direita do Derby County mas, Christie, está cada vez mais completo e consistente. Cada vez mais sólido defensivamente o que, para os dias de hoje, parece começar a ser raro num lateral. Acima de tudo, Christie defende bem, sendo que está longe de atacar mal. Tanto, que terminou a temporada com três assistências a partir da lateral direita. Contudo, foi nos itens defensivos que impressionou. Forte no tackle, no um para um defensivo (dificílimo de ser batido em drible), atento e concentrado apresentou bons números ao nível da intercepção e de blocks. Atlético, alto, rápido, não é pela lateral direita que o Derby County irá continuar a falhar sucessivas promoções.

bet365

MICHAEL KEANE

Com a saída de Jason Shackell e com Michael Duff mais perto dos 40 que da juventude futebolística, era imperativo o Burnley rejuvenescer e dar outra dinâmica à sua zona central da defesa. Começou por fazê-lo ainda na Premier League com a contratação de Michael Keane e depois de promissores jogos de “adaptação”, o jovem ex Manchester United tornou-se no patrão da defesa dos Clarets em 15/16. Central que não inventa, Keane foi imperial no jogo aéreo apesar da sua estatura média/baixa (172cm) e acrescentou mesmo 5 golos aos seus registos. Em termos de defesas centrais, só Aden Flint fez melhor e só para se ter uma pequena comparação, o central do Bristol City mede 197cm. O Burnley esteve, por isso, impecável na revolução da zona central da defesa, e em Keane e Tarkowski, os Clarets têm dois dos melhores defesas centrais Sub-23 do país.

Lancashire Telegraph

JOE LOLLEY

Se há bases interessantes em Huddersfield que, com os reforços certos, poderão tornar os Terriers numa das equipas mais excitantes da liga (e caso as propostas de Wagner se cumpram positivamente), Joe Lolley faz parte delas. Lolley, tal como Harry Bunn (época impressionante com 6 golos e nove assistências), Billing e Wells, terão de ver a equipa construída à sua volta para que o Huddersfield Town comece a lutar por algo mais que a mediania do meio da tabela. Haja ambição! Contudo, o mais certo é os jovens valores do John Smith acabarem vendidos antes ainda da sua maturação futebolística tal qual Rhodes, Norwood ou Butterfield. Se há equipa que tem bom olho para o talento são os Terriers mas, se há equipa que há primeira oportunidade o vende, ela, é também o Huddersfield Town. Com quatro golos e duas assistências, Lolley, extremo desconcertante, técnica refinada e com um óptimo remate de fora da área, não procura apenas a sua faixa. Bem pelo contrário, Lolley procura bastante o jogo interior, oferecendo uma dinâmica ofensiva à sua equipa muito mais versátil que ofereceria um extremo mais vertical. Lolley é tudo o que se pede a um extremo no futebol moderno.

htafc.com

MOSES ODUBAJO

Depois de ter passado toda a sua etapa de formação e primeiras temporadas como sénior enquanto extremo, é na lateral, aos 22 anos, que Moses Odubajo se vai destacando. Não é o lateral mais forte fisicamente que se vai encontrar na liga, muito menos o mais imponente no jogo aéreo, mas o que Odubajo oferece em termos ofensivos nenhum outro chega perto. Odubajo é a verdadeira locomotiva. Supersónico, ágil, Odubajo vai e vem com uma disponibilidade impressionante. A sua formação como extremo permite-lhe ainda ser um lateral com grande capacidade de desequilíbrio no último terço, ainda que curiosamente não utilize o cruzamento como lance de definição de forma regular. Tanto, que para tanto envolvimento ofensivo, Odubajo terminou a temporada com apenas duas assistências.

The Guardian

EMYR HUWS

Enfureceu Gary Caldwell no inicio da temporada ao exigir o seu empréstimo por não querer jogar futebol na League One e apesar da relativa deslealdade do acto, a ambição não deve ser criticada. Huws foi então emprestado ao Huddersfield Town e impressionou. Mostrou que é um patamar superior ao da League One o que o seu futebol merece. Ditou e pautou o jogo dos Terriers a partir do centro do terreno e embora ainda procure a melhor consistência ao longo da temporada (é também algo propenso a lesões), o ex Manchester City terminou mesmo a época com cinco golos e três assistências. Números que ainda lhe valeram uma pré-convocatória para o Euro 2016 por Gales, apesar de cortado para a lista final. Qualidade de passe e remate, Huws é mais jogador em zonas e momentos ofensivos e, pelo menos para o ano, com a subida de divisão do seu Wigan, não deverá voltar a pedir para ser transferido. Caldwell agradece.

ESPN

ANDREW ROBERTSON

Quem segura Andy Robertson? Cada vez mais sólido defensivamente (apesar de muito haver ainda para melhorar), é ofensivamente que Robertson mais se destaca. Uma ameaça ofensiva constante com a profundidade que incute ao seu sector (impressionante a profundidade lateral do Hull City esta temporada). Por esta altura, bem arrependido deve estar o Celtic por ter dispensado Robertson aos 15 anos por ser “demasiado pequeno”. Coisas de britânicos. Robertson é mesmo, nos dias que correm, um dos mais requisitados laterais esquerdos do país, com clubes desde o WBA ao… Manchester United a surgirem na imprensa como possíveis destinos do cada vez mais titular internacional escocês.

Getty Images

JOE RALLS

Uma das revelações da temporada. Ralls até estava sob os holofotes da promessa futebolística há algum tempo, mas só esta época confirmou todo o potencial que lhe era antevisto. Estabeleceu-se, por fim, como titular absoluto dos bluebirds, e a partir do centro do terreno comandou os galeses do Cardiff City a uma época surpreendente. Ralls e Cardiff cresceram, autenticamente, em conjunto e em função de cada um. Médio completo, Ralls domina todos os momentos do jogo. É forte em organização ofensiva e defensiva, como é forte em transição. A sua grande capacidade de passe permite-lhe ainda ser um elemento chave na marcação de bolas paradas. Com uma percentagem de acerto de passe a rondar os 80%, Ralls tem ainda por onde melhorar mas isso não o impediu de terminar a temporada com sete assistências. Um máximo da liga, apenas acompanhado por Beram Kayal e David Jones. Ralls é a definição de #8.

Eurosport

ZACH CLOUGH

De entre o desastre que foi a temporada do Bolton Wanderers um nome sobressaiu. Mais uma vez. Zach Clough. O médio ofensivo dos Trotters voltou a mostrar ser um talento aparte em Bolton, e com sete golos marcados, apesar de alguns problemas físicos ao longo da temporada, sagrou-se o melhor marcador da época dos Trotters. Clough não deverá ter futuro em Bolton, dado o estado do clube, e equipas como o Swansea, o Bristol City e o Aston Villa já mostraram interesse em contratar o jovem prodígio do Bolton Wanderers que, para bem do seu desenvolvimento futebolístico, precisa ser enquadrado numa equipa com outros estímulos competitivos e qualitativos.

bwfc.co.uk

JORDAN PICKFORD

Pickford corria a passos largos para ser, com alguma facilidade, o guardião do ano no Championship. Exibições impressionantes permitiram ao North End terminar vários jogos sem sofrer golos. Tanto, que apesar de ter feito apenas meia época, Pickford foi dos guardiões que registou mais clean-sheets na temporada. Uma prestação tão brilhante ao longo de 24 jogos, que o Sunderland não perdeu tempo a chamá-lo de volta ao Stadium of Light. Uma chamada de volta que não foi, ainda assim, particularmente proveitosa já que Pickford apenas viria a fazer 180 minutos na Premier League, sofrendo seis golos. 15/16 mostrou, apesar disso, que Pickford é a solução para o futuro da baliza dos Black Cats, com o jovem a agarrar ainda o lugar de titular na selecção Sub-21 de Inglaterra.

Tips Football

LEWIS COOK

O jovem jogador do ano para a Football League e uma classe do tamanho de Inglaterra. Cook não é só um dos jovens mais talentosos da liga, é um dos jovens mais talentosos do país e da Europa. É o melhor exemplo de que da academia de Leeds ainda saem super-jogadores, possíveis internacionais ingleses e jogadores de classe continental. Aos 19 anos, Lewis Cook, é uma das figuras do histórico clube inglês e apesar de ter perdido a eleição de jogador do ano no clube para Charlie Taylor, não falhou o prémio de jovem jogador do ano. Foram já inúmeras as propostas de transferência rejeitadas por Cook e avizinha-se um Verão de grande assédio. Elegante e imperial, falta a Lewis Cook alguma intensidade no seu jogo e alguma arrogância para se assumir como patrão do mesmo. Precisa ser mais decisivo e o golo marcado ao Fulham, a mais de 30 metros da baliza, é um belo exemplo daquilo que Lewis Cook é capaz de fazer. Cook terá em Garry Monk o melhor professor possível e o ex Swansea só terá a ganhar ao basear o jogo do seu Leeds United naquele que é o seu jogador mais talentoso.

ITV

[next]AS DESILUSÕES

ROB GREEN

2015/16 foi uma temporada complicada para Rob Green. Depois de uma época ao seu melhor nível na Premier League, ainda que o QPR tenha confirmado a despromoção sem grande luta, Green nunca surgiu o mesmo guarda-redes na nova época e a direcção do QPR aproveitou-se da situação. Caso Green fizesse 30 aparições pelo clube, renovaria automaticamente o seu contrato por mais um ano, pelo que o antigo internacional inglês deixou de contar para Jimmy Floyd Hasselbaink quanto se aproximou de tal número. O futebol negócio voltou a sobrepor-se à lealdade. Alex Smithies assumiu a baliza dos R’s, Matt Ingram, promissor guardião do Wycombe Wanderers chegou a Loftus Road e, Green, sem surpresa ou glória, viu o seu contrato com o QPR chegar ao fim com o terminus da temporada. Um ano depois de ser ligado a vários clubes da Premier League e ser figura constante nas convocatórias de Inglaterra, a vida desportiva de Rob Green deu uma volta de 180º. 

NICKY MAYNARD

Com provas dadas ao nível do Championship pelo Bristol City entre 2008 e 2012, altura em que Maynard chegou mesmo a garantir uma transferência para o West Ham United, o avançado do MK Dons acarreta sempre consigo uma aura especial. A sua carreira nunca mais foi a mesma desde os tempos de Bristol, com os problemas físicos a serem o prato do dia, mas a esperança de que “esta” seja a época do regresso do melhor Maynard está sempre presente. E, como quase sempre, também, surge a desilusão. Maynard até pode ter deixado MK Dons como o melhor marcador da equipa, mas os seis golos marcados em 35 presenças pelos Dons são manifestamente irrelevantes dado o desfecho final da temporada do clube de Karl Robinson. Maynard foi um dos melhores exemplos, ao longo da época, de como as boas ideias de um treinador são facilmente boicotadas pela falta de qualidade dos seus intervenientes. Más decisões e más abordagens na hora de finalizar foram constantes na temporada de Nicky Maynard.

PHILIPP HOFFMAN

A sua carreira ao nível de clubes não tem sido especialmente prolífica, mas o jovem alemão chegava a Griffin Park com grande expectativa sobre os ombros. Afinal, não é qualquer um que é titular numa actual seleção jovem alemã e os bons registos de Hoffman pela mesma impressionam. Na memória inglesa estaria ainda o bis de Hofmann no Riverside quando os Sub-21 ingleses receberam os Sub-21 alemães na preparação para o Euro Sub 21 de 2015. Inserido num grupo de jogadores talentoso e com uma equipa virada para o ataque, Hofmann tinha tudo para brilhar em Londres. Excepto que não o fez. A época fica marcada por alguns problemas físicos, pela perda do lugar para Marko Djuricin e Lasse Vibe e pelos escassos quatro golos em 22 presenças pelos Bees. 

DARREN BENT

Depois de um período de empréstimo quase arrasador em Derby e onde Steve McClaren parecia ter redescoberto o melhor Darren Bent, foi sem grandes problemas que os Rams ofereceram um contrato de dois anos (e um de opção) a Darren Bent após a sua dispensa do Aston Villa. Era um daqueles negócios sem risco aparente. Aparentemente. Em 2015/16, contudo, Darren Bent voltou à letargia que vinha marcando a sua carreira e só por quatro vezes conseguiu ser titular ao longo de toda a temporada. Acomodado, o antigo goleador da Premier League voltou a ser uma sombra de si mesmo, raramente saiu do banco de suplentes e terminou a temporada com uns ridículos dois golos marcados. 

ALEXANDER KACANIKLIC

Para Kacaniklic chegou a hora da mudança, de experimentar culturas e futebóis diferentes e longe de Inglaterra, mas tal soa bem mais bonito dito que analisado. E porquê? Porque Kacaniklic simplesmente não fez o suficiente para ter grande margem de escolha (e talvez por isso só o Nantes pareça realmente interessado na sua contratação, quando há um ano até achou boa ideia escolher Copenhaga ao invés de Southampton). Kacaniklic foi, mais uma vez, corpo estranho em Craven Cottage, não conseguindo discutir minimamente o lugar de extremo esquerdo com Tom Cairney e é, perante o final do contrato com o Fulham, um jogador livre. Aos 24 anos o rótulo de promessa há muito se foi. Irá, o sueco, ainda a tempo de fazer uma carreira ao nível que era perspetivado quando se estreia pelo clube londrino aos 20 anos?

MATEJ VYDRA

16 golos e seis assistências. Em 2014/15, Vydra foi uma das figuras da época de sucesso do Watford no Championship que permitiu aos Hornets regressar à Premier League. Em Deeney, Ighalo e Vydra, o Watford parecia ter um poder de fogo como poucos os clubes recém promovidos à Premier League alguma vez tiveram. Três avançados que poderiam, facilmente, ser sinónimo de 30 golos. Mas, se Ighalo e Deeney conseguiram confirmar o seu potencial a um nível mais elevado, Vydra nem Quique Flores conseguiu convencer. O checo foi emprestado ao Reading e quando se esperava nova temporada de relevo ao nível do Championship, Vydra esteve longe de brilhar. Apesar das 31 presenças pelos Royals, Vydra ficou-se pelos três golos e três assistências, tendo sido incapaz de tirar o Reading da segunda metade da tabela classificativa. Muito pouco para alguém que até chegou ao Madejski, por empréstimo, mas por 3M€. Um negócio horrível dos Royals que apenas viram o melhor do checo num jogo da Taça de Inglaterra. 

ADAM LE FONDRE

A carreira de Le Fondre vai em queda livre e não sabemos se alguém já o avisou. Do jogador que impressionou Inglaterra entre 2011 e 2014 pouco resta e depois de um 14/15 decepcionante, Le Fondre conseguiu fazer ainda pior. Em Cardiff não encontrou espaço, passou a temporada emprestado em Wolverhampton e apesar da fraca concorrência que enfrentou no Molineux, esteve longe de ser decisivo. Falta de atitude, falta de intensidade e erros técnicos de principiante. O ex Reading apenas foi titular por dez vezes e não foi além dos três golos e três assistências em toda a temporada. Para esquecer.

LASSE VIGEN CHRISTENSEN

Não foi uma temporada horrível para o dinamarquês, mas dado o seu potencial e expectativa com que entrava na época, fica o sentimento de ter faltado dar muito mais. Numa temporada que se previa ser de explosão para Christensen, o médio dinamarquês do Fulham passou ao lado da época e raramente foi além da irrelevância. Numa equipa que até foi bastante interessante ofensivamente, esperava-se maior preponderância de Lasse Vigen Christensen. O médio do Fulham apresentou números exageradamente baixos ao nível da % acertada de passe para um médio do seu calibre (77%) e não foi além de um golo e quatro assistências ao longo da temporada. 

BRADLEY JOHNSON

Quem viu Johnson e quem o vê. A diferença de nível de Bradley Johnson de 14/15 para 15/16 é tão evidente quanto difícil de explicar. De um dos médios da temporada e figura fulcral da promoção do Norwich à Premier League, Johnson foi uma autência decepção em Derby. Pouco influente, errático, Johnson nunca conseguiu fazer valer as suas melhores características por Pride Park. Aos 15 golos marcados pelos Canaries, seguiram-se apenas cinco pelos Rams. Se à entrada para 15/16 a sua decisão de deixar Carrow Road e a Premier League para regressar ao Championship parecia completamente desajustada, no final da temporada, então, tal decisão revelou ser um verdadeiro desastre. 

STEWART DOWNING

A grande desilusão da temporada. Downing regressou ao Riverside sob grande poupa e circunstância, como o filho pródigo que regressa a casa, como transferência de alto calibre. Chegava a Middlesbrough um homem que até havia feito a melhor época da sua carreira recente. Tudo parecia perfilar-se para um regresso triunfante de Downing ao Teesside. Mas, se Downing não fez propriamente uma má temporada, tal é muito pouco para aquilo que era esperado. Dado o nível de expectativa e o resultado final da chegada de Downing ao Riverside, é difícil não ver a época do ex West Ham como uma desilusão. Downing não faz a diferença a nível ofensivo, a equipa do Boro voltou a destacar-se pela coesão defensiva e o internacional inglês não foi além dos três golos e cinco assistências. Manifestamente pouco para um jogador com o historial de Downing, numa época que fica ainda marcada pelo seu desentendimento (nunca confirmado) com Karanka que quase valeu a saída do basco do Riverside.

bwfc.co.uk

[next]O GOLO

[next]AS DISTINÇÕES

Campeão: Burnley FC
Promoção Directa: Middlesbrough FC
Promoção via Play-off: Hull City AFC
Play-off: Brighton & Hove Albion Hull City, Derby County e Sheffield Wednesday
Equipas despromovidas: Charlton Athletic, MK Dons e Bolton Wanderers
Equipas promovidas da League One: Wigan Ahtletic, Burton Albion e Barnsley FC
Equipa sensação: Preston North End
Equipa desilusão: Fulham FC
Melhor ataque: Burnley FC, Brighton & Hove Albion e Brentford (72 golos)
Pior ataque: MK Dons (39 golos)
Melhor defesa: Middlesbrough FC (31 golos sofridos)
Pior defesa: Bolton Wanderers (81 golos sofridos)
Melhor marcador: Andre Gray (Burnley FC) – 23 golos
Melhor assistente: Alan Judge (Brentford) e Johann Berg Gudmundsson (Charlton Athletic) – 11 assistências
Melhor jogador para o PD: Alan Judge (Brentford)
Melhor jovem jogador para o PD: James Tarkowski (Burnley/Brentford)
Revelação para o PD: Joe Ralls (Cardiff City)
Desilusão para o PD: Stewart Downing (Middlesbrough)
Melhor treinador para o PD: Sean Dyche (Burnley)

XI DO ANO

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Áustria Áustria de Viena Austria Salzburgo Autocross Autoridade Antidopagem de Portugal Auxerre Avellaneda #934 Avraam Papadopoulos Aymeric Laporte Ayrton Senna AZ Alkmaar Baba Rahman Badminton Bahia Bahrein Balanços Barbados Barcelona Basileia Basquetebol Bastia Bastian Schweinsteiger BATE Borisov Bayer Leverkusen Bayern Munique BC Barcelos Bebé Bec Rawlings Beijing Guoan Béla Guttmann Belenenses Bélgica Belize Bellarabi Ben Davies Ben Gibson Benetton Treviso Benfica Benik Afobe Benny Feilhaber Benteke Berat Djimsiti Berbatov Bermuda Bernardo Espinosa Bernardo Silva Besart Berisha Besiktas Bétis Beto Pimparel Bielorrússia Bilal Ould-Chikh Birmingham City Bjorn Johnsen Blackburn Rovers Boavista Boban Boca Juniors Bodyboard Bolívar Bolívia Bolonha Bolton Bordéus Borini Borja Mayoral Borna Coric Borna Ćorić Borussia Dortmund Borussia Mönchengladbach Bósnia e Herzegovina Boston Celtics Botafogo Boubacar Barry Bournemouth Box-to-Box Boxing Day Braga Brahimi Brandão Brandon Borrello 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